sexta-feira, maio 31, 2013

TANTOS NOMES. TANTOS BOIS.

Gostei. Sinceramente, gostei, aplaudo e aprovo. Agora imaginem que ela tivesse mesmo tempo para desfiar o rosário dos nomes dos bois todos e por ordem de importância. Disso é que eu gostava. São tantos nomes. São tantos bois. Por outro lado, gostava de saber quem chefiava este Adriano Rafael Moreira, este Paulo Braga Lino, este Juvenal Silva Peneda, esta Maria Luís Albuquerque. Quem? Mas quem estava por cima deles. Sim, porque alguém fechou os olhos, alguém sonhou e a obra nasceu. O Padrinho da Máfia é infinitamente mais culpado que cada um dos seus esbirros somados. Depois, pelo menos há um esforço para remediar esta absoluta borrada.

OBVIAMENTE, CHUMBO-O!

Ficámos a saber o que é que o PS chumba o OR. Desconhecemos que soluções tem o PS para a actual situação, que é dinâmica e volúvel, para além de propor negociações unilaterais com quem, a Troyka, tem o poder de negociar ou não. O renegocionismo socialista é o ovo no cu da galinha em dramáticos tempos de crise. Não vamos lá com o desaparecimento em combate do delicado Partido Socialista.

NEXOS

«Quando é que a porca torceu o rabo e a “coisa” começou a chiar mais fino? Quando é que os Braganças se agitaram, preocupados com a situação do reino?» David Oliveira

QUANTO PIOR, MELHOR

«A Gallo Worldwide investiu oito milhões de euros numa nova linha de produção na fábrica de Abrantes para reforçar as exportações de azeite, que já valem 70% da facturação. O investimento permite duplicar a capacidade de produção, actualmente na ordem das 30 mil toneladas. [] O Brasil é o principal mercado da empresa, que pertence ao grupo Jerónimo Martins (dono do Pingo Doce e com participação da Unilever Jerónimo Martins). Só depois vem Portugal, Venezuela, Angola, China e Rússia.» Público

ALTARES HÁ MUITOS

Podem chamar-lhes bunker ou património arquitectónico nacional.

RETRATO DE UM FRACO

E da Direita Estúpida Portuguesa: só mesmo ela para dar todas as abébias e oportunidades aos rançosos antidemocráticos Esquerda-da-boca-para-fora, que não honram compromissos nem eleições senão os que lhes convenham e aos seus interesses enraizados.

ELES QUEREM REPETIR

Nação dividida, alguns adeptos do Sport Lisboa e Benfica queriam mudar de governo. Mas o Presidente quer repetir. Por isso legitima Jesus. Houve tristeza e amargura no final da época, celebrações antecipadas.  Mas só a morte é irreversível. Podemos, portanto, ficar descansados. A sorte, o azar, qualquer coisa, tudo se conjugará para fazer de 2013-2014 mais uma época excitante. Vieira tem ajudado a que Jesus seja Jesus e o Sport Lisboa e Benfica basicamente igualzinho a si mesmo.

SWAPA-ME MUCHO

Eu não desejaria estar num Governo em Portugal, hoje. António José Seguro também não. Nem hesita: apaga-se, fala baixinho e a medo. Deixa que outros berrem. O passado encheu os decisores com bombas-relógio, presentes envenenados, surpresas tóxicas. Os contratos swap são um verdadeiro terror nas finanças de uma empresa e de um Estado. Pobre Governo! Pobre País!

O PACIENTE

«Em 2013, num país europeu que pertence à União Europeia e à sua União Económica e Monetária, haver um cavalheiro que conquistou os seus pergaminhos na IIIª Republica a defender a democracia contra os comunistas, civis e armados, que em 1975 quiseram instituir uma nova ditadura após a recente liberdade que o 25 de Abril nos ofereceu, estar agora a dinamizar “ um encontro de ideias ” da minoria dos que nunca aceitaram a democracia representativa, para conjugar acções de derrube anticonstitucional do Governo legitmamente eleito, é a confirmação de que a consulta ao Dr. Damásio tem de se efectuar com mais frequência. Pode ser que ele lhe esclareça que ser o tio Peppone da esquerda marxista do arco antigovernamental e antieuropeu é um papel ridículo que só existe na sua imaginação, apesar de concedermos o desconto ao facto de que ser republicano, evidentemente, não é sinónimo de ser democrata. [...] A personagem de antes de ontem, de ontem e de hoje. Arauto da democracia, o primeiro primeiro-ministro da bancarrota, presidente da república atolado em Macau por Mateus com a mão na massa, perdedor de eleições pelo voto dos portugueses e, agora, de mão estendida a pedir migalhas a quem sempre o desprezou.» Maurício Barra

O GRANDE ECLIPSE DO RICARDO

O Ricardo tem-nos premiado com a abstinência violenta de uma intervenção cívica mais activa. Deve estar no pacote mete-ao-bolsologia assinado com a MEO.

O HOMEM QUE NOS ENFIOU NA EUROPA

É incrível a mudança e a torção 180º: na sua senilidade e estertor, no fundo o que o Mário preconiza agora é a saída de Portugal do Euro, da Europa e dos respectivos tratados. A União Europeia não lhe dá ouvidos nem lhe atribui prestígio porque o conhece bem e os seus frutos. Precisamente o homem que nos enfiou na Europa. Agora, essa Esquerda míope na cabeça dele quer o regresso ao orgulhosamente sós, ao orgulhosamente pobres, ao orgulhosamente de regresso a nós mesmos, acantonados no rectângulo porque o Mundo é mau.

TEMPOS IMBECIS

Não por muito gritar e insultar que se invertem e resolvem décadas de terrorismo despesista.

AJUDA-ME A EMIGRAR

O ambiente em Portugal ameaça ficar irrespirável. Adivinha-se que a asfixia exclusivista de Esquerda precipite o País para o fosso do descrédito internacional, quem sabe para a fuga massiva de capitais, depois de aprofundar o caos e promover lutas corporativas que pedem a Lua, num contexto de aperto completo sem qualquer saída. A Direita não é melhor. Perante o combate activo da corrupção, os Governo paralisam, branqueiam o passado, fazem de conta que não é nada com eles. É muito difícil mudar práticas e combater a corrupção instalada em Portugal. É muito doloroso e desolador trabalhar em Portugal. Se além de um leitor benévolo deste blogue, és alguém a quem a vida sorriu rasgadamente, podes ajudar-me a emigrar. Começo aflitivamente a desejar ver Portugal do lado de fora, trabalhando fora de um País que verdadeiramente não gera oportunidades nem as dá para além de uma palavrinha apadrinhante e uma cunha institucional. A desordem cívica, a imoralidade incrustada no Regime, o triunfo da falta de memória e de vergonha, também cansam! E eu estou cansado. A sério. Se Camões se cansou, quem sou eu para não me sentir esgotado da peleja blogueana?! Estou a preparar-me para sair daqui, nos próximos meses. Qualquer ajuda será bem-vinda também para este NIB: 0035 0888 00025241100 39. Obrigado a quantos me têm auxiliado. Têm sido cruciais. 

PARA CONTENTAR TODA A GENTE

«É verdade que a entrega de responsabilidades a quem prometia segurança e bem-estar foi a gosto, pese a subida de impostos, talvez porque feita em nome da "virtude" estatal da solidariedade. Virtude que não só bendizia as oligarquias da sociedade política do Estado de Bem-estar, como, por via da sacralização do voto, permitia aos eleitores expiar a culpa pelas responsabilidades não assumidas. E tudo parecia estar a correr bem, com velhos deveres, que implicam responsabilidades, a serem trocados por novos direitos que o Estado outorgava de forma abundante para contentar toda a gente, sem se ter de avaliar as consequências. Até que o futuro chegou antes do tempo. E o povo, exaltado, desatou a culpar: quem tanto prometeu, quem não quer continuar a dar e quem o quer fazer pagar. Sem ver que o Estado Minotauro (ou fiscal), que nos devora, é resultado da evolução do Estado de Bem-estar: o grande mito da política contemporânea. Mito que, ao contrário do Leviatã, o grande monstro bíblico, que dava segurança política, é fonte de mentira e sinal de catástrofe: fruto de uma antipolítica - a governança - que é também o modelo que inspira a União Europeia.» José Manuel Moreira

UM CASO PARA SHERLOCK RATO

«MFL já não é uma velha taralhouca provinciana, Bagão Félix já não é um rato de sacristia sabujo do grande capital, Rui Rio já não é um pobre diabo inculto, já não se fala no JPP da Marmeleira, que agora é citado todos os dias no Câmara Corporativa. Não eram pessoas que estavam “erradas”, eram ratões inaproveitáveis, notem bem.» FNV

MAGNO MOMENTO GAGÁ

A velhice, no pior sentido do venerado conceito, foi ontem à Aula Magna. Pelas TV, pudemos ver, como quem vai ao zoológico pasmar com espécimenes raros, o que tem sido este Regime Corrupto: uma horrorosa forma de enriquecer através da manipulação e do tráfico de influências continuamente exercido. Histérico, perdido no seu ódio odioso, ululante, o milionário Soares teve o beija-mão processional com que sonhara, mas exaspera-se na mesma: o que já não tem, conforme sempre teve, é um Governo ao seu serviço, como os de Guterres ou os de Sócrates: «Dr. Soares, o que podemos fazer por si?» Dinheiro. Dinheiro. Dinheiro. É duro ser solenemente ignorado, finalmente. O Circo de ontem na Aula Magna é a anacronia, a desonestidade e o exclusivismo que, com Pacheco presente em forma de carta, dramatizam e concentram num só Governo o grande problema do Mundo. Não há diagnóstico nem enquadramento do País. Só há instinto. Só o epidérmico. Só o cio e a exclusividade de Esquerda, ilusões de Esquerda num mundo onde a Esquerda não tem soluções a não ser o absurdo, aquilo em que ninguém vota, na hora da verdade. Ontem, o dr. Soares exibiu toda a sua malícia e todo o seu ego: ele é o Regime. O Regime agoniza. O Regime é corrupto no tom e no grau de atrevimento. O Regime não tem vergonha nenhuma. O Regime deu-nos três bancarrotas. O dr. Soares está rico, extremamente rico e, para que isso pudesse ser assim, foi preciso que Governos irresponsáveis, venais e incompetentes, lhe fizessem todas as vontades. Ontem, tivemos Circo Magno, num Magno Momento Gagá. Essa masturbação acabou num enorme foguetório. O Regime foi para casa. Continua milionário e convencido da velha força e influência plutossocializante. Está sempre pronto para mais uma perninha maliciosa e conspirativa, e uma chantagem violenta, insolente, sobre o Presidente em Exercício Cavaco, sobre o Menino Jesus e sobre a Popota.

