sábado, outubro 13, 2012

O MUSARANHO-SEREIA SEGURO

Estamos com azar. António José Seguro não é alternativa, apenas mais politiquice impostora e covardia demagógica, imperdoáveis no actual contexto de guerra. Tolero a pessoa concreta, mas não suporto o político. A Esquerda em geral também não é alternativa, apenas uma agremiação de festa e actividade cultural acrescida na via pública, competindo por mais lugares no Parlamento, mas não demasiados que os obriguem a decisões infalivelmente impopulares, no âmbito da Utopia. Foram aliás demasiados os pactos tácitos do BE com a devastação e pilhagem que o Filho da Puta levou a cabo durante anos. Se hoje há nojo e ranger de dentes por causa das medidas absolutamente violentadoras do PSD-Governo, elas põem à mostra indirectamente a ETAR avariada em que o PS consiste e sempre consistiu, onde uma merda instalada e imóvel arrota postas de pescada, mas não dá o exemplo nem evacua de vez o perímetro. A empatia que o PS pode estabelecer com o Povo português é Abaixo de Zero e isto não vai mais longe, ao ponto da extinção eleitoral, porque a maralha portuguesa é passional por clubes e partidos. Um Povo lúcido, com suficiente massa crítica, enrolaria o PS como um cigarro num penso higiénico usado e fumá-lo-ia para nunca mais: como é que se pode olhar para o musaranho Seguro e ter fé de que sabe o que está a dizer?! Onde é que estão os bons exemplos de sensibilidade e frugal actividade política entre os Lello, os Vitalino, os Zorrinho, as Edite, os Soares, e todo o friso de papagaios gordos, velhos, habituais, instalados, abusivamente apodáveis de deputados, nos Parlamentos Português e Europeu?! Além disso, e pior que isso, o legado socialista é uma hecatombe de dívida tão brutal para o País que tal partido mereceria a interdição a sufrágios pelo menos durante cem anos, como castigo: sob os socialistas, as empresas públicas acumularam milhares de milhões de dívida; a Parque Chular, além de ostentar um faraónico gigantismo, um requinte e um luxo dignos de uma Alemanha e de uma Suécia que os não terão, excederam o respectivo orçamento num par de milhar de milhões quando nem metade das escolas haviam sido intervencionadas. Em suma, entre o pastelão Seguro, nada mais que uma sereia maviosa e canora enquanto a barca governativa passa desconjuntada e lassa, e Passos, com a sua a loucura penalizadora da classe média e a tentativa de corrigir de uma penada décadas de porcaria orçamental por Governos malignos e imbecis, eu prefiro morrer na trincheira da verdade e do realismo. Portugal não pode falhar. Trabalhemos. Portugal não pode sucumbir. Paguemos o que devemos. Portugal só pode plebiscitar e rejeitar esta República de Intocáveis, capturada pela Oligarquia Político-Económica do Descalabro. Desenrasquemos uma saída e não mais pântano-Seguro.

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