quarta-feira, fevereiro 22, 2012

MAIS UM A MORDISCAR O PÓ

Atirado borda fora como se fosse um embrulho comprometedor, António Nunes Coelho, 49 anos, ainda estava vivo “entre 15 minutos a uma hora” depois de ter sido despejado numa ruela deserta de Bruxelas pelo patrão e dois colegas da obra, também portugueses, onde estava a trabalhar ilegalmente. O suposto crime que vitimou o António resume-se nisto: depois de ter caído de um andaime, vítima de um ataque cardíaco, em vez de ser socorrido, foi transportado de camião e largado num local deserto. As autoridades belgas investigaram o caso ao longo de quatro meses e, segundo noticiou ontem o jornal belga La Dernière Heure, a autópsia concluiu que o português foi abandonado ainda com vida. Adenda: notícia lida e relida no Público e no JN. Mistérios do nosso célebre balde de caranguejos.

6 comentários:

joaodolobo disse...

"Mais um a mordiscar o pó"?!?!? É de facto verdade essa tua afirmação truística que a desumanidade não surpreende. Nomeadamente na forma indiferente como pensamos nos destinos alheios, aproveitando qualquer ocasião para emitir opiniões vazias e despropositadas como a deste post.

joshua disse...

Sim, é horrível que alguém emita uma opinião. Mais horrível ainda é que haja quem leia. Um horror.

Filipe disse...

Não é uma questão de "emitir uma opinião", é uma questão de estilo, de classe. Coisas que te faltam, e muito.

Anónimo disse...

Mais horrivel ainda é mandar bitaites sem ler a noticia de base... afinal o dono da Empresa e os colegas eram portugueses...afinal a Europa do Norte fala Portugues, neste caso!!

joshua disse...

Sim, eu falho e não tenho classe nenhuma. A culpa é toda minha.

joshua disse...

Eu aliás sou uma besta. Merda para mim.