quinta-feira, maio 09, 2013

À ESPERA DA UNIÃO EUROPEIA

Pode bem suceder que decisões como esta sejam forçosas, impostas de fora ou ditadas pela força laminada dos números e das poupanças de que hoje se fala, mas para um extermínio tão declarado das pessoas que um dia trabalharam, trabalhavam, conviria à Troyka considerar se esperam a sobrevivência de uma democracia sem um Estado Social que nos valha lá, onde o tapete de uma vida digna nos fugiu de debaixo dos pés. Décadas de corrupção partidocrata, nacional e local, explicam a bolha de problemas com que nos defrontamos hoje. O Governo tem de fazer sentir aos ricaços do norte da Europa, com os seus sumptuosos reformados e aqueles preconceitos imbecis contra o Sul, que por cá o pão escasseia. Mais valia declararem-nos guerra de morte. A austeridade é inevitável, falta-lhe é coração e sentido.

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