quinta-feira, fevereiro 09, 2012

LIÇÕES ANGOLANAS SOBRE O NÃO-ABASTARDAMENTO

«Escrevemos à nossa maneira, falamos com o nosso sotaque, desintegramos as regras à medida das nossas vivências, introduzimos no discurso as palavras que bebemos no leite das nossas Línguas Nacionais. Do ‘português tabeliónico’ aos nossos dias, milhões de seres humanos moldaram a língua em África, na Ásia, nas Américas. [...] O português falado neste país tem características específicas, uma beleza única e uma riqueza inestimável, que devem ser mantidas, assim como tem o português do Alentejo ou o português da Bahia. Todos devemos preservar essas diferenças e dá-las a conhecer no espaço da CPLP. Não é aceitável que através de um qualquer acordo a grafia seja esquecida. Se queremos que o português seja uma língua de trabalho na ONU, devemos, antes do mais, respeitar a sua matriz e não pô-la a reboque do difícil comércio das palavras.» Jornal de Angola

5 comentários:

floribundus disse...

muito bem.
a língua é a primeira das nossas ligações.

Jorge Oyafuso disse...

Concordo plenamente com a opinião expressada no Jornal de Angola.

Há quem considera que nosso idioma é um dos mais difíceis. E quer saber? Sinto ORGULHO quando dizem isso, porque NÓS manjamos deles. Isso não é questão de diminuir os outros idiomas, mas acho um saco saber que os governos (ao menos o brasileiro), está tornando o português mais fácil. Para quê, afinal? Eu sei. Para que nossos alunos tenham notas menos baixas nas escolas e aumentar o índice de aprovação das candidaturas.

Acho triste o fato de castrarem nossos tremas, acentos e em alguns casos, hífens. Sou vanguardista do meu tempo, e portanto, não gosto da ideia de mudarem o idioma que nós aprendemos. =[

E, acho muito chata a padronização do português brasileiro diante do português lusitano, e vice-versa. Se os doutores querem uma comunicação mais garantida, que conversem entre si em inglês, ou quem sabe em mandarim!

O português de Portugal e do Brasil tem suas particularidades e suas diferenças. Por isso, acho que devem ser respeitadas e mantidas; o que vale mais? Idioma que por vezes é motivo de orgulho e característica cultural de um povo, ou falatório entre tiozinhos de ambos os países para fins comerciais?

Digo e repito: vão fazer um curso de inglês, cacete. Que deixem nossos respectivos idiomas em paz, sem deteriorar nossos idiomas em prol aos burros. kkkkkkkkk

U.U

joshua disse...

Bravo, Jorge!

ManDrag disse...

O Jorge disse tudo!

Anónimo disse...

Interpelação: Já assinaram ou passsaram aos vossos contactos, o link para a petição contra o AO, ainda online e a recolher diariamente novas assinaturas? É preciso aproveitar o momento de agitação, suscitado pelo valente VGM, à frente do CCB, e pressionar o governo a revogar o AC. Se formos imensos, há hipótese de sermos bem sucedidos a proteger a nossa língua, o modo como nos construímos e exprimimos - assunto importante, pois! Quanto mais tarde, mais difícil será conseguirmos.
Cumps,
http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa/