ESSE RODÍZIO-ALTERNE DA FINANÇA

Depois de termos assitido à mansidão lautadória parlamentar ao Rei de Portugal, José dos Santos, por quase todos os partidos do espectro representado português, hoje os factos do dinheiro, do novo Banco 'Son-engole-a-Caixa, dos memorandos e das parcerias que deixam a salivar sempre os mesmos pré-destinados do Regime. Negócios cujos benefícios muito poucos sentem. Negócios sempre opostos à fina realidade dificultosa geral no nosso País. Sente-se no ar o cheiro a dinheiro, a lógica das alternâncias gestionárias, e a provável reedição, nas grandes obras, de derrapagens-Casa da Músca, CCB, ou de gestões dano-misteriosas-BPN, só que em angolanês, com a devida formação do tarimbado empreiteireado português, especialista nestas coisas das derrapagens e do permanente aboletamento de fundos estatais intermináveis, graças à amizade que a política nutre preferencial por esta gente do betão, do ferro ou aço nervurado. A fome e o desvalimento de milhares explica com que gula avança o 'progresso' e o 'desenvolvimento'. Cleptoavança. Oligocratiza-se. Plutocratoconcretiza-se. Na margem, estendemos as mãos todos os dias e se vazias estavam, vazias ficam: «O memorando de entendimento entre Portugal e Angola, que cria o banco de investimento entre a Caixa Geral de Depósitos e a petrolífera angolana Sonangol, foi formalmente assinado entre os presidentes das duas instituições Faria de Oliveira e Manuel Vicente na residência oficial do primeiro-ministro. José Sócrates recebeu hoje o Presidente angolano José Eduardo dos Santos no segundo e último dia da visita deste a Portugal.»
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