quinta-feira, junho 13, 2013

POIARES MADURO SATIRIZA A NARRATIVA

O saco de estrume com hálito a cocaína em que se resume alguma da bloga socratista não perdoa um ataque, manso que seja, ao seu feroz deus manso e Mega-Burlão, Sócrates. Por isso não perdoa ao Ministro, intelectual e académico, Poiares Maduro, braço-direito do Primeiro-ministro. Já por aqui alertei Poiares Maduro para a necessidade de subir o tom e terçar com dureza e frieza cortantes o discurso que diagnostica a Corrupção do Regime e a Corrupção inerente à pré-bancarrota socratista. Esta gente é tóxica e imoral e, por se inchar de orgulho intelectual e superioridade de Esquerda-na-Cabeça-Deles, dá-lhe para chamar palhaços aos outros, enquanto perpetuam o circo de esterco narrativo e imoral que é a sua pseudo-Esquