quarta-feira, maio 29, 2013

ERA SÓ GARGANTA

O ensino superior também tem as suas excentricidades. Não se pode vir dizer umas coisas, tipo «Isto é uma vergonha.» porque finalmente um Governo decide fechar mais cursos e mais oportunidades de formação. Burrice foi relegar ou extinguir o ensino do Latim e Grego clássicos, o resto pode não passar de uma bela questão de boa gestão. Não é por aí que se vai estupidificar as massas. Pela forma como votam, têm sido previsíveis e estúpidas que baste. Se votarem Partido Socialista, estaremos conversados e bem conversados em matéria de estupidificação. O problema é que não há dinheiro. Nunca houve. Nos últimos anos, quase tudo quanto se fez de bom e de redundante no Ensino Superior e no eterno rasgar de estradas foi com dinheiro-dívida e chuto para a frente, que outros Governos e os mesmos contribuintes haveriam de pagar e pagar e pagar. Foi assim que se ganharam eleições. Com dívida-dinheiro e empurrando os problemas para o futuro. Era preciso romper com esse hábito tão português de viver do comércio das especiarias, do ouro do Brasil, da dívida pública descontrolada à pala do quentinho eurozonal. Há anos que Governos covardes, eleitorais e cediços falam em suprimir cursos sem estudantes. Até chegar Passos, o Mau, era só garganta.

4 comentários:

Anónimo disse...

Num ensino superior politécnico que já anunciava doutoramentos em parcerias com universidades, o panorama da habilitação dos seus docentes é elucidativo, pelo menos, segundo dados divulgados pela Direcção-Geral do Ensino Superior, “Análise de todos os Docentes em 2008 por Categoria”, INDEZ2008, reportados a 31 de Dezembro de 2008, num universo de 8.181 docentes, no ensino superior politécnico, 35 tinham habilitação ignorada e os demais a seguinte habilitação: - 49 décimo segundo ano ou menos; - 30 Curso de Especialização Tecnológica; - 111 Bacharelato; - 2.796 Licenciatura; - 73 Pós-Graduação; - 3.602 Mestrado; - 1.485 Doutoramento.

Anónimo disse...

E o que dizer das despesas exóticas no ensino superior politécnico tais como, um cruzeiro no Castelo do Bode, com almoço a bordo e tranferes ao cais em autocarro, para docentes, funcionários e convidados...

Anónimo disse...

O Mirante, na sua edição de 18.12.2008, pág. 33, intitulou de “Aniversário da Escola de Gestão celebrado em tom de discórdia”. O Diário de Notícias, na sua edição de 19.12.2008, pág.13, de “Um passeio à conta dos contribuintes”. Que se saiba, a Tutela e o Tribunal de Contas nada disseram…

Anónimo disse...

Para os que, como eu, atribuem valor ao simbólico, a subsequente nomeação da Sr.ª Presidente do Instituto Politécnico, pelo Sr. Presidente da República, para a Comissão de Honra das Comemorações do 10 de Junho de 2009, na cidade de Santarém, teve um significado político. Ademais, conforme noticiado, a Sr.ª Presidente do Instituto Politécnico também desfrutou deste cruzeiro idílico…