quarta-feira, maio 09, 2012

FRACTURAS NUM PARTIDO REPUDIADO

Por um lado tenho pena de Seguro. Herdou uma liderança moralmente mais pesada que o próprio Memorando. Por outro, cansa-me o seu timbre sempre protestativo, sempre pronto a ofender-se com qualquer coisa e a desafiar o Governo, quando o seu partido jaz rejeitado, execrado, repudiado exangue: quem nos dera que dele tivesse partido um ataque sistemático à voracidade matreira do seu antecessor pseudo-socialista, o sumo demagogo impune, supremo execrável. Se o Governo Passos está a ir além do acordado no Memorando é também em boa verdade porque o antecessor, por não ser sério, foi muito além do que a dívida pública permitia, agravando com isso e por muitos anos a situação estagnada e esmagada do País, cuja rápida correcção agora dói obrigatoriamente. A actual espiral recessiva sucede, pois, à espiral endividatória de que nunca se fala, que os mérdia portugueses não tratam de escalpelizar. O acordado em Abril de 2011 tem a lavra do PS e amarra-o a uma palavra dada, coisa que nem Soares nem os órfãos do Abominável Playboy conhecem. Evidentemente que para os filhos espirituais do filho da puta parisiense vale tudo para desviar as atenções de si, dos malefícios e malfeitorias praticados contra os Portugueses. Mas como? Aparecer pela Esquerda. Surgem tão convenientemente à Esquerda, tão à Esquerda, que superam de longe os pronunciamentos no fundo razoáveis de Alexis Tsipras e de quaisquer doidos varridos que, pela Esquerda, isto é, pela Dívida, ganhem eleições em França. Talvez aqueles órfãos tanto melhor escondam e camuflem as asneiras e os roubos perpetrados quanto mais caos e mais desgraça se suscitem para Portugal. Mais caos e mais desgraça reabilitariam sem dúvida a camarilha dos canalhas chefiada pelo filho da puta parisiense. É por isso que nem mesmo Zorrinho escapa às farpas dessa gente degenerada que não percebe que mesmo tendo o Governo maioria absoluta precisa do apoio do PS para mostrar toda a coesão possível a olhos externos que a reconheçam. O PS pariu os líderes mais flácidos e abjectos da história política portuguesa [simultaneamente ávidos e incompetentes na Economia], incluindo Mário Soares, e com um impacto nas contas públicas a tender sempre para a falência e o colapso do País. Está-lhes nos genes danar Portugal e passar por beneméritos dos seus antes de mais ou bolçar pronunciamentos de Esquerda, sendo mais sôfregos que sanguessugas. Seguro ainda vai a tempo de pelo menos suavizar esse currículo negro.

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