PREGAR NUMA SALA VAZIA

Ele falou. Babou. Alarmou. Bramou. Invectivou. Disse que o Povo é quem mais ordena. Mas não havia ninguém na sala

quinta-feira, maio 30, 2013

ZORRINHO OU MAIS CONVERSETA VÃ PIROSA

Irrealista e completamente iludido acerca de si mesmo, este PS, pela voz de Zorrinho, tem a estúpida e louca absurdidade dos sanguinários [uma crise política é exactamente o que necessitamos] e as boas intenções das tarântulas peludas [maioria absoluta nem daqui a dez anos]. Que credibilidade merece um Partido que afinal pretende com uma perna federar as Esquerdas à sua Esquerda e as Direitas à Direita do PSD?! Não há nenhuma reciclagem político-ideológica que salvem esta relíquia sanguessuga.

BIFES DE MAMMUTHUS PRIMIGENIUS

Clonagem do Mammuthus primigenius hibridado de Elephas maximus ou de Loxodonta africana?  É já a seguir, acredito. No mínimo e em poucos anos, estaremos a comer bifes do bicho extinto, num restaurante típico à saída do respectivo Parque Mesolítico.

EMIGRAREI

Mais dia menos dia, tentarei a sorte elsewhere.

POIS, O PAÍS CORPORATIVO

«Desaprendemos de crescer, desconstruímos o que construímos na Europa e hoje somos um país extremamente corporativo, com os interesses focalizados no que o Estado faz ou deixa de fazer.» Augusto Mateus

NOTAS SOBRE O PS E A SUA MISSA DE ESQUERDA

Vamos lá ver se nos entendemos: Portugal só tem de se queixar dos bloqueios corruptos e tacticistas do PS e, agora também, do activismo falido e curto-prazista dos seus sindicatos, sempre dispostos a matar a galinha, os ovos e a ração, com estas greves que se antevêem no horizonte. O PS não passa de um Partido-problema, preso de movimentos e encalacrado pela ganância dos que o controlaram recentemente. Pode ter fodido largamente com Portugal, mas não o reconhece nem pede desculpa por isso. Vai em frente. Ao ataque. Nunca imaginou que um Gaspar lhe aparecesse pela frente afirmando as horrendas responsabilidades pela situação financeira e económica pré-resgate. Mas o PS, os seus deputados, as suas inanidades, têm um discurso absolutamente desonesto quer sobre a Crise, quer sobre o seu papel activo na sua génese. Não foi o PS que governou com gula, sofreguidão e um espírito comissionista e controleiro dos dois últimos Governos. Foi crise internacional que encalacrou Portugal. Não foi o PS a apontar para mais despesa, mais novo aeroporto, mais TGV às moscas, mais Parque Chular com items de luxo, mais PPP rodoviárias, mais ajustes directos pré-eleitorais, mais dinheiro atafulhado na indústria de petas, de marketing político e soundbytes ao serviço do optimismo e da dormição das massas imbecis. Foi a rejeição pela Oposição do PEC IV, após o Golpe de Estado Teatral de Cavaco, na cerimónia de empossamento do nove de Março, 2011 e na sessão solene do 25 de Abril do mesmo ano. Não foi o PS que colocou em maus lençóis a credibilidade externa do País junto dos mercados e das instituições internacionais financeiras: a gestão incompetente deste Governo, projecto oculto de empobrecer os portugueses, é que é a fonte de todas as nossas agruras. Sócrates, o abominável Homem-Merda, criminoso político de baixo quilate é mais um que, agora travestido em comentador, procura lavar-se todos os Domingos da imundície horrorosa que promoveu, praticou e foi, Missa de Esquerda da Boca Para Fora. Um País encalacrado, tramado e sufocado pela linha trágico-socialista? Claro, mas para os narradores da própria inocência, a culpa é sempre deste Governo. Um País até aqui governado segundo o desígnio mesquinho próximo-eleitoral e não o da sustentabilidade e das boas contas? Claro, mas os dois últimos anos é que estão completamente errados. À volta, ruído, conspiração, malícia, injustiça, descabelamento, com criminosos, corruptos, aqueles que acedem aos media quando querem, como querem, a contribuirem para a grande nuvem de merda e confusão que mais lhes convém. Porém, não se pode perder a memória: Sócrates  fodeu com Portugal fria e alegremente. Fodeu-o com descaro por ser um mau carácter. Fodeu-o porque pôde. Porque se rodeou de almas gémeas um grau abaixo da sua sem-vergonha pois não queria parecer foder o País sozinho, que até parecia mal. Fodeu Portugal apertando os colhões ao pluralismo no PS, submetendo as suas damas e os seus barões com o absolutismo dos déspotas. Tudo em silêncio, pôde desbaratar, usar de dolo e malícia, despeito e insolência fosse pelos demais partidos, fosse pelo Ministério Público, um brinquedo com um fantoche nas suas mãos, Pinto Monteiro. Num País que não crescia nem gerava riqueza, PIB, tornou-se ele próprio rico, cevou os amigos. Todos os recordes de decisões estranhas e em contra-ciclo, dada a Crise instalada, adjudicações, ajustes, negócios, manobras, movimentações controleiras nas administrações dos bancos, todos os bancos, tudo isso foi possível e tudo fez para deter na palma da mão um imenso poder chavista. Os media, nesse transe, foram outra Merda Colaboracionista: acríticos, subservientes, fretistas, fracos, covardes, responsáveis em grande parte pelo prolongamento abominável do Homem-Merda no Poder exercido sem honra nem grandeza nem custos de popularidade do lado da decisão, senão do lado da pesporrência, da histeria, do controlo abusivo de tudo e de todos, da concentração africana, sul-americana, da Coisa Pública na sua excelsa e incontornável pessoa pública. Uma fase horrível da vida pública em liberdade em Portugal. Uma fase horrenda de total ausência de escrúpulos num cargo público. E ninguém foi para a prisão. A gestão danosa de Portugal dá prémios e sinecuras. Constâncio foi para o BCE supervionar como um super-herói da eficácia e da competência. Sócrates é comentador na RTP, entretido num obsceno vaivém semanal Paris-Lisboa, malicioso e incompetente enquanto Primeiro-Ministro, incompetente e malicioso enquanto comentador. Estica o dedo acusador a Cavaco, o grande insultado do Plutossocialismo, e a um Governo que pelo menos, em dois anos, reverteu a descredibilização em deixara o País. O Homem-Merda e todos os homúnculos-merda do Partido Socialista não constroem nada, não debatem nada. O que fazem é atribuir todas as culpas à Crise Internacional, à morte da era dos PEC rechaçados por toda a Oposição, à Troyka, com a qual nada têm a ver, mesmo gorada a esperança Hollande, o qual, tal como o Executivo Espanhol, se lhe submetem oficiosamente. Sim, todos sofremos por causa da Austeridade e do Resgate, mas esse sofrimento era necessário e nasceu como efeito da gestão calamitosa socialista do Estado Português até ao momento do Resgate. Para o PS não existe causa e efeito. Só efeito e o efeito nada tem a ver consigo. Mas seria bom mudarem de estratégia, de narradores e de historieta, abraçando a realidade e acolhendo suficientemente um olhar autocrítico honesto senão a pensar nos benefícios eleitorais ao menos de olho nos benefícios objectivos de uma boa leitura dos desafios com que nos confrontamos e nalguma redenção pela História. Ainda há semanas, Gelatina Seguro enrouquecia por eleições antecipadas. Hoje desliza em silêncio, a média luz e a média voz. Menos mal. O pior são os outros em torno: nunca acabaremos de espancar com os argumentos da História Recente e da Culpa Evidente esses nababos socialistas cuja memória é demasiado curta e o dedo acusador demasiado longo. Um Partido Socialista mentiroso e desonesto, tacticista e hipócrita pode seguir solitariamente a sua via populista e demagógica. Vá, PS, vai lá ganhar eleições com o teu canto das sereia e as palmadinhas nas costas populares tipo «connosco não vai doer» ou «acabou a austeridade» que não acaba nem pode acabar. Quem é que suporia possível qualquer forma de convergência e consenso com um cortejo de mentirosos crassos, grosseiros incompetentes na sua ladroagem reles e contumaz?! Houvesse colhões para lhes dar ordem de prisão, saneá-los das administrações públicas, varrer toda peçonha conspirativa do Parlamento, das Empresas Públicas e talvez então, finalmente, Portugal começasse a respirar sem auxílio das máquinas, saindo do longo coma a que estes vampiros o induziram. É uma pena que o Governo PSD-CDS-PP não promulgue uma lei anti-enriquecimento ilícito que escrutinasse retroactiva e escrupulosamente as contas bancárias de todos estes caramelos danosos, crivando cêntimo a cêntimo, offshore a offshore, todos os movimentos bancários socialistas em década e meia de desmandos decisórios, estagnação económica do País, ilimitada prosperidade dos amigos e correligionários. Havia imenso dinheiro nos anos Sócrates atirado para a fogueira psudo-keynesiana de conveniência e de bolso. Onde pára ele? Por que é que não sentimos nada nas nossas vidas, na economia, no PIB? Bem pelo contrário. Por que motivo Portugal tem mais carros de luxo em média que a maioria dos países do Euro? Por que motivo terei de ver a minha geração condenada entre o desemprego e a ausência ou compressão do subsídio de desemprego? Como se vive com 323 euros/mês, Abominável Homem-Merda?! Explica-me como se eu tivesse quatro anos.

COMO SE ROBUSTECE ESTA MOEDA

O ímpeto reformista português tem sido muito mais ousado e mais rápido, apesar de todos os solavancos e adversidades, que o dos governos congéneres europeus da Zona Euro, daí o modo elogioso com que abençoam o nosso esforço. Ao conceder a Espanha mais dois anos para que o Governo de Mariano Rajoy cumpra as metas orçamentais, a Comissão Europeia recomenda, isto é, exige a implementação de medidas concretas em várias frentes: revisão do sistema de pensões, políticas activas de emprego, uma reforma estrutural do sector eléctrico e novas mudanças na tributação do IVA. Por que é que as Esquerdas Burras em Portugal, além das ânsias pela queda deste Governo, não sugerem também a queda dos outros governos da Zona Euro, a queda da Comissão Europeia, a queda de tudo e de todos que não sejam Esquerda?! Só a República pode ser Regime. Só a Esquerda pode ser Poder.

