sexta-feira, junho 07, 2013

O NADA COMO TENTAÇÃO E ESTUPIDEZ

Quem assista atentamente aos transes histéricos do Parlamento, às derivas catastrofistas e catastrofizantes das Oposições, diria que um País com nove séculos já não tem futuro, logo agora, na passagem do Cabo das Tormentas que a Troyka nos teceu. Ocioso e maldoso, Basílio Horta surge criativo a arranjar soluções para resolver os problemas do País na linhas das desculpas esfarrapadas para o desastre das velhas políticas despesistas do passado. O PIB, que desde há dois anos caía conforme previsto e hoje já cai num ritmo comparativamente bem menor que o último trimestre de 2012, haveria de resistir aos ventos de recessão europeia, está-se a ver. Não acho nada justo que a sanha de burros e milagreiros do socialismo se increpem contra o ministro das Finanças apenas por que culpou a chuva pela queda do investimento previsto para os primeiros meses do ano. A crítica, vinda de uma facção política que desprezou alarvemente a agricultura e fez da construção o vazadoiro de todos os recursos e financiamentos, deveria fazer rir. Por que não teria a chuva excessiva prejudicado o sector da construção hoje voltado em grande medida para a reabilitação urbana desde que se tornou num dos mais afectados desde o início da crise de 2008, quando estradas e obras redundantes, a Parque Chular, marcavam o consulado do Homem-Merda?! A estupidez e a má fé socratistas vêm dizer-nos que o programa de recuperação das escolas, levado a cabo pelo Governo de Sócrates, tinha como objectivo minorar os efeitos da crise neste sector, como se não passe de uma torradeira de dinheiro, um pretexto para gastar o dinheiro que na verdade o Estado Português não tinha. O que havia para odiar nesse programa e nestes dois anos desastrados de Governo despesista era justamente a embriaguez insana de somar dívida à dívida, ir por aí fora como se não houvesse que pagá-la. E há. Bastaria essa diferença para separar as águas entre um Governo que procura uma linha de honestidade básica e outro, o anterior, que procurava artificializar tudo, até o PIB, fosse como fosse, gastando e gastando e gastando. Coisa muito diferente acontece na reabilitação urbana no Porto, em Lisboa, onde o que está em causa é o impacto reprodutivo imediato dos investimentos e não o lado fácil, faraónico, de brilhar à custa de comissões, lustros e luxos nada justificáveis. Não aceito nem compreendo, portanto, que um bando de filhos da puta ache dever ser demitido Vítor Gaspar. Estamos a milhas de desperdiçar um homem de tamanha ousadia.

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