POIARES E OS DIAGNÓSTICOS FEITOS A MEDO

Gostava de perceber por que motivo os animais do despesismo socialista se empertigam tanto com a análise dos antecedentes ao Resgate, caso essa análise seja proveniente do Governo e da absoluta Cabeça Pensante, Poiares Maduro: «Hoje vivemos um tempo que para muitos é de pessimismo e descrença no futuro que contrasta com o entusiasmo dos anos que precederam a crise financeira». Evidentemente que o optimismo merdificante do socratismo não fez o emprego acontecer nem fez o PIB crescer nem gerou senão estagnação: não passava de um entusiasmo impante e lúbrico, alguns dizem movido a cocaína. Era um optimismo feérico, frenético, tagarela, exibicionista, masturbatório, charlatão. Na verdade, não se tratava de optimismo nem de entusiasmo. Era apenas gula. Cio pelo Poder. Absolutismo democratóide. Autoconvencimento de que mentir compensa e de que mentir muito compensa imensamente. Hoje é diferente. Há pessimismo porque há razões e depressões. Mas ele gera uma espiral depressiva e autofágica: a Esquerda espera tudo do Estado e nada faz por si mesma: o seu discurso é o do fim do mundo. Não não se pretende um optimismo piroso que gera estagnação e produz esterilidade e imobilismo. Só seriedade e honestidade nas contas públicas, cumprimento escrupuloso da palavra dada, sustentam um optimismo enraizado e com razões para prosperar nos anos advenientes. Poiares falava na Grande Conferência JN, Porto, ontem. E foi demasiado vago. Na verdade, se Poiares fosse mais claro teria dito, com a dureza necessária, que o putedo socialista, comissionista, corrupto, insaciável e desastroso, na sua fome de comissões e negociatas, representou para o País precisamente o tipo de entusiasmo que nos fodeu. Uma actuação governamental incomparavelmente mais séria é hoje alvo de incomparavelmente mais sanha. Vejam as vozes e os ardores subversivos que se levantam. Os soares, os sousa tavares, os pacheco, tudo gente fecunda, e com obra feita. Estão cegos. Não vêem ou não querem ver a delicadeza do estado do Estado. Não se importam de o Estado Português estar sufocado com compromissos de dívida e com duras medidas com incidência estrutural exigidos não pela Troyka, mas pela nosso futuro sustentável e realista. Bastaria a seriedade nas contas públicas, a orçamentação milimétrica e escrupulosa, verdade que faltava nas parcelas dos Orçamentos passados, para termos razões de esperança e confiança. Mas vem a Esquerda e fode tudo: colocar o País a ferro e fogo é foder com tudo e isso pode estar a caminho, quando conviria permanecer muito quieto à espera que o pior se dissolva. A crise financeira limitou-se a trazer a lume quanto, como Guterres bem sabia, os socialistas devoristas perpetravam em seu benefício pessoal no escondido e a pretexto, longe da vista dos portugueses, mais Vara menos Vara. Gregos, irlandeses e portugueses pagam hoje, em graus diversos e por diversas razões, a incompetência e a malícia dos seus governos ou os riscos insanos corridos por alguns dos seus banqueiros. Poiares tentou explicar esse contraste com o simplismo do optimismo e do pessimismo, mas se quisesse mesmo explicitar o tipo de pessimismo que hoje grassa e está errado, haveria de dizer que é o pessimismo dos que, dentro da política e por causa da política, se acham ameaçados nas certezas velhas, nas velhas rendas, na convicção suja de que o dinheiro aparece sempre. Os que sonham colocar o País a ferro e fogo a ver se melhoramos a nossa situação são claramente pessimizadores, as fontes de problemas e de corrupção e que ousam às claras virar o tabuleiro a favor da sua corrupção e da sua falta de escrúpulos democráticos. Há um nexo directo entre ter sido eufórico e despesista nos anos socratistas e ser despedido hoje, ir à falência hoje e recair objectivamente na miséria hoje, mal comendo e comendo mal: enquanto pobres, desempregados e miseráveis, temos o direito de ver escrutinados todos os negócios ruinosos em que o Estado Português se atolou nos anos socratistas antes do Resgate e temos o direito de ver deixado em paz este Governo a fim de não perdermos mais tempo nem deitemos a perder a grande crosta sacrificial que impendeu sobre nós. Se os Governos Sócrates eram de uma insolência a toda a prova, com a opacidade dos despesismos desorçamentados para ficar bem na fotografia, agora que há seriedade nas contas, contenção brutal nos gastos, é um paradoxo e uma ironia temos uma sucessão de falhas orçamentais, de bloqueios doidos da Constituição Anacrónica, com o agravamento de algumas das metas acordadas no Memorando, mas sobretudo uma agitação social artificial promovida pelos malignos soares, pelos socratistas mal-fodidos, os quais, na sua ânsia do quanto pior, melhor, desejam substituir o Governo o mais cedo possível lá, onde rejeitar o PEC IV e derrubar o anterior Governo fora o sacrilégio supremo. Que filhos da puta! Os soares, a Esquerda Patética e irrealista, os socratistas-conspirativos não têm nenhum outro argumento senão a táctica política, o vento tóxico das sondagens favoráveis, mesmo que tudo piore ainda mais. A sociedade portuguesa suicidar-se-á caso oiça o canto das sereias a que a UGT já começa a dar ouvidos. No meio disto, o consenso é impossível. Estamos, aliás, a caminho não de qualquer consenso, mas do antagonismo clarificador da política e do radicalismo irresponsável: ou um Regime democrático e um Estado de Direito onde os socialistas nunca mais corrompam a seu bel-prazer nem gerem bancarrotas sucessivas ou um Regime das Esquerdas Estéreis e Incapazes com o Corrupto PS de Soares à cabeça, onde todo o mal que nos explica e traduz siga impávido e sereno como até aqui. Já nos livramos da obscenidade, da tirania, e da loucura do Abominável Homem-Merda, em Março de 2011. Falta consentir ou impedir que Portugal, pela mão dos soares, dos socratistas, das Esquerdas Minoritárias e Tresloucadas, resvale para a desgraça completa.

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