MEDIATISMO MALEDICENTE E DESONESTO

As TV estão repletas de comentadores desonestos, mentirosos, viciados em leituras erróneas, erradas e erráticas, onde o essencial está ausente. Não são pela reforma do Estado. Não fazem uma análise realista e honesta à luz da realidade europeia e nacional, dos seus limites, problemas e constrangimentos no plano mais vasto e impiedoso da globalização. Não são pela mudança nem pelo equilíbrio nem pela justiça nem pela sustentabilidade de coisa nenhuma em Portugal. Não imaginam o que é viver sem recursos porque sem economia e sem emprego, mas contribuem para deteriorar o ambiente político infectando-o de conspiração e subversão das regras do jogo democrático, quando lhes convém subvertê-lo a seu favor como se o dinheiro aparecesse sempre ou dependesse da vontade do Executivo. Trazem estribilhos com o fim do mundo dentro. Resistem, estrebucham, agitam-se contra a mudança de paradigma e de mentalidade não apenas portuguesa, mas também europeia, cuja hora é gravíssima e as ameaças extensas. Atacam sob qualquer pretexto este Governo porque a hipocrisia se lhes impregnou por todos os poros egoístas. É o plutossocialismo, o socialismo dos ricos, socialismo prostituto, amiguista, de casta, rançoso das elites de vida airada mediáticas ou subterrâneas. É o tóxico mais danoso em Portugal. Conspirando todo o tempo como principal actividade, dado o terror pela perda das rendas e dos recursos com que sempre manobraram, traíram e conspiraram nos bastidores do Regime, falam, falam, mas só apelam à queda do Governo. Sentem-se incomodados pelos abalos estruturais e sistémicos que a Austeridade, por si só, exerce sobre o seu poder de sempre. Daí que, de Segunda-feira a Domingo, as TV tresandem a lixo opinativo jamais salvando uma só medida dura e necessária que este Governo decida: quem são as bestas enviesadas e facciosas, de onde nunca sai um flato recto? Mário Soares, na sua senilidade desbocada; Pacheco Pereira, no seu rancor fanático e impiedoso; Marques Mendes, na sua esperteza e imoderação indiscreta; António Capucho, na sua incomensurável vaidade e insolência; Constança Cunha e Sá, na sua malícia e atabalhoamento criticista, onde a crítica é gratuita, torrencial, abandalhada, porque sim. Sócrates, símbolo de toda a decadência e esterilidade. No meio disto, Portugal fica para trás e a verdade fica a perder. Por que não vão todos à puta que os pariu?! 

HOLLANDE NO SEU LABIRINTO PARANÓIDE



«Hollande está desesperado. De há décadas para cá que nenhum Presidente caía tão baixo e tão depressa no voto popular. Portanto "aproveita" aqui para se afirmar "patriota", nacionalista, soberanista, coisas gratas à direita, sobretudo à extrema direita (cada vez mais forte) e a todos os anti-europeus. "Nós não aceitamos ordens! Nós é que sabemos! Vive la France!" O desespero é mau conselheiro. A reação paranóica só a essa luz se entende. O Presidente da Comissão apenas pediu algo e no interesse geral da UE e da França em especial. Não ditou, nem pode ditar, nada. O que é grave é que esta atitude política geral e este chauvinismo só atrasam e dificultam o fortalecimento da UE e da zona euro. Com Hollande (o tal do desenvolvimento económico, que ia mudar tudo na Europa... os amigos do PS lembram-se?) a França entrou patrioticamente em recessão. Para a UE, obviamente, isto é muitíssimo mais grave do que estarmos nós em recessão. O eixo Paris- Berlim em torno do qual, uma cravo outra na ferradura, a Europa lá ia girando, quebrou-se de todo com este sujeito. Quem quer só Berlim em campo? Quando é que os políticos se deixam de soberanismos nacionalistas obsoletos para efeitos internos? A obsessão pela popularidade e pelas nas eleições nos seus próprios países parece ser incompatível com o fortalecimento da Europa...» Anónimo

DEFENDER GASPAR

Há quem recuse a Gaspar o direito ao bom humor, o direito a ser como outro ser humano qualquer, infelizmente sport-lisboa-e-benfiquista, portanto, adepto de um emblema perdedor desde 2010. Recusar a Gaspar o estatuto de humano como nós à conta das políticas seguidas no continente europeu é estúpido: muitos e muitas não estão a ver bem o problema do Ocidente em geral e da Europa, em particular, para os quais seria necessário não um, mas mil gaspares. Ainda não perceberam que as coisas não têm outra alternativa senão o abandono da visão de que o Estado tem recursos ilimitados e distribui benesses, subsídios e benfícios de forma desinteressada ou com impacto no crescimento. Bem pelo contrário: os governos socialistas incineraram pilhas de dinheiro, toneladas de dinheiro e nem por isso vimos crescimento e emprego, recordem-se. Quanto ao lado incorrigível do socialismo-de-Estado, repare-se na arrogância de Hollande perante a Comissão Europeia, aliás proporcional à impopularidade, imobilismo e impotência para se libertar dos próprios e gravíssimos problemas orçamentais. Se estivermos à espera do socialista Hollande para dar o exemplo e recuar do excesso de Estado em França a fim de o salvar e dar-lhe sustentabilidade com cada vez menores ressources budgétaires, esperemos sentados. Para salvar a decadente Europa, estéril, envelhecida, onde só imigrantes fazem filhos e renovam as gerações, o socialismo-corrupção de Estado tem de recuar para menos e mais sustentável Estado. A austeridade não é o inimigo, mas o remédio mais determinante de todos, se de todo queremos que a Moeda e o Continente sobrevivam. Larguem lá o Gaspar, não sejam burros.

NÃO PODER IR

O SOARISMO DURA

Tal como o socialismo dura: até durar o dinheiro dos outros: «As regras do Tratado de Maastrich serviam como camisa de força para governos perdulários, algo freqüente na Europa. Mas, com uma visão míope voltada apenas para o curto prazo, as autoridades pretendem ignorar tais amarras e usar os gastos públicos para alavancar o crescimento econômico. Falsa dicotomia: o governo não produz riqueza; ele apenas tira do setor privado e transfere para o setor público, que quase sempre gasta mal, seguindo critérios políticos em vez de econômicos, e muitas vezes com desvios corruptos pela ausência do escrutínio dos donos desses recursos.» Rodrigo Constantino

CYBERMURO PARA CUBANOS

Preços proibitivos, limites e restrições, há uma espécie de Muro de Berlim no acesso dos cubanos à internet, CyberMuro ou VirtuoMuro. Coitados.

CASO FREEPORT NÃO MORREU...

Dormita... Tal como o flamingo bebé Varela Martins.

quarta-feira, maio 29, 2013

BRUXELAS QUER...

... o País cumpre ou inventa Esquerdas Com Cio e Novas Legitimidades Democráticas à vontade do freguês e ao sabor da ciática do Regime. Quem manda são os donos da moeda e a capital do Euro não é Lisboa nem o Rato nem o tugúrio onde conspiradores dão entrevistas dia sim dia sim. Como não temos moeda própria, só podemos ser solidários e fazer o que nos é pedido. Quando a Comissão Europeia dá alguma coisa, por exemplo luz verde para que vários países do Euro, entre os quais Portugal, França, Espanha e Holanda, tenham mais tempo para colocar os défices abaixo de 3%, pede alguma coisa em troca: atrevimento nas reformas estruturais. No caso português, Bruxelas quer cortes permanentes na despesa equivalentes a 2,8% do PIB, ou 4,7 mil milhões de euros, em 2013 e 2014. As Esquerdas querem imprimir dinheiro ou acrescentar mais défice de igual valor ou superior. Só pode.

CRICA INQUISITORIAL

Ana Gomes, a impoluta absoluta do Parlamento Europeu, tem um novo vibrador, depois de se ter digitalizado prodigamente na crica inquisitorial com os voos da CIA em Portugal cujos resultados foram por demais esclarecedores. Vê-la-emos agora, com a gosma frenética do costume, a falar muito alto nas TV, gaguejando as suas diatribes, com espuma de saliva a escorrer-lhe pelos cantos da boca e perdigotos disparados à câmara 1, 2 e 3. Vasculhem tudo, senhores! Vão às casas deles e revirem-lhes as gavetas, sodomizem-lhes os ficheiros informáticos, devassem os relvas, os passos, os soares, as fundações que lavam dinheiro, os arranjistas, os corruptos, os cornudos, os mansos, os banqueiros doentes depois de apanhados, os observatórios e os organismos Dêem mais brinquedos e oportunidades de ousadia e coragem rasa à Ana Gosma, Rainha do Meco, entretenham-na com causas e cruzadas, que o PS também não.

PEC, PEC, PEC, PEC

Com os socialistas, Portugal ficou numa situação de fragilidade negocial, em 2011. O PEC IV nunca teria resolvido absolutamente nada depois de o Governo Socialista ter absorvido tamanho financiamento-dívida-dinheiro alemão com a dívida pública a galgar o limiar da pagabilidade. A necessidade de chumbar o PEC IV era a necessidade de cortar o ciclo vicioso da descredibilização completa de Teixeira dos Santos e do próprio Governo ferido de morte com as derrapagens hemorrágicas de 2010. Chumbar o PEC IV representava chumbar um Governo que tão maus e desastrosos desempenhos perpetrara, mesmo na sua fase terminal, onde nem PPP rodoviárias deixaram de ser assinadas nem contratos de luxo na Parque Chular. Não tínhamos alternativa ao resgate e à Troyka. A saída unilateral do Euro equivaleria a uma declaração de guerra com perda abissal da nossa credibilidade externa e a redenominação da nossa dívida equivaleria ao Terramoto de 1755 com ondas de choque a nível planetário e miséria galopante garantida para a maioria da população que, entretanto, não tivesse debandado para fora a jangada desconjuntada nacional. A má posição negocial a que alude Gaspar é, pois, consequência do grande acocorar nacional anterior ao resgate. Hoje o PS opõe-se violentamente a si mesmo e não integra qualquer ímpeto reformador, por mais instado que seja quer pela Troyka quer pelo Governo. Quinze anos sem crescer, acumulando défices estruturais, o Regime estava num impasse — nada melhor que a oportunidade do resgate e da Troyka para mostrar serviço, demonstrar boa-vontade e boa-fé aos mercados e ao centro da Moeda Única. O PSD continua, apesar de tudo, socialista dado o absolutismo fiscal que pratica, numa Europa que busca sobreviver ao neoliberalismo chinês-indiano, tendo de encontrar uma via inteligente e inovadora. Passos Coelho faz o que lhe manda a Troyka. A social-democracia em Portugal, tal como o socialismo, geraram bancarrota, corrupção política, estagnação e desemprego e aí radica parte da nossa fragilidade negocial de ontem. Hoje, pelo contrário, a nossa posição robustece-se, doa a quem doer.

QUANDO O PLUTOSSOCIALISMO ESTREBUCHA

Camarada, estás cansado da Austeridade? Podes voltar à balbúrdia e à roda livre dos cheques amistosos dos Governos Socialistas, onde crescimento e emprego, emprego e crescimento nasciam como cogumelos ao estalar de um dedo. Basta nacionalizares o teu voto e sugerires às Esquerdas o que às Esquerdas incumbirá, assim que a Suprema Maçã Podre do Regime, sempre a maquinar conspirações, acabe de as federar para derrubar este Governo e talvez o próximo e o próximo, se, à vez, cada um dos próximos governos não agradarem ao Exmo. Plutossocialista Maçónico, papa de todos os Plutodemocratas. Só gostava de perceber como é possível que amanhã Mário Soares, basicamente a Maçã Podre Suprema do Regime, consiga reunir na mesma sessão, na Aula Magna, as direcções do PS, PCP e Bloco de Esquerda e estas aceitem deixar-se federar-conspurcar numa espécie Peitaça Comum que funcionará como Espantalho das intenções e simpatias da Opinião Pública e como Repelente Fatal do voto útil ulterior numa alternativa a Bruxelas, a Berlim e às políticas que o BCE prescreve para o nosso carcinoma regimental corrupto e decadente, sob o obediente Governo de Salvação pós-PEC a que Passos-Gaspar presidem. O que é natural é as Esquerda conservarem entre si uma higiénica heterofagia para que todos ganhem o seu quinhão e todos percam na medida em que se devorem e se ataquem e se diminuam. Mais intrigante para mim é que modere ou presida à pomposa coisa precisamente o reitor da Universidade de Lisboa, Sampaio da Nóvoa, em cuja cabeça alvejante deveria morar um módico de distanciamento crítico de Esquerda: quem dá a mãozinha à Maçã Podre Máxima do Plutossocialismo Maçónico e Amiguista; quem serve de coxeante canadiana à gente repetida por décadas que asfixia o Regime Português há décadas; quem serve de amanuense aos que conspiram à sua vontade para deixar em herança a sua maravilhosa isenção democrática, putrescente exemplo cívico, do abnegado e patriótico Plutossocialismo Maçónico, Laico e Devorista —, fica tocado, tingido e estragado. Sampaio, Sampaio, quo vadis?

GASPAR E A MAÇÃ PODRE MÁXIMA SOARES

Subscrevo inteiramente a tese de Vítor Gaspar segundo a qual foi a situação de fragilidade em Portugal que levou, em 2011, ao pedido de resgate financeiro à Troyka, quando o PS estava ainda no Governo e que o então Governo socialista negou a possibilidade de resgate até ao último momento e que esse facto fragilizou o País e que houve má negociação da taxa de juro dos empréstimos iniciais e do plano de pagamento da dívida que estava muito concentrado nos anos de 2016 e 2021: é assim e não é de outra maneira. É preciso sovar o Socialismo Português, distribuidor do que ninguém produziu, socializador da riqueza que ninguém gerou. Socialismo em Portugal corresponde modicamente a bancarrota, filha da corrupção de Regime. Hoje a Maçã Podre Suprema disto-Regime-Político em Portugal quer federar pomposamente as Esquerdas. Penso que as Esquerdas deveriam ter vergonha d'A Maior Maçã Podre do Regime e deixar o dr. Soares a falar sozinho. Quanto a Gaspar, tirando alguns excessos, é o melhor Ministro das Finanças do pós-25-de-Abril.

ESTADO GERAL DA LAMÚRIA

Não há problema nenhum no aumento do tempo de trabalho no Estado das actuais 35 para as 40 horas. Nenhum problema com o alargamento dos horários de atendimento dos serviços públicos em mais uma hora. Nenhum problema com o novo período normal de trabalho na função pública, na adaptabilidade do funcionário e no banco de horas na função pública. Quanto mais dinamismo, melhor. O quê? Há quem esteja contra? A torneira das TV abrir-se-á para derramar Ana Avoila e toda a mansidão constitucional de Seguro somada à Federação das Esquerdas pela mão de Soares, Maçã Podre Máxima do Regime, para segregar a solução deixada a meio com as nacionalizações do pós-25-de-Abril: nacionalizar o voto, nacionalizar a democracia plutossocialista, e um busto no Panteão Nacional ao dr. Soares. Temos de olhar para a recuperação que está a acontecer na Irlanda e temos de olhar para a racionalidade no funcionalismo público da Holanda, Países cujos cidadãos e Governos colocam em primeiro lugar o benefício geral, não os interesses instalados, não as Fundações que lavam dinheiro, não o conforto que alguns julgam eterno, só seu e só para si. Vai por aí um mar de lamúrias e de desculpas: metam na cabeça que estava tudo errado até aqui. Tudo. Demasiados direitos. Défice de recursos e dinheiro. A balbúrdia era a regra. O abuso, Lei, e a corrupção de Regime Egoísta seguia de vento em popa. Como é que as Esquerdas se deixam federar pela mãozinha Corrupta Estéril da Glutonaria Maçónica?!

GASPAR ESPANCA FERNANDO MEDINA

Está a suceder agora mesmo, no Parlamento. É muito complicada a posição do Partido Socialista, mas a insolência e o topete são o pão quotidiano: é como se, confrontado com as suas culpas e incompetências recentes, nada admitisse e se limitasse à atitude de um ovo a questionar violentamente a galinha por tê-lo posto. Para além das maquinações imbecis do seu vampiresco pai espiritual Soares, o PS é o ovo da nossa Crise e a galinha da nossa Crise. Deveria ser espancado por ter cão e por não ter pelo menos ao longo dos próximos dez a vinte anos. Gaspar e Passos até são mansos na hora de espancar.

O SANGUE DOS TOPÓNIMOS

Para além das inconstitucionalidades na reforma administrativa local, lavra do ex-ministro Relvas, e para além das comunidades intermunicipais, espero que esta lei tombe ou se faça melhor. Não representa grande poupança estrutural, presumo, e só logra magoar demasiados símbolos, sangue dos topónimos nacionais com gente, com rivalidades locais, regionais. São elas porventura o mínimo que nos faz seguir em frente. Que seria de Braga ou de Guimarães sem a rivalidade visceral que alimentam entre si?!

GROTESCO, ESCANDALOSO

... mas a verdade é que não temos o direito de julgar. Para além da morte, da dor, da fome, das agruras de quantos tombam prisioneiros do desespero e da desgraça, há uma Pátria Celeste à nossa espera. Temos de encher as nossas almotolias de amor, única lanterna, farol único a validar o nosso caminho, agora e na hora da nossa morte, ámen.

ERA SÓ GARGANTA

O ensino superior também tem as suas excentricidades. Não se pode vir dizer umas coisas, tipo «Isto é uma vergonha.» porque finalmente um Governo decide fechar mais cursos e mais oportunidades de formação. Burrice foi relegar ou extinguir o ensino do Latim e Grego clássicos, o resto pode não passar de uma bela questão de boa gestão. Não é por aí que se vai estupidificar as massas. Pela forma como votam, têm sido previsíveis e estúpidas que baste. Se votarem Partido Socialista, estaremos conversados e bem conversados em matéria de estupidificação. O problema é que não há dinheiro. Nunca houve. Nos últimos anos, quase tudo quanto se fez de bom e de redundante no Ensino Superior e no eterno rasgar de estradas foi com dinheiro-dívida e chuto para a frente, que outros Governos e os mesmos contribuintes haveriam de pagar e pagar e pagar. Foi assim que se ganharam eleições. Com dívida-dinheiro e empurrando os problemas para o futuro. Era preciso romper com esse hábito tão português de viver do comércio das especiarias, do ouro do Brasil, da dívida pública descontrolada à pala do quentinho eurozonal. Há anos que Governos covardes, eleitorais e cediços falam em suprimir cursos sem estudantes. Até chegar Passos, o Mau, era só garganta.

terça-feira, maio 28, 2013

DO DESACORDO HETEROGRÁFICO

Excelentes citações de um grande livro escrito por um Pedro Correia Vintage. Se há um sinal que simboliza todo o provincianismo e decadência da Republiqueta é precisamente este Lixo do AO90, impropriamente chamado «acordo» e mais impropriamente ainda chamado «ortográfico», porque só é desacordista e só é heterográfico, desunificador, babel de todas as grafias no Mundo a amputar etimologia e bom senso.

OUTROS PLUTOSSOCIALISMOS

A corrupção de Estado tem mais encanto quando são os plutossocialistas a fazê-la. Dêem-lhes o voto, vendam-lhes a alma e, em troca, terão o céu e a paz na terra. Quando a repressão e a censura são plutossocialistas isso é educação e progresso

«POIS, MAS ISSO NÃO É COMIGO...»

O grande conspirador, federador, urdidor de estratagemas, fautor de instabilidade, só quer uma coisa democrática, legítima, urgente, correcta, que o Governo caia, o resto...: 

Mas há um problema complicado. Há um ano, o sr. dr. defendeu que o PS devia romper com o Memorando da troika. Mas a verdade é que o PS não rompeu com o Memorando da troika. E isto pode conduzir-nos a um beco sem saída: este governo cai, já quase toda a gente o dá como moribundo, mas depois é substituído pelo PS, que vai ter de se submeter ao mesmo Memorando da troika? 

Pois, mas isso não é comigo. Não tenho responsabilidades partidárias, hoje, nem as quero ter. Isso é com os partidos, com as centrais sindicais e com o povo, que é quem mais ordena.

