sábado, junho 22, 2013

MORRER, REVOLTA À PORTUGUESA

Perdemos o sentido da revolta contra terceiros há muito, no rectângulo. Nada mais português que preservar a paz do sofá, uma paz podre, pobre, comprimida, envergonhada, humilhada e humilhante, mas paz. A única forma criativa de nos revoltarmos que vamos inventando nestes dias é morrer. De aviltamento, de desespero, de raiva, de susto, de ódio, de aflição, de impotência, de extorsão fiscal, bancária, sob o peso da crassa injustiça deste Regime e das suas consequências na nossa carne e nossos ossos, Regime onde os soares e os sócrates prosperaram, todo ele feito para que só eles prosperem e ainda lhes fiquemos a dever dinheiro e a aturar-lhes o catarro diletante. A nossa única revolta é morrer. Contra a vileza, o mau tempo, a coima, a multa, a autuação, mas morrer. Não vejo a hora de ir desta para melhor, passe a ironia.

1 comentário:

Vasco disse...

OS PORTUGUESES DEVEM APROVEITAR AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS PARA PUNIR O PS COMO OS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS PELA CRISE QUE ATRAVESSAMOS E PELA FALTA DE ALTERNATIVAS SÉRIAS E CREDÍVEIS À POLÍTICA DO ACTUAL GOVERNO.