quarta-feira, setembro 05, 2012

LOUÇÃ, ESQUERDA QUE ENJEITA O PS-MERDA

Tenho insistido nesta ideia límpida de que antes e para além de coordenar um partido Louçã é português. Como português, perante todos os sinais de amiguismo e decadência rapaces, não teve outro caminho senão desgastar, quebrar, dividir e derrotar o PS socratista. Entre a) um Governo falsificador, amiguista, corporativista, faccioso e desonesto de Direita-PS, autoproclamando-se cinicamente de Esquerda Moderada, e b) um Governo abertamente de feição reformista, implacável no ataque ao Défice e à Dívida, quer o BE, quer o PCP, optaram pela abertura à possibilidade da alínea b). Não há, portanto e no fundo, Esquerda em Portugal. Só existe monopólio político-partidário dos mecanismos da democracia, portanto, uma democracia bloqueada, de castas, saturada de frangos e ratos e parasitas. Porque o eleitorado que ainda vota, vota imbecilmente, vota passionalmente, vota com a testosterona ao rubro, o PS só perdeu a maioria nas eleições de 2009. Mas agora, na Oposição, o pessoal de Direita do PS fala de [e pela-se por] uma convergência à Esquerda, isto é, o partido das grandes rapinas, o graúdo fautor da incúria e gestão danosa dos recursos públicos quer ultrapassar-se a si mesmo pela Esquerda da Esquerda e fazer bonito. Mas haverá alguma ideologia no PS do século XXI para além da gula, da devastação, da promoção de uma realidade decadente, caciquista, petulante, fiscocrata, subsidiarista?! Poderia alguma vez o BE de Louçã ou de Semedo ter dado a mão a um mentiroso compulsivo, desleal, hostilizador gratuito, para lhe possibilitar um Governo maioritário de pseudo-Esquerda a partir de 2009?! Ou dar-lha agora?! Chumbar do PEC IV foi defenestrar um Ladrão quando, finalmente, se acuava na própria incompetência e mentira, e só um português patriota, [Louçã, Jerónimo, Portas!], lúcido e atento à práxis vergonhosa de um asqueroso novo rico ilícito da política, poderia, fazê-lo, ignorando o mero cálculo baixo e interesseiro partidário. Os partidos são os detentores do derradeiro tampão a remover rumo à plena democracia participativa, a cujo acesso os cidadãos fora dos partidos estão impedidos. Esse PS, evacuado do Poder também pelo BE, começou cedo a demolição do Estado Social, cavando dívida pública e fomentando a insustentabilidade do Estado Português. Foi uma pena que Louçã, Portas, Jerónimo e Cavaco não tivessem pontapeado cedo, para fora e para longe, um Primeiro-Ministro que conspirava contra os portugueses só com o facto de existir. Existir para encher o próprio bandulho e o dos seus. Existir para negociar e comissionar à fartazana sucessivos negócios contra os interesses dos contribuintes. 

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