Mário Soares, ao i

UM GOVERNO DE ESQUERDA

AS ALGEMAS QUE NOS LIBERTAM

Krugman é simplesmente mais um a fazer diagnósticos. Muito bons, aliás. O problema é que, estando nós nesta Moeda tornámo-nos corresponsáveis por ela e nada podemos fazer sem a solidária sensibilidade do Centro. Sem o respeito e a boa-fé pelos compromissos que assumimos invioláveis, embora passíveis de revisão, não teremos moral para negociar. Ora, certas abencerragens-avantesmas do Regime acham normal começar a castrar a palavra dada. Têm a veleidade de empreender negociar unilateralmente ao arrepio do reformismo [sempre adiado] e dos vários ajustamentos [sustentabilidade orçamental] a que estamos algemados. Krugman não propõe instabilidade política nem a demissão do Governo como caminho para resolver os nossos problemas, critica, sim, excessos austeritários, denuncia o desemprego excessivo, e mostra alguns paliativos, mudanças que não se operam do dia para a noite: «[...] uma expansão mais forte na zona do euro como um todo; uma inflação mais elevada no núcleo europeu, tendo em mente que o BCE, assim como a Reserva Federal Americana, são contra taxas de juro próximas de zero.[...] Pode e deve tentar-se aplicar políticas não convencionais, mas é preciso tanta ajuda quanto possível ao nível da política orçamental e não uma situação em que a austeridade na periferia é reforçada pela austeridade no núcleo, mas pelo contrário, aquilo a que se tem assistido nos últimos três anos é a uma política europeia focada quase que inteiramente nos supostos perigos da dívida pública. O importante agora é mudar as políticas que estão a criar esse pesadelo.»

VOSSA INEFÁVEL VAMPIREZA

Mário Soares está lúcido? Como uma porta. Ubíquo como o ar que respiramos, omnipresente como o metano que largamos, o viscoso Mário Soares faz primeira página de jornais dia sim, dia sim. Conspira desesperadamente pela queda do Governo. Ninguém o escuta sem sentir que escuta o estertor de um passado que nos deu azar. Ouvi-lo, lê-lo é ler e ouvir a desesperada mumificação conveniente de um estado de coisas insustentável. Agora quer federar as esquerdas antes que a lógica anti-corrupção subjacente às reformas estruturais na Europa o fodere a ele e ao Regime que, desde o princípio, sempre lhe correu de feição ao bolso e ao instinto manipulador. É uma pena ver a senilidade em forma de estômago e facção espernear tanto nestes últimos dias de Pompeia, dias em que a voragem pela subversão do jogo democrático, se levada às últimas consequências, poderá tragar os fundamentos mínimos da governabilidade e da credibilidade nacionais. É a Europa que nos quer formatar segundo um modelo novo, competitivo no contexto mundial. Esse caminho reformista é uma questão de sobrevivência europeia à prova de Gelatina Seguro e à prova das veleidades pseudo-esquerdistas do Bochechas Soares. O Governo Passos-Portas não cairá por vontade própria nem está na vontade geral dar um passo de anão maior que a perna nacional. Sondem as ruas, caralho. Perguntem ao cidadão comum se sente ter alguma coisa a ganhar contra a corrente europeia numa clarificação eleitoral antecipada. Há orgasmos de Esquerda a mais perante os problemas de corrupção instalada, subdesenvolvimento económico, vícios e distorções sociais, que este Regime Plutossocialista acoberta, à pala de demagogos, interesseiros e vampiros gerais toda a vida, como Vossa Inefável Vampireza, dr. Soares! Já aparece muito. Só falta crescer.

REGRESSO À ÍNDIA DE NÓS MESMOS

O facto de o desemprego ter crescido horrorosamente explica parte deste brutal declínio de validações nos transportes públicos, no entanto, há qualquer coisa de cultural, enquanto Povo, que necessita de uma revolução na mobilidade para que se volte a apostar claramente naqueles: os Governos passaram décadas a fazer estradas, aposta megalómana no sentido inverso do bom-senso e de uma mobilidade sustentável. Caminho inteligente e aposta segura, pelos séculos dos séculos, há-se ser sempre o caminho de ferro, onde, à parte os crimes lesa-património cometidos, há imenso trabalho a fazer, o qual representa economia e empregos. A única e sólida revolução na mobilidade em Portugal sucedeu aquando do primeiro metro de linha férrea, no século XIX, espécie de chegada à Índia de nós mesmos, fim da era das diligências e dos almocreves. O mais natural é que tudo volte ao princípio.

É MUITA MÚSICA

RESPONDER EXAUSTIVAMENTE AO LADO

Espécimenes gananciosos e treloucados como este, dispostos a perder-se por um negócio, a trair e sabe-deus que mais, nunca respondem inteiramente pelo que perpetram. Recordemo-nos da converseta engonhante de Oliveira e Costa ou das férias eternas do cabo-verdiano Dias Loureiro. Basicamente encenação patética e absolvição oblíqua garantida. Pobres carcaças!

MIA POUCO

Gosto imenso da produção mia-coutoniana e não poderia deixar de elogiar este prémio, pelo escritor e pelo homem, um humanista em que me revejo em traços gerais, embora me pareça estar algo ausente dos seus textos aquela autocrítica ideológica de que a oscilante democracia em Moçambique carece. Afinal, a paz sobreveio à política da guerra, não à guerra da política, mas o mundo não mudou o suficiente. O homem e a sociedade moçambicanos são os mesmos lá, onde poderiam ter crescido e progredido, tratando-se de um povo bom e afável. A espécie humana é o que é. Nem nova. Nem velha, embora o Espírito a impulsione rumo à Santidade [Justiça] que germinará da Terra, semeada pelos Céus. A carne resiste. Um escritor como Mia Couto, com amplo e aclamado sucesso na Lusofonia, tem acrescidas responsabilidades: há uma reflexão permanente a fazer e uma exigência ética a exercitar perante revoluções que não revolucionam senão na troca das suas elites, na troca dos seus corruptos, na troca dos seus régulos. Escrever é olhar para trás buscando as marcas da perenidade e do amor que inspiram e nos levam em frente, mas deve espelhar e descrever os problemas pelos quais alguns jornalistas e activistas moçambicanos têm perdido a vida. Os que tombam sim, revolucionam. É demasiada coragem e demasiado engajamento com a realidade dos seus concidadãos para não pagarem o preço máximo.

MAIS RAZÕES PARA TER NOJO

Brutalidades como esta são um escândalo só possível numa sociedade imbecil. Quem paga o gás engarrafado sente-o bem e angustia-se porque nada os detém: o gás engarrafado sofreu aumentos muito superiores ao gás natural nos últimos anos e não há grande diferença de valores entre as várias marcas, segundo a Deco. Porquê? Por que será?! Porque na republiqueta de merda dos soares, das esquerdas histéricas e minoritárias, das direitas parvas separadas de Gente, de Povo, o escravo do cidadão quanto menos tem e menos ganha, mais paga. Portugal é um paraíso para cartéis e um fosso para sonhos e oportunidades, a não ser que se seja filho, neto, sobrinho, dos sampaio e dos soares e dos espírito santo e do caralho, da elite bem-posta e empedernida da Capital que vampiriza os portugueses e vive no seu castelo disneyesco à parte, antes de morrer e voltar nua ao pó da terra como toda a gente. 

CAÇADOR DE ELEFANTES E DE MULHERES

Sou monárquico, mas não sou simpático de uma monarquia repleta de acidentes e trapalhadas como aqueles em que a coroa de Castela se tem visto envolvida. Há erros, notícias, factos, comportamentos que uma família real, em pleno século XXI, não pode cometer, pois deve ser sublime, independente, acima de qualquer reparo, em sintonia afectiva com o seu povo, forja de estadistas a toda a prova. Os republicanos revolucionários radicais que sonharam desempoeirar Portugal trocando a forma de Regime falharam, começando por se assassinar uns aos outros, por promover purgas entre uns e outros. Chegados a esta tristeza de corrupção e desnorte, repare-se no nojo conspirativo do dr. Soares. Herdeiro da coisa republicana, da sanha anti-clerical e do exclusivismo regimental republicanista, quer o Povo queira quer não, Soares surge no ocaso da vida como a desmesura e o espernear tonto do plutossocialismo, esse socialismo muito português e ao mesmo tempo muito sul-americano, socialismo de cúpula, maçónico, manobrador, manipulador, onde um feixe de eminências pardas, promovem o que lhes convém a si, mesmo que não convenha de todo ao País. É ele o nosso caçador de elefantes. É ele o nosso escândalo subliminar, hoje a brandir a converseta de merda das Esquerdas Burras contra a Direita Estúpida.

segunda-feira, maio 27, 2013

PORTO: REVOLTA AO RETARDADOR

A política e os políticos são uma coisa muito sorna, muito lenta, muito bizarra. O Porto, o meu Porto, graças à liderança-lesma que tem tido, tem perdido por sistema. Rui Rio quer um sucessor, Rui Moreira. Está no seu direito. RM é simpático, inteligente, nobre, mas não tem suficiente chama e o necessário carisma. Não há mais ninguém que possa mudar um certo estado de coisas pachorrento cá a Norte a não ser Luís Filipe Menses. Só ele pode incarnar a urgente voz grossa na hora de negociar e só ele para simbolizar a garantia de que, da Capital, nos falem a medo. Entretanto atente-se na peculiaridade do Grito de Revolta Portuense: «Olhemos agora para o grito do Porto. É positivo. É muito positivo. Mas é preciso ir para além da questão da SRU. O Porto e o Norte não têm demonstrado capacidade de liderança e não deixa de ser sintomático o timing para este avanço: fim de mandato de Rui Rio e eleições autárquicas à porta. Não terão existido, no último par de anos, questões relevantes e lesivas do Porto e do Norte que teriam merecido um ranger de dentes coletivo como este? Todos nos recordamos dos dossiers da ANA, da RTP-Porto, do Porto de Leixões, da Casa da Música, do túnel do Marão, do comboio Porto-Vigo, dos voos para Bragança e Vila Real, apenas para referir alguns.» José Mendes

