sexta-feira, fevereiro 03, 2012

TWITTER, O PONTO MAIS FRACO DO FBI

Por um lado, não se deve brincar com coisas sérias, mas já que os norte-americanos tendem a ser prepotentes com o resto do mundo, eles que são feitos com os restos do mundo que por lá foram desaguando nos últimos dois séculos, bem mereceriam que se pusesse a nu a sua fragilidade precisamente quando aos revelarem as suas extravagâncias e excentricidades securitárias. Bastava que milhares emitissem à uma piadas no Twitter antes de aterrar aos Estados Unidos, dessas ouvidas na série impagável norte-americana “Family Guy”. Foi o caso de Leigh Van Bryan e a sua amiga Emily Banting, coitados, ambos residentes em Inglaterra. Graças à tal piada twitteriana, tiveram uma recepção frígida: foram detidos por guardas armados no principal aeroporto de Los Angeles, interrogados durante cinco horas e metidos numa cela durante 12 horas, ao lado de traficantes de droga mexicanos. Bastou a tal piadinha no Twitter. Eficácia em excesso corresponde a fragilidade em excesso. E nervosismo. O excesso, longe de ser dissuasor, abre uma fenda de suspeição sobre a suposta omnisciência tamanha, neste caso do FBI, que não poderia jamais crivar todas as piadas amarelas, negras, duras, que se soltassem de uma vez no Twitter, se o mundo que viaja para lá se lembrasse de se coordenar dizê-las. De resto, os tipos do FBI não vêem de todo a série "Family Guy"? Se a vissem, poupariam imensos recursos do Estado.

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