sexta-feira, junho 28, 2013

SEMPRE A TEMPO

Os dois primeiros anos do ajustamento foram horríveis. Não ter trabalho, dinheiro, comida, é uma realidade para muitos de nós, sendo que a capacidade de partilha em Portugal é um mito: dificilmente haverá povo mais individualista e metido no seu casulo como o nosso: francês na França, norte-americano na América, alemão na Alemanha, suíço na Suíça, romano em Roma, o português é qualquer coisa de civicamente híbrido e indefinido em Portugal, por um pouco saídos da selva e por outro ainda nómadas de ideias quanto ao País que melhor resistirá ao Mercado Global. Tenho sido ajudado por muitos leitores e são eles que, com um donativo simbólico, impedem que desista e parta imediatamente para outro País. Entretanto, é horrível prosseguir tesos e sem perspectivas cá dentro. Acredito porém no espírito de serviço e de bom senso do Pedro Lomba, na inteligência em movimento permanente de leitura da realidade em Miguel Poiares Maduro, da mesma forma que me aposto todo na teologia dos afectos do meu Papa Francisco. Sou, sempre fui o que ele faz. Melhores dias virão para quem sofre em Portugal. Se os governantes nos explicarem o que fazem e para quê, esses dias virão mais rapidamente porque para eles nos havemos de mobilizar. Foi graças ao vazio discursivo do Governo até aqui que os imbecis da Esquerda-que-Berra e barra o trânsito medraram com os seus refrões velhos com trinta e nove anos de má memória de 1975-76.

1 comentário:

Floribundus disse...

nunca me considerei português por ter vergonha do lixo humano do rectângulo.
quando muito Alentejano, mas o menos possível.

a minha pátria sou eu no local onde moro
e nunca me dei mal comigo próprio

passei pelas maiores dificuldades e resisti
sou um 'insistencialista', persisto em existir