quinta-feira, outubro 25, 2012

ESTADO TERMINAL OU MÓDICO?

«Muitos sabiam que chegaria o dia em que teríamos de fazer esta escolha dramática, entre mais impostos ou menos despesa pública. Estava escrito na dinâmica das despesas com pensões de reforma, ditada pelo envelhecimento da população, e no número crescente de apoios para combater a pobreza numa economia que não crescia. A recessão em que vivemos há praticamente três anos acrescentou a despesa com subsídios de desemprego. Durante o tempo do crédito fácil criou-se a ilusão de conseguir distribuir sem criar mais valor, como quem come um bolo que não existe. Hoje percebemos que só se pode distribuir mais se se produz mais ou se quem tem mais rendimento estiver disposto a receber menos para dar a quem mais precisa. Mas a fúria a que temos assistido contra o Orçamento do Estado para 2013 por parte de ex-ministros e de alguma elite portuguesa revela bem que quem ganha mais não está disposto a pagar mais impostos para garantir o Estado social que temos.» Helena Garrido

2 comentários:

Floribundus disse...

chamam aos comilões
'comensais do orçamento'

recebida por e-mail
'a asae acaba de encerrara assembleia,
porque comem todos do mesmo tacho'

cada vez mais pobre 'pago e não bufo'

Anónimo disse...

Não sei se o Senhor já reparou que está em curso uma grande ofensiva dos privilegiados contra o povo e os pobres que consiste em encharcarem os media com gente bem paga, para incutir na opinião pública que a via que o governo está a seguir é a única possível! V. Exa. não vê ninguém, desde o parlamento às manifestações de rua a exigir que o governo corte na despesa das PPPs, institutos , fundações, gestores públicos, observatórios, assessores de todo o jaez,etc., etc., com todas as mordomias inerentes. Quando alguém fala na redução dos gastos do estado vêm logo os interlocutores dizer que é preciso cortar na educação, saúde e segurança social, desviando logo a conversa que é para as pessoas deixarem de falar nos cortes da despesa pública dos privilegiados. Esta Senhora faz a mesma coisa. Viu alguma vez no parlamento aqueles partidos ditos de esquerda fazerem discutir algum proposta para acabar com as mordomias referidas? Não viu nem vê. Quem lhes paga para estarem calados? Ainda não reparou que o PCP é em si uma PPP? Só com uma pequena nuance, pois em vez de nos aparecer como uma Parceria Público –Privada não è mais que uma Parceria Público-Pública, aliás como as outras, pois todas vivem à custa do Estado.