quinta-feira, junho 06, 2013

FMI, MEA CULPA DA DESCULPA

Ainda que seja custoso acreditar em desculpas, justificações e autocríticas sobretudo depois de o mal ter sido feito e aliás ter havido imensa teimosia nesse mal, o certo é que este aparente pronunciamento oficial do FMI no fundo o que vem relevar é qualquer coisa como do mal o menos: a Grécia sofreu, mas o Euro salvou-se. A Grécia sucumbiu socialmente, politicamente, economicamente, mas a Europa resistiu, o Continente pôde respirar. Não leio um pedido de desculpas lá, onde o que avulta é um auto-elogio. «... foi fundamental para evitar que a crise da dívida alastrasse a outros países e provocasse uma crise continental», tirando Portugal, alastrar, alastrou, mas procurou não repetiu novas grécias. Depois é fundamental que os gregos, os irlandeses e os portugueses nunca esqueçam que Governos consenstiram, que corrupção alojaram, pelo voto: a corrupção instituída na sociedade é fatal à sociedade e o que é líquido é que sem o empréstimo do FMI o Estado Grego colapsaria. Basta o cenário apocalíptico de um Estado não poder pagar reformas, salários, subsídios, apoios, serviços sanitários para olhar de outro modo este processo de Resgate grego. Ainda bem que nem gregos nem irlandeses nem portugueses chegámos a tanto, apesar dos vários actos da tragédia subsequente. É para isso que serve o FMI.

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