quarta-feira, junho 05, 2013

HOMEM-MERDA, DOIS MESES DEPOIS

Não se deve bulir no esterco, mesmo que o esterco insista em fazer uma escandalosa perninha política no infecto ambiente nacional como agente activo, mais um na constelação de comentadores das TV. Sócrates, o Primadonna, Estrénuo Playboy, Homem-Merda, insiste em desaparecer completamente da nossa escassa paciência. Mas há três conclusões a registar na sedimentação de uma desastrosa irrelevância passada, presente e futura:

1 – Estranhamente, o ódio pelo Homem-Merda baixou de volume. Porquê? Porque a constatação da sua nulidade e da sua impotência para agitar o já crítico ambiente social refreiam o ressentimento e o ódio. Mesmo a justíssima aversão geral pela diabólica masturbação em movimento manipulador permanente teve descanso, bastando um botão que prime a preferência pelo dr Morcego. Nós, os que abominamos fundadamente o Homem-Merda, na verdade, temos descansado do Homem-Merda: na medida em que se aproximou fisicamente, tornou-se-nos mais longínquo e inexistente no pensamento quotidiano do País político. Perante os indícios e os factos mais sujos do próprio percurso, a inanidade que hoje comenta na RTP aos domingos até desse manancial negro recbe tréguas. A inanidade insana comenta? Nós silenciamos. Ninguém fala no Homem-Merda. Praticamente nenhum media lhe dá antena. É como se não existisse. Ninguém diz: «Viste ontem o Sócras?» Para que haveríamos de dar atenção aos dislates facciosos e ambiciosos do Homem-Merda?! A mais eloquente mensagem que o Homem-Merda recebe dos media é, hoje, portanto, o desprezo. Claro que ao gigantesco desprezo pelo Homem-Merda, os adeptos do Homem-Merda chamam inveja e outras coisas só possíveis de aflorar na cornadura fantasiosa de tais esbirros. No entanto, não há redenção possível ao penúltimo Primeiro-Ministro mais decadente e traidor do interesse nacional. Pode dizer-se que regressou para desaparecer completamente.

2 – Os socratistas, que não passavam de anónimos enrustidos ou óbvios no friso parlamentar conspirativo e insultuoso de Tó Zé Seguro, ainda estrebucham aqui e ali. Os mais ciosos, os mais delambidos, os mais fanáticos, os mais tristes trastes são anónimos e infectam o ar político nacional com os valupis, os jumentos, os corporativos e as bicicletas. Há evidentemente socratistas e comportamentos socratizantes. Na análise e diagnóstico desse resto, não há cá Direitas nem Abéculas as mais estúpidas entre as mais estúpidas. Um fim de percurso político é o fim de um percurso político: Sócrates, o Homem-Merda, deu-se à maçada de intercortar as delícias de Paris com umas bojardas na Cloaca Mediática Lisbonense apenas para se dar conta que não existe, não é nada para ninguém e cada vez menos que alguma coisa. A pastilha na RTP é um flop, um fracasso triplo, em audiências, em influência, em capacidade de se justificar. Fazia-lhe falta uma prisão para passar a ter um décimo do relevo de Vale e Azevedo, mas o desprezo já é um começo de conversa. Note-se que se Seguro se deixasse condicionar pela maliciosa vampireza Soares ou pela hipocrisia conspurcadora do Homem-Merda e elogiasse a magnífica herança de um e de outro estaria a conferir importância ao senil conspirador e existência ao nulo Homem-Merda. Não. Não se lhes refere uma única vez, talvez só Soares mas num tom venerativo que vale o que vale. Para falar e elogiar o lixo, prolongar a narrativa mais conveniente, o que há é um reduto, um resto de herdeiros, basicamente um lastro, uma agremiação de detritos políticos, como Pedro Silva Pereira, Augusto Santos Silva, Viera da Silva, Maria de Lurdes Rodrigues ou Paulo Campos, entre poucos outros ex-governantes, com intervenções enviesadas e irrelevantes porque todos os vêem colados ao Homem-Merda, à sua rapina, à sua sofreguidão, à sua psicopática noção inimputável de si mesmo. Não há defesa da honra possível a quem viveu na desmesura e pela desmesura, estragando, merdificando, danando, onerando. Depois, há os abortos de Sócrates, os turcos, os queimados, os minoritários no PS parlamentar, gente com algum brilho fosco, mas demasiado devedores do fardo nojento do passado, tanto mais nojento quanto mais o cidadão anónimo sofra no presente as suas consequências: Fernando Medina [por vezes independente do lastro], Isabel Moreira, Pedro Marques, Pedro Delgado Alves, Pedro Nuno Santos [por vezes em renúncia da herança] e, claro, João Galamba, um dos mais fiéis discípulos e aprendizes de como traduzir em decibéis e em patético parlapatão todo o legado do Homem-Merda. Ei-los numa caminhada sem futuro para um projecto morto à partida, num dia em que pusermos um voto que elimine e exile qualquer colaboracionista com o saque pela política, a manipulação da Opinião Pública pela política, esse enriquecimento sossegado, por detrás do biombo dos soundbytes e das tretas de entreter, de que se fez o passado recente socialista.