NOVAS DO ABOMINÁVEL HOMEM-MERDA

Só num País de Merda José Sócrates pode falar e dizer sem corar ou sem uma enxurrada de tomates e ovos podres pela cabeça abaixo. Toda a fauna de conspiradores plutossocialistas parece virgem e impoluta, na hora de visar o Presidente da República e chantagear o Ministério Público em razão da sua actuação típica. Naturalmente, bastou um jantar para deixar lisonjeado e apaixonado Miguel Sousa Tavares por Sócrates numa época em que Sócrates jantava com o diabo, o lobo mau e a fada dos dentes para captar a benevolência de cada um dos opinadores influentes na nossa Opinião Publicada. Por isso interessa-lhe a polémica entre Cavaco Silva e o seu amigo Miguel Sousa Tavares. Mas se há pessoas que não merecem consideração política nem humana e podem ser apodadas de palhaços, animais, dementes, são precisamente as que hoje escolhem como alvo o Presidente e ontem toleravam a imoralidade mais obscena na Política. Como se isto em Portugal fosse uma questão de encontrar um culpado e um bode expiatório e não um sistema corrupto enraizado do qual Sócrates, o Abominável Homem-Merda, foi um excelente representante. Agora tem curiosidade em saber se o modus operandi deste Ministério Público será em alguma coisa semelhante ao sorna e pau-mandado modo de agir do Ministério Público de Pinto Monteiro. Impostor e desavergonhado, esquece-se que o objectivo da instauração de um inquérito é mais simbólico e subliminar que efectivo. Pinto Monteiro arquivava tudo. Noronha é também um enorme arquivador. A Justiça em Portugal não julga. Arquiva. Daí que Sócrates possa emanar a sua merda, insinuar o seu lixo aos Domingos, na RTP, e apoiar-se na sua larga experiência de manipulador, com a qual logrou passar por entre os pingos da chuva. Assim recorda ter o MP «arquivado todas as queixas de titulares de cargos públicos por ofensas à honra e dignidade. Se o Ministério Público decidir acusar Miguel Sousa Tavares tem de rever todos os seus critérios». Ámen, Merda Falante. Note-se como havendo diferenças na lei em relação a ofensas a instituição Presidente da República e a outros titulares de cargos públicos e sendo as ofensas à honra também crime, ninguém foi mais canino e persecutório que Sócrates sobre jornalistas, cronistas e jornalistas não por ataques à sua honra rarefeita mas por factos limpos, nus, crus, devidamente investigados, demonstrados, nunca contraditados por sua Exma. Playboycidade. E o mal está nisto: tanto aconteceu serem arquivados os processos das suas preciosas queixas como o próprio Sócrates desistiu de algumas delas, vai lá saber-se porquê, como é o caso evidente da que moveu a António Balbino Caldeira ou a João Miguel Tavares. Em resumo: sim, rasgo e rasgarei as vestes no caso Presidente da República Cavaco vs. Miguel Sousa Tavares e rasgo-as contra Miguel Sousa Tavares e o seu topete faccioso. Não me calei nem me calarei relativamente aos que, no passado, ficaram calados quando Sócrates, a Grande e Escrupulosa Cicciolina do Plutossocialismo, litigava por dá cá aquela palha. Contra Sócrates, sempre. Sim, porque aqui é preciso, é urgente, usar de dois pesos e duas medidas. Sempre.

PELA BOCA MORRE JEROEN DIJSSELBLOEM

Azar, descuido, precipitação e atrapalhação, tudo isto e muito mais tinge de desastre o papel de Jeroen Dijsselbloem enquanto presidente do Eurogrupo. Porque o desastre está ao virar da esquina e caminha paralelamente a qualquer frase desavisada que lhe transcorra os dentes, todos suspiram ou por que cresça e apareça [é demasiado jovem] ou por que se cale o mais possível. Quando fala, estraga. Quanto ao que nos elogie neste 'ajustamento', cumpriria lembrar Dijsselbloem de que nós, portugueses, agonizamos. Mais de dois mil vivemos nas ruas de Lisboa, outros milhares de nós, silenciosos, já não temos nem água, nem luz em casa, por falta de pagamento. A nossa coragem é a nossa impotência e, se formos honestos, não podemos imputar quase nada aos que hoje governam. Devemos imputar a maior parte do nosso sofrimento às canalhices que antigos governantes trilharam durante muitos anos: estradas, rotundas, estradas e mais estradas, comissões e mais comissões políticas por decisões políticas sempre no mesmo sentido, dívida e mais dívida. Acabou. Teria de acabar. Quem sofre e quem paga somos nós, que já éramos pobres e mais pobres ficaremos.

CARDOZO, CHOQUE E HORROR

Está bem de ver que Cardozo, consumada a derrota, conseguiu ganhar o jogo e erguer a Taça insultando e empurrando Jorge Jesus, como diz Rui Santos, brutalmente. No FC Porto, tal atrevimento mataria uma carreira. Por muito menos, aliás, a muitos jogadores razoáveis foram cortadas as pernas. Insolência e indisciplina não são toleráveis e minam um grupo: é comer e calar, pois nenhum jogador está acima de quem o lidera nem abaixo. Há regras invioláveis a cumprir. Mas isto é o Sport Lisboa e Benfica, onde não há títulos, todos ralham e ninguém tem razão.

AMAR-EDUCAR É MUITO CARO E MUITO DURO

Sem dinheiro para dar o elementar aos seus filhos, muitos pais desejariam morrer. Como não morrem, infligem sofrimento e desatino à sua volta. Tudo é muito mais complexo, embora também passe pela permissividade e o relativismo dos valores: «Importámos ideias e (in)valores que estão a destruir a base da sociedade que é a família. A sociedade actual é um desastre! Tudo invertido! Já não se sabe ou não se quer distinguir o bem do mal! Vale tudo! O lógico e o absurdo. A sensatez e a loucura! A inocência e a culpa. O amor e o ódio. A Amizade e a traição. A decência e a promiscuidade. A sabedoria e a ignorância. A Verdade e a mentira... O mundo está às avessas e as pessoas deixam-se ir no carrossel vertiginoso que gira às voltas e voltas sobre si mesmo, sem rumo nem sentido! Pobres crianças do futuro - próximo e longínquo ... se não houver algo que mude radicalmente!» Anónimo

E NO ENTANTO É UMA VERGONHA

Sim, sim, no entanto o insulto de Sousa Tavares
é uma vergonha para Sousa Tavares.

A MALDIÇÃO MOURINHO

Aposto que José Mourinho sai do Real Madrid com um ódio brutal quanto a certas dimensões humanas e culturais do real-madridismo, da desarmonia nas relações humanas à multiplicidade de vozes e de opiniões, passando pelas conspirações e malevolências. Coentrão também tem queixas desde o princípio. Cristiano, tanto quanto me recordo, na mesmíssima época em que batia todos os recordes de golos, era insultado de filho da puta para cima, em qualquer estádio espanhol e o insulto vinha embrulhado no facto de ser português. Há um desdém essencial na cabeça de um adepto castelhano. Não há nada a fazer. Isto para dizer apenas que o Real, agora quase sem portugueses, pode foder-se à vontade e sem espinhas que não haverá aqui ninguém a sofrer colateralmente. Será até interessante acompanhar a forma como decorrerá a vida desportiva do clube no pós-Mourinho: todos se recordam dos problemas e errâncias do Chelsea e do Inter de Milão no seu pós-Mourinho. À cabeça, a próxima época que já crepita. A vida competitiva do Real pode revelar-se um desastre de fazer corar o mais ufano aspirante à décima. Aposto que este FC Barcelona, acabadinho de contratar outra espécie de Messi, o ex-Peixe, isto é, o ex-Santos FC, Neymar da Silva Santos Júnior, fará da vida do rival de Madrid um pesadelo ainda mais infernal. Oxalá.

GELATINA SEGURO E O PALHAÇO CAVACO

Foto: "O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse hoje, em Gondomar, que renegociar o défice orçamental previsto para 2014 em meio ponto percentual, de 4 para 4,5%, como pretende agora o Governo, "pode não ser suficiente".
"Há tanto tempo que eu tenho vindo a defender que é preciso renegociar e que é preciso mais tempo para nós cumprirmos com as nossas obrigações", salientou o líder socialista, à margem da apresentação pública do candidato do PS à Câmara local, Marco Martins.
"Na altura, o que é que o primeiro-ministro me respondia sempre? Isso era impossível. Pois bem, aqui está a prova de que isso é possível", observou Seguro.
O líder do PS espera que "possa haver uma boa negociação" desse objetivo, porque "não pode haver renegociação para manter a mesma austeridade".
"Tem de haver uma renegociação para aliviar os sacrifícios dos portugueses e não para tapar os erros do Governo", afirmou.
Mais adiante, insistiu que "se é exclusivamente para resolver um problema do Governo então isso é pouco".
A renegociação segundo Seguro deve ser para "cuidar melhor" da economia portuguesa e para "dar prioridade ao emprego, apoiando as pequenas e médias empresas".
O líder socialista defendeu também "uma relação direta entre a redução do défice e a evolução da economia".
"Se a economia estiver a cair nós teremos muito mais dificuldades em reduzir o défice. Se a economia estiver a crescer temos muito mais possibilidades de reduzir o défice, até de uma forma estrutural", sustentou.
Seguro repetiu que a sua prioridade são a economia e o emprego.
"Só conseguimos sair deste crise crescendo e criando riqueza", reforçou, referindo que desse modo "o défice diminui por via do aumento da receita e não o contrário".
Renegociar o défice de 2014 de 4 para 4,5% "pode não ser suficiente", salientou.
"O número é uma consequência daquilo que é a prioridade. O que temos de fazer é ligar o nosso programa de ajustamento à prioridade do emprego, porque só podemos diminuir o défice se a nossa economia evoluir positivamente", reafirmou.
Seguro recordou que "já este ano” propôs à "troika" um défice de 6%, e não de 5,5% como está contratado, "porque as medidas que o Governo tem de aplicar são de mais austeridade, o que significa menos economia e mais desemprego".
Instado a pronunciar-se, também, sobre a perspetiva de uma nova greve geral, o secretário-geral socialista afirmou "compreender muito bem a insatisfação dos trabalhadores portugueses, considerando "normal que lutem pelos seus interesses".
Seguro fechou a apresentação pública da candidatura de Marco Martins à Câmara de Gondomar, que decorreu ao ar livre, em Gramido, naquele concelho, com uma intervenção focada na necessidade de fazer crescer a economia, apoiando, "em particular, as pequenas e médias empresas", para criar emprego e gerar riqueza.
"A economia cresce se houver investimento público e se dermos confiança para haver investimento privado", resumiu."
«Camaradas, tenho muita pena, mas isto não é um vibrador!»
Essa Esquerda que aspira a incendiar os próximos meses com protestos e outros actos de rebelião disciplinada não deve estar boa da cabeça: se consente que Cavaco seja insultado à frente da própria casa institucional da República Portuguesa, apodado de gatuno isto é um completo e vergonhoso tiro no pé que na verdade decapita a nobreza moral das causas dos que protestam. E é pena. Não é com insultos reles que se argumenta. Não é com refrões baixos que se ganha alguma coisa. Conviria resistir à tentação daqueles que, perante a derrota do Sport Lisboa e Benfica, provocaram desacatos e acabaram presos. Mesmo eu, quando estou cansado de argumentar, recaio na tentação de chamar Mentiroso Supremo ao merdentador Sócrates, e Arqueológicos Mafiosos Maçónicos a Mário Soares e a Sampaio, Absoluto Parasita Glutão Democrata-nos-Colhões-e-na-Voz-Cava Caçador de Aves Indefesas a Manuel Alegre e isto não resulta nem me dá todo o consolo que mereço. Continuará tudo na mesma. Continuaremos a sofrer, a ser esbulhados pela natureza abusiva, criminosa e intrusiva do nosso Fisco e da nossa Banca. A propósito, o que pensa o Gelatina Tó Zé acerca destes abusos de linguagem contra as instituições?! Acha bem o «Palhaço» de Sousa Tavares ou os «gatuno!» dos protestantes de Esquerda Burra à frente do Palácio de Belém?!

