quinta-feira, maio 24, 2012

CHEIRA A MAL, CHEIRA A TROIKA

Como é que chegámos à situação de bancarrota ou pré-bancarrota?! E porquê insistir na narrativa que o senso comum já assimilou e reproduz todos os dias, culpando o passado e não tanto o caminho aselha seguido agora? Porque, salvo raros media, parece proibido assacar e imputar ao PS, e ao sapateiro que o guiou, responsabilidades crassas pelo que nos trouxe até aqui. Veja-se o Público: obnubilação completa dos casos e podres do espécime sob a égide de São José Almeida, uma das opinadoras residentes mais profundamente suspirante e messianística do passado rançoso recente do seu partido. Se é certo que o TGV não se concretizou e, quanto a aeroportos, nasceu somente o elefante branco do de Beja onde as ervas e os chaparros medram, muito dinheiro foi queimado em estudos e compromissos, coisa a não escamotear no seu impacto. Perante a rebaldaria completa e a captura do Estado pelos fautores de negócios chorudos para si à conta de PPP e de outros desmandos grosseiros contra Portugal, o FMI, que é uma rigorosa merda falhenta e caolha, seria infinitamente melhor que continuarmos sob saque socialista, com os saqueadores socialistas de orçamentos sempre sorridentes, protegidos pela Procuradoria e pelo Diabo-a-Quatro, dignos de repouso e sossego. Depois veio Passos com a Troyka, outra merda atrevida e caolha, inocular um zelo desmesurado na aplicação de uma receita sacana, estranguladora, subindo impostos como os outros, sacrificando os mesmos como os outros, desengordurando o Estado, mas pouco, coisa a que os outros se recusavam, porque estar no Estado, usá-lo, e sugar-lhe tudo para si, sempre foi o desígnio supremo dos ratos do Rato, a começar pelo devorista exemplar Soares, pai carnal e espiritual deles todos. O FMI cheira mal. A Troyka comprime-nos como se fôssemos insectos. Passos não tem rasgo, obedientíssimo incapaz de um leve e saudável desalinho, uma ideia, um discurso mobilizador, mas dá-se a homilias reeducadoras dos portugueses, no seu sobejo sofrimento. Mesmo assim, todos, sobretudo os mais pobres e a classe média, apontam prioritariamente as culpas todas, todos os dias, para cima daqueles que tudo fizeram para este atascar em dívida. Nada mais natural. Encalacrar Portugal foi fácil. Sair daqui é que é difícil.

1 comentário:

Anónimo disse...

E por falar em PPP, e que tal este Decreto-Lei publicado ontem no DR sobre as PPP's:

“da aplicação do presente diploma não podem resultar alterações aos contratos de parcerias já celebrados, ou derrogações das regras neles estabelecidas, nem modificações a procedimentos de parceria lançados até à data da sua entrada em vigor.”

Não estou a inventar, pode ler aqui:

http://dre.pt/pdfgratis/2012/05/10000.pdf