segunda-feira, maio 27, 2013

A MALDIÇÃO MOURINHO

Aposto que José Mourinho sai do Real Madrid com um ódio brutal quanto a certas dimensões humanas e culturais do real-madridismo, da desarmonia nas relações humanas à multiplicidade de vozes e de opiniões, passando pelas conspirações e malevolências. Coentrão também tem queixas desde o princípio. Cristiano, tanto quanto me recordo, na mesmíssima época em que batia todos os recordes de golos, era insultado de filho da puta para cima, em qualquer estádio espanhol e o insulto vinha embrulhado no facto de ser português. Há um desdém essencial na cabeça de um adepto castelhano. Não há nada a fazer. Isto para dizer apenas que o Real, agora quase sem portugueses, pode foder-se à vontade e sem espinhas que não haverá aqui ninguém a sofrer colateralmente. Será até interessante acompanhar a forma como decorrerá a vida desportiva do clube no pós-Mourinho: todos se recordam dos problemas e errâncias do Chelsea e do Inter de Milão no seu pós-Mourinho. À cabeça, a próxima época que já crepita. A vida competitiva do Real pode revelar-se um desastre de fazer corar o mais ufano aspirante à décima. Aposto que este FC Barcelona, acabadinho de contratar outra espécie de Messi, o ex-Peixe, isto é, o ex-Santos FC, Neymar da Silva Santos Júnior, fará da vida do rival de Madrid um pesadelo ainda mais infernal. Oxalá.

2 comentários:

Anónimo disse...

Neymar é um jogador que nasceu e cresceu num subúrbio de Santos, e nunca teve a ambição de jogar fora do Brasil. Não tem a mentalidade ambiciosa que é imprescindível para triunfar no futebol de alta competição da Europa. Por vontade dele ele continuaria a jogar no Brasil, onde já ganhava um salário altissimo, que mesmo poucas equipes podem pagar na Europa. É uma incógnita o que vai acontecer com a sua carreira no Barcelona. O futebol na Europa é bem diferente daquele que se joga no Brasil. Tenho as minhas dúvidas se Neymar vai ter as condições físicas e mentais para correr num jogo o que se exige a qualquer jogador, especialmente quando a equipe perde a bola. Aguardemos ...

Joaquim Carlos disse...

Não sei. Mais adaptada ou menos adaptada à Europa a nova estrela brasileira, com Messi e Neymar pela frente, o Real Madrid que é uma feira de vaidades, talvez venha a ter uma época ainda mais infernal, repleta de humilhações desportivas, um pouco a fazer lembrar o Sport Lisboa e Benfica, com a sua bipolaridade entre o glorioso antecipado e a derrota fatal e habitual no sítio do costume: na praia. Oxalá.