sábado, setembro 01, 2012

DESEMPREGO, ANGÚSTIA PRÓPRIA E ALHEIA

Após anos e anos com trabalho, no meu caso, mais de década e meia, dezasseis escolas diferentes, o meu desemprego e o dos meus colegas docentes não é um problema menor, não é um cataclismo de menos importância. Os meus pais sofrem e revoltam-se, as minhas filhas tão pequenas nem suspeitam, sabe Deus o que me vai dentro, um fundo sentimento de engano, mas não preciso da histeria e do alarmismo dos que vociferam ajudar-me. Tenho de seguir adiante com lucidez. Lutar aqui pelo que acredito e desejo para o meu País. Abrir o coração e a mente.

3 comentários:

Anónimo disse...

O que tu não sonhas é que foi o Sócrates que telefonou de Paris para te deixarem de fora, toma uma aspirina e deita-te.
Amanhã vai à missa, e vais ver que o senhor faz um milagre.

Pedro disse...

Não desespere, Joaquim! Com certeza há-de saber fazer outras coisas. O ensino, se pensarmos bem, é uma palhaçada e ninguém agradece o esforço dos professores, pelo contrário.

Anónimo disse...

Partilho da sua angústia... a minha situação é igual à sua, ou talvez ainda pior dado que a minha esposa tb é professora no desemprego... tb penso no que os meus filhos (3) vão sentir...As brincadeiras destes senhores politicos são uma tragédia para as familías...
Respondo ao sr. anónimo do 1º comentário: você é um traste...e qd estiver na fossa, vai-se rebaixar tanto qua a única solução será rezar!