PERDER A ALMA

Foto: Lev Davidovitch enfrentou (e acabou assassinado) por uma maquina de propaganda e uma rede de poder (sem limites), superior aquela (também muito poderosa e de dimenção pluricontinental) que alimenta as contas "empresariais" (parece que bem sucedidas, reconheça-se) das operações financeiras da D. Isabel e do papá. Agora só se fala por aí de transferencias para a Federação Russa e para Singapura. Efeitos colaterais da declaração do Gaspar em Bruxelas. Cem mil euros (o que o Gaspar garante estar seguro) para esta gente é para palitos do Lorvão...
Isabel dos Santos
Esta mulher está em perigo. O seu poder é imenso. O seu dinheiro é imenso. Tem participações em negócios de todo o cheiro, de toda a gama, de todo o teor, em Angola, em Portugal, mas não só lá e em Portugal. Tem dinheiro que levaria anos a incinerar e tem-no cada vez mais certamente onde nenhuma ameaça humana ou natural o ameace, nos bancos em que detém quota, nos bancos da Federação Russa ou de Singapura, que isto, na Europa, nunca se sabe se vá se fique, se estoura ou se não estoura. Um dia, e não está longe, será anunciada como a mulher mais poderosa, influente e rica do mundo e isto é tão certo como um dia ser anunciada a sua morte por velhice ou por doença incurável. No entanto, aos olhos de Deus, o que é Isabel dos Santos mais que um pobre diabo com a barriga a roncar nos arredores mais esquecidos de Luanda?! Nada. Menos, certamente. Aonde irá Isabel conquistando o mundo e perdendo-se completamente dentro de si, para longe e para fora do plano mais geral, aquilo que virá após este Mundo?! Apresentar-se-á diante do Criador nua e vazia, com uma procissão interminável de Povo pobre atrás?! Não queria estar na sua pele.

domingo, maio 26, 2013

MAIS MAGREBINIZAÇÃO MAGREBINA

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Tive a premonição e avisei. Mas o pior de tudo, lixo do lixo, baixeza da baixeza, é que, após derrotas por culpa própria como esta, que na verdade consumam o fracasso mais global de uma época brilhante, em vez de auto-análise, auto-crítica e sobretudo humildade, milhares de adeptos sport-lisboa-e-benfiquistas se voltem para as desculpas esfarrapadas habituais, em que o FC Porto é sempre culpado, sempre o saco de pancada de todas as insinuações, da metafórica Palermo mafiosa aos demais títulos insultuosos para quem trabalha, pratica e acredita no trabalho, vence e ensina a vencer. Há sempre mérito em quem triunfa e a boa organização e dedicação de jogadores e equipas técnicas não merece o apoucamento dos derrotados habituais. Era uma boa altura para mudar de justificações e de desculpas

RUY DE CARVALHO E ESTA RAPINA RAPACE

Compreendo, com todas as minhas tripas, o actor Ruy de Carvalho e quanto verte na sua página de Facebook. Pessoalmente, sinto-me absolutamente perseguido e esmagado de Fisco, empobrecido, humilhado, mal-tratado, miserabilizado, ano após ano, desde 2005, com leis retroactivas socratistas, artimanhas manhosas e maldosas, saque tão asqueroso, tão demoníaco que, se não fosse o meu amor por Portugal, chegava e sobrava para nunca mais pôr um pé nesta merda madrasta e filha da puta. Um Fisco brutal, ilegítimo, por mais legal que se nos apresente, somado a uma Banca Obscena e que, no meu caso, se corporiza simbolicamente no BES, com a penhora infernal que engendrou para a minha vida pelas décadas das décadas [houve dação com o apartamento, o BES revendeu-o e ainda me penhorou o sangue em cem mil euros: ganhar três vezes? Isto só pode ser coisa do Diabo, da barbárie, da obscenidade mais completa e total]. Tudo isto é meu, é a minha cruz e serve para dizer que estou em absoluto acordo com este desabafo nu e cru de Ruy de Carvalho. O que ele escreve é precisamente o que tenho a dizer, não do Governo Português, que segue o caminho que outros seguiram e outros seguirão, mas do Estado Português e do Regime Português, onde todas as distorções são possíveis desde que não se belisque o statu quo dos interesses e empórios que o comandam, plutossocialistas ou outros. Reforme-se o Estado. Sejam perseguidos os verdadeiros ladrões. Alguém nos venha salvar desta opressão assistida por todos os meios da lei e da falta de lata. Alguém faça alguma coisa por quem está indefeso.

QUEM PERDE DUAS, PERDE TRÊS

Não sei. Algo me diz que esta tarde haverá Taça, no Jamor. Sport Lisboa e Benfica perde. Vitória ganha. Jesus sai. Vítor Pereira sai do FC Porto. Jorge Jesus substitui-o e a época 2013-2014 vem a provar à saciedade, e finalmente, um Jorge Jesus triunfador, palmando taça após taça, obtendo e superando final após final, mas ao serviço do FC Porto. E mesmo a Liga dos Campeões, auspiciosamente a disputar no Estádio da Luz, conquistada e ganha. Ironia das ironias seria consagrar-se o FC Porto campeão europeu precisamente lá, onde o ex-treinador sport-lisboa-e-benfiquista Jesus agonizara o próprio génio durante quatro anos.  

Devaneio. 

Sei lá que desfecho terá a taça, esta tarde. Perder está ao alcance de qualquer um. Afinal, quem perde duas vezes, perde três.

sábado, maio 25, 2013

GRÃ-BRETANHA E A OCULTAÇÃO DE CADÁVER

Onde houver dinheiro, aí estará um português, dois ou três. Portanto, Londres! Sempre Londres. Ainda um excelente e único destino de emigração portuguesa, porque paga bem quem trabalhe muito e bem. Vai-se a ver e começamos a sentir mais simpatia pela Grã-Bretanha que pela Alemanha por seguir aquela uma linha de actuação política muito própria, de quem bate o pé aos continentais, de quem desconfia e se demarca das estratégias centralistas do Continente. Percebe-se há muito que a Grã-Bretanha resiste dentro da União Europeia a harmonizações, a acordos, a tratados que politizem o que a economia uniu. Tem [e quer preservar] outros instrumentos, outros caminhos, e, sobretudo, aquele sentido de si que está e sempre aspirou a estar muito para além do Caos-Coisa-Europeia, do seu devir e das suas luas. A Grã-Bretanha está na Europa, continua na Europa, mas resiste à Europa, recusando dar-se de corpo inteiro a este hoje periclitante Projecto Europeu. E porquê? Além de idiossincrasia, dinheiro. Só pode ser o dinheiro. Atente-se neste poderio prodigioso-vertiginoso: só três dependências da coroa britânica, Caimão, Ilhas Virgens Britânicas e Bermudas providenciaram $332,5 biliões de financiamento para a City, a maioria não taxado. Se a coisa vai assim, quem é que quer saber da Europa, das suas metas e angústias e, sobretudo, quem é que quer saber do euro-moeda?! Campeão da ocultação do cadáver-dinheiro, ficamos a saber que o mais importante jogador do sistema global de offshores — livre de impostos e taxas — é a Grã-Bretanha. Ora, com um grande poder-dinheiro vem uma enorme responsabilidade e é preciso ter moral para se ser ouvido e levado em conta.

A GRAVIDEZ DO AYATOLLAH MÁRIO SOARES

Os tempos são efectivamente de guerra entre o statu quo de um conjunto de bem postos no Regime, os plutossocialistas, e todos os que lutam por todos os pressupostos reformistas que nos permitam viver consolidadamente sob as regras europeias que assinámos e as exigências brutais de uma moeda única forte. Se há interventores na praça pública que já gastaram todas as munições de credibilidade, Soares-fax-de-Macau, amigo dos amigos dos amigos BPN e do diabo a quatro dinheiro-poder-negócios-influência, é um deles e o que é horrível é que lhes dêem microfone duas ou três vezes por semana. Porquê? Não é em meu nome nem no teu, leitor. Só pode ser em nome da Republiqueta maçónica, islâmica, plutossocialista a que preside na sombra, esse aiatola plutossocialista. Repare-se na quantidade de vezes que os soares falam, falam, depois os sampaios, mais tarde os alegres e vira, e outra vez. Ora estes senhores são o lastro do Regime, são a corrupção de processos, são o jogo viciado do Regime, são os substitutos do poder de Salazar, sendo e fazendo na sombra em manobras, conspirações, reboliços e estados de alma suspeitos o que Salazar, sem os danos económicos ao País ou o enriquecimento pessoal, era e fazia. Rei morto, rei posto. A democracia e a liberdade de expressão formalizaram-se. Não é disso que se fala aqui. O problema é que a pátina mais negra e subterrânea de influências, tráfico de favores, bichinha de rabiar nos bastidores do Regime, fez, com os soares, os sampaio, os alegre, um triste percurso todos estes 39 anos, garantindo renda a um punhado de abéculas tutelares e paralisando o País no plano da economia, do mérito, do investimento. Se isto tem estado ao sabor e segundo o agrado dos Soares, dos Alegre e dos Sampaio, está na hora de mudar radicalmente. Soares, o plutossocialista dos plutossocialistas, está grávido de si mesmo e, até ao túmulo, nunca parará de inchar e se parir papal e tutelar e imprescindível a Portugal. Pois eu garanto que já basta! Foi preciso dizer «não» ao salazarismo. É preciso dizer «não» ao plutossocialismo.