3- Sócrates, o Homem-Merda, ressente-se de Cavaco, é um vingativo sem público. A prestação na RTP gera tanto asco que ninguém lhe presta qualquer atenção, repito. Mesmo assim espera da rua a rebelião que arroje os seus inimigos para fora do Poder e da representação máxima da Republiqueta, tudo isto sob o solitário patrocínio de Soares, useiro e vezeiro em sugestões obscenas desse quilate. Daí o nojo absoluto emanado pelo longo e pornográfico elogio do Homem-Merda a Soares, no último Domingo, com comitante lambidela a Pacheco Pereira, essa lambisgóia, que o execra da mesmíssima forma. Pacheco, a quem faltou coragem para dar às escutas ao Homem-Merda a gravidade que efectivamente tinham, uma vez que a conspiração controleira contra as regras de um Estado de Direito para o controlar, controlando os Media, só passam mesmo impunes numa Imitação Reles de Estado de Direito e que Pacheco, na célebre negaça, só reforçou. A única coisa que Pacheco fez foi um ameaço de acção na Assembleia da República, era deputado, e nada aconteceu. O Homem-Merda, que hoje politicamente não é ninguém e talvez menos ainda que isso, veio para atacar Cavaco e ataca o Governo quando lhe incumbiria um silêncio pudico em qualquer caso. Não tem o dom da vergonha. Mas também não pode dar vazão a todo o seu rancor, usando da linguagem chula das escutas, «... a puta, a velha», entre os sorrisos e as delicadezas hipócritas em directo. Essa linguagem fica para os valupis. Está na TV. Por isso tem as poses da TV e a treta cínica e mentirosa da TV, coisa em que se acha doutor. Graças a Deus, o Homem-Merda não impacta. Não tem qualquer valoração no espaço mediático. Porquê? Segundo os socratistas, isso é porque a sociedade é uma coisa intelectualmente debilitada [quando vota PSD, quando não ensanguenta as ruas] e onde a cidadania, que não se verga ao deus da imagem, é uma actividade de franjas e onde a iliteracia, pobreza e envelhecimento alimentam sectarismos e convidam ao populismo. Lá está. As pessoas são burras porque não apreciam o brilho ofuscante do Homem-Merda. Não gostam do Homem-Merda porque são primárias. Não aturam o Homem-Merda porque são permeáveis ao populismo. Não suportam o Homem-Merda porque estão velhas e chafurdam na iliteracia. Estes diagnósticos socratistas do porquê ser geral abominar o Homem-Merda ainda figurarão num Atlas da Imbecilidade Sectária. Hoje o que temos é Soares de um lado e o Homem-Merda do outro, ambos apostados em incendiar as ruas para fazer nascer, como chifres nas suas cabeças insolentes, a democracia espontânea e despudorada que nos faltava com muita Esquerda na boca para ser fixe. Assim ensaiam condicionar este PS, passar por cima da cabeça de Seguro, ir à frente, sem hesitações na missão patriótica de incendiar e instabilizar a barcaça nacional cujos rombos principais foram perpetrados pelos socialistas e pelas suas políticas gloriosas e triunfais com dinheiro alheio. Pobres socratistas! Para eles, o facto de a Esquerda, a Direita, o Céu e a Terra terem derrubado, concordes, o seu deus mediático, o seu deus charlatão do desenvolvimento com hiper-dívida e mega-lata, não se deveu à constatação geral de que só o Homem-Merda é que estava bem e era o único a marchar sincronizado na grande parada democrática. Não. Esse derrube deveu-se às coligações negativas. A história do Homem-Merda como líder político é muito menos que a de um enorme fracasso, de derrota passada e de ambição letal para os interesses de um Povo e as boas contas de um Estado. Prova também que a merda moral, a desmesura despesista, o excesso de ego na vida pública deixa hoje o comentador-de-merda a falar sozinho no deserto que ajudou a gerar. O tempo deslumbrado e desonesto do Homem-Merda passou. Temos pena, mas não temos pena nenhuma. O Homem-Merda tinha uma ambição do tamanho da sua barriga – era ele o pântano em pessoa de que Guterres fugira – antro de imoderação e perpetuação por todos os meios lícitos e ilícitos, mais Vara menos Vara. Acabou. Debalde vai o corporações urdindo e treslendo a realidade, último reduto torrencial do spin e completo envenenamento da Opinião Pública. Acabou. Mas a peçonha ainda rabia. Acabou. De vez em quando põe a cabeça de víbora de fora. Estamos aqui para lhe amparar a sanha passional, os golpes baixos com que estrebucha e precedem o esmagarmos-lhe a cabeça.

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