segunda-feira, fevereiro 06, 2012

PRESO POR OS TER COELHO, PRESO POR NÃO OS TER

«Faz sentido dar tolerância de ponto depois de acabar com quatro feriados e três dias de férias por causa do nosso défice de produtividade? Não. Se o 1.º ministro o tivesse feito, os que agora o criticam seriam os primeiros a falar de incoerência. Mais: o país ficaria a saber que o chefe do Governo se acobardara com medo da "indústria do carnaval" e da Administração Pública. Já agora, por que é que Passos Coelho não pergunta se a 3.ª feira de Carnaval é mais importante do que o 5 de Outubro (e o 1.º de Dezembro)? Decerto que faria corar de vergonha a esquerda republicana…» Camilo Lourenço

4 comentários:

floribundus disse...

na asembleia a esquerda está permanentemente carnavalesca

floribundus disse...

a maioria pensa que o 5 de Outubro de 1910 foi o dia do último jogo em que o benfica conseguiu ganhar ao Porto

Anónimo disse...

Faz sentido acabar com a tolerância dias antes do feriado depois do investimento feito?

Anónimo disse...

Efemérides. Há-as para todos os gostos e para toda a espécie de distorções 'desculpatórias'. Hoje no DN, o pequeno Vitorino parlapata longamente (como especialista que é) sobre os 20 anos de Maastricht, sob a parangona "...foi mal aplicado". A Democracia Grega - já não sei há quantos séculos foi inventada - deita hoje os bofes pela boca, nitidamente derrotada pela aldrabice fiscal endémica das ilhas minóicas e pela consequente ingerência dos prestamistas. Já o 14 de Julho, coisa que fez o ano passado 222 anos de existência, também prometia "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" para derramar sobre todos os Povos tocados magicamente pelo 'advento' (e pela lâmina da guilhotina). Também o Manifesto Comunista perfez o redondinho número de 160 anitos de permanente exaltação e adiantamento das mentes e das sociedades...
Por cá, o Euro acaba justamente de fazer 10 anos de circulação - com os resultados conhecidos; e em 2010 a muito pífia república à portuguesa pôde finalmente afirmar que sobreviveu um século (!). Todas estas datas e os respectivos teóricos têm uma coisa em comum: em face de críticas e dos (gravíssimos) erros apontados todos os seus indefectíveis defensores afirmam "foi mal aplicada". O Euro, moeda exageradamente forte (o Marco...) e incompatível com economias débeis? "a ideia era boa mas foi mal aplicado"; O Pacto de Estabilidade como coisa absurda feita por nórdicos e para nórdicos? "a ideia era boa mas foi mal aplicado"; Maastricht e a papalvice relaxada de Schengen? "...mal aplicado"; O Comunismo Soviético? "era excelente, mas foi mal aplicado"; os ideais republicanos? "são óptimos e tão ensopados de ética que até pingam para o chão, mas têm sido muito mal aplicados". Se todas estas cavalgaduras dos "iluminismos", dos "modelos de sociedade", das "engenharias sociais e políticas" e das "engenharias financeiras" fossem mais realistas e mais trabalhadoras - em vez de terem apenas "excelentes ideias" com os glúteos bem sentados em confortáveis gabinetes - metade de todas estas desgraças não nos teriam passado por cima como cilindros das obras. Mas a malta não aprende mesmo: todos no Ocidente assistem catalépticos ao emergir das "primaveras árabes" e aguardam palhaçamente o triunfo da Democracia...; vai ser mais um garantido sucesso.

Ass.: Besta Imunda