CEGO, SURDO E MUDO COM O PORTO

Rui Rio é avarento, de boas contas e vistas curtas, desde que confinadas a uma pista para carros de corridas. Encontrou um Governo que, em matéria de controlo das contas e de avareza, faz precisamente o mesmo à escala do País, praticando a máxima de Vale e Azevedo, um cêntimo é um cêntimo. Não acredito que o Governo Passos Coelho queira «matar» o Porto e a SRU, embora, considerado as questões estratégicas do porto de Leixões, do Aeroporto Sá Carneiro, linha Porto-Vigo, passe muitas vezes por cego, surdo e mudo ao Porto e ao Norte. Do que estou absolutamente convicto é da capacidade negocial de Rui Rio, das suas reservas, do facto de a cúpula do PSD apoiar Menezes para o Porto, de modo que esta questão serve a cada qual na medida em que se tinja o outro do ónus mais embaraçoso. Nesta questão, o certo é que ninguém sai ileso. Recordo que Rui Rio alinha no Manelismo e o Manelismo confrontou-se ferozmente com o efebo Passos Coelho na pré-liderança do PSD. O antagonismo prosseguiu e prossegue. Há velhas feridas políticas que certamente interferem neste dossiê. Quem conhece Rio sabe das suas manias e dos seus impasses-guilhotina os quais jamais reconsidera: com ele, o FC Porto nunca mais foi vitoriado na Câmara Municipal. Com ele, o Governo Passos nunca teve bênçãos, apoios ou benefícios da dúvida. O Manelismo é o Manelismo. E as coisas, em política, quase sempre são o que parecem.

NÃO VALE A PENA CHORAR

Os maus negócios não se lamentam. Evitam-se. Bruno de Carvalho, aqui, só tem de comer e calar para que, um dia, o qual espero brave, faça o mesmo, ganhe o mesmo, com toda a sagaciade de que for capaz. Não conheço outro clube que faça negócios mais perfeitos e sucessivos que o FC Porto. Nada como deixar falar o homem comum. Quase nunca falha: «Confesso alguma estranheza pelos pruridos dos Sportinguistas. O Porto comprou o Moutinho por um preço razoável, numa altura que mais nenhum clube o queria, numa altura em que o Sporting tinha feito tudo para desvalorizar o jogador. Passados três anos, conseguiu vender o jogador, dando ainda algum dinheiro ao Sporting. Maximizou o seu lucro ajustando os preços? Claro que sim. Como era a sua obrigação! Não cabe ao Porto tomar conta dos interesses do Sporting! Se o Sporting pudesse ter vendido por mais, imagino que o teria feito. Este ano ainda conseguem receber 3.5 milhões de Euro. Grande negócio no [...]global. E ainda se queixam de coitadinhos.» Anónimo

sexta-feira, maio 24, 2013

MAU DESPORTIVAMENTE

Bom financeiramente. Tenho pena é que o talentoso Moutinho se vá enterrar no obscuro Championnat National, em vez de brilhar na Premier League.

SOUSA TAVARES, COITO DE MÁS COMPANHIAS

Pode insultar-se o Presidente em exercício? Pode. Está na moda. Qualquer caralho o faz. Sócrates, que é um poço de moralidade, veio afiar as facas nas suas costas. Tornou-se um vício, uma desculpa, um álibi. Dão-se a ela os donos do Regime. De fora dos insultos e das acusações, das ridicularizações, das analogias baratas, ficam todos os vampiros do Regime, igualmente responsáveis pelas nossas dificuldades. Se essa via está a ser seguida e instigada pelos profissionais da conspiração, muito mal. Pelo contrário, acho absolutamente justo imprecar Jorge Sampaio, baixar as calças a Mário Soares, ex-presidentes cujos mandatos foram exercícios de bazófia, de encolhimento perante a Corrupção do Regime, exercícios de impotência e covardia perante o caminho para lado nenhum que o País acabou por trilhar. Miguel Sousa Tavares, poluído pela amizade com Sócrates que o desvirtua e visceraliza em mentiras e narrativas com cheiro a merda, já veio dizer que se excedeu e tomar como normal este inquérito. Para que aprenda.

PIERRE MOSCOVICI E TÓ ZÉ SEGURO

Ó céus, a França de Hollande também tem um bloqueador constitucional. Como é que um Governo Socialista afronta a sacrossanta Constituição?! Será igualmente incompetente?! Estou, aliás, curiosíssimo em saber a opinião do Tó Zé sobre a polémica taxa de 75% sobre os rendimentos mais elevados em França, que o Governo está a reformular em resposta ao chumbo do Conselho Constitucional francês. Acha bem ou acha mal? Parece que a coisa começará a ser aplicada em 2014 e estará em vigor durante dois anos, mas aqui o que era preciso era ouvir o Tó Zé acerca disto. Seria o Tó Zé capaz de avaliar a medida que ministro francês da Economia e Finanças, Pierre Moscovici, garantiu aplicar?! Também seria giro ouvir o juiz conselheiro Joaquim Sousa Ribeiro, presidente do Tribunal Constitucional sobre isto. Como se salvam economias e nações de males maiores, apesar das Constituições e dos pontos anacrónicos que contenham?!

GRANDE BISPO. GRANDE CRONISTA

Público, 20 de Maio, 2013

SAMPAIO OU MAIS COCÓ NA FRALDA

Soares cansa. Vem Sampaio fazer as despesas. Mais adiante virá Alegre e assim sucessivamente. Sampaio ficou furioso com o conteúdo de um papel. Por que não fica furioso ou revoltado com o caralho? Podia enfurecer-se com as negociatas dos socialistas, com quinze anos sem crescimento socialistas, com os défices brutais, trimestre a trimestre, de 2010, socratistas. Os caramelos do Regime, socialistas, laicos, republicanos, maçónicos, estão sempre a enfurecer-se ao lado, sempre prontos a escandalizar-se, sempre à espera de um pretexto para se zangarem. Puta que pariu a Republiqueta dos soares e dos mesmos, sempre os mesmos a falar o mesmo ano após ano após ano.

FALTA SENTI-LO NA PELE

Não faltam boas notícias e elas são dadas por responsáveis que estão e parecem estar acima de qualquer suspeita. É por termos feito alguma coisa de esforçado, algumas reformas estruturais ainda que na forma embrionária, que Mario Draghi pode dizer ser hoje a zona euro um espaço mais estável. Mais estável do que há um ano sendo que, nos países sob programas de ajustamento financeiro, como Portugal, a aplicação de medidas dolorosas está a dar resultados. A mensagem do Banco Central Europeu é clara: mais integração e mais Europa, pois um novo ciclo está a ser aberto com um euro forte e estável. Só falta senti-lo na pele, em investimento e em emprego.

CONTRA OS HIPÓCRITAS CONSPIRATIVOS

A democracia anda na boca de toda a gente, mas há alguns que se pensam mais democráticos que tu e eu e supõem que este é o tempo para cumprir respectivo ideal num Estado de direito, basicamente agitação social e virar a página de quem governe. Hipócritas. Que democracia vigora no nosso Regime? A democracia a que têm acesso exclusivo os bujardolas e barões socialistas? A democracia passível de torção e favoritismo dos socialistas? O nosso Regime, até prova em contrário, está mais próximo da corrupta Venezuela chavista e na sua falta de papel higiénico que da ordem e responsabilidade de uma Dinamarca ou um Reino Unido. Repare-se que a defesa dos direitos de grupos, minorias e indivíduos, tão propalada, não equivale a preservação das maiorias, das famílias, dos homens e mulheres que hoje sofrem o peso de decisões políticas daninhas. Maniqueus, estes xuxas!

MUITOS CONSPIRAM. POUCOS TRABALHAM

Teoricamente, Governo e Oposição deveriam estar a falar a mesma linguagem criptográfica de como se faz para que baixem as taxas de juros do dinheiro que nos emprestam e da sua importância capital para as várias retomas de que necessitamos. Em vez disso temos Sampaio a conspirar, Marques Mendes a conspirar, Manela Ferreira Leite a conspirar, Soares a conspirar, Miguel Sousa Tavares a conspirar, Pacheco Pereira a conspirar e o que realmente importa não interessa a esses embaixadores do Regime-tal-como-está como se o statu quo fosse suportável. Uma lástima. Parabéns pela excelente reflexão.

OLHEMOS DE FRENTE A MALÍCIA DOS SOARES

«Portugal precisa agora (não está em causa se já poderia ter feito mais por isso) de inverter a tendência do crescimento económico. Precisamos crescer e preferencialmente acima dos 3%, precisamos diminuir o desemprego e não temos dinheiro que outros têm para estímulos económicos. Precisamos então que esta tendência de descida de taxas de juro continue, pelo menos até aos 3% ou aos 2,5%. Mas as taxas de juro não baixam por decreto, como por vezes alguns discursos políticos fazem parecer, o juro é a tal medida de confiança, da percepção do risco de quem nos empresta. Precisamos de políticas que continuem a satisfazer os critérios dos nossos principais credores actuais de forma a conseguir essa redução nas taxas de juro porque essa será a única forma de, conjugada com estímulos não monetários, podermos esperar que a economia comece a crescer e que o desemprego diminua. Curioso, e felizmente, esta pretensão de uma baixa nas taxas de juro acompanhadas com crescimento económico é consensual nos principais partidos que nos governam e que nos continuarão a governar. Claro que há uma crispação política sobre a operacionalidade destes objectivos, uns criticam o excesso de austeridade como impeditivo ao crescimento, outros insistem em passar menos cheques por forma a manter a tendência das taxas de juro. Uma coisa temos que ter consciência, a nossa dívida continuará a aumentar nos próximos anos e só será sustentável a um preço baixo se a economia do País crescer. Nestas ideias até há consenso, as pessoas é que não se entendem, muitas vezes sabemos porquê e não é pelas melhores razões.» Miguel Pimentel

quinta-feira, maio 23, 2013

VOSSA VAMPIREZA FALA, FALA

Mário Soares, Vossa Vampireza fala de mais, fala cagamerdeiramente. Passa o tempo a falar e o tempo de falar passou com a Merdosa Merdífera Parisiense Entidade em forma de Imagem. O que V/ Vampireza diz vale zero, dr. Soares dos tiros e mortes por menos. Maniqueu e zarolho, interessa-lhe pouco que para se chegar ao social é preciso começar a ter economia, passar a ter finanças saudáveis e sobretudo parar com a reedição eleitoral dos seus filhos espirituais mais maviosos, mais devassos e desastrosos à frente dos nossos destinos. Ou acha que é com o Gelatina Seguro que vamos lá?!

TAÇA SOB O ESPECTRO DO TERRAMOTO

Até que o jogo da Taça de Portugal se consume a contento dos mouros, parece-me perigosíssimo que alguém da direcção magrebina do Sport Lisboa e Benfica levante a cabeça para dizer qualquer coisa de triunfal, torcedor e lampião. Imaginem o terramoto mediático e a deprimência psíquica quase geral se o subestimável Guimarães levanta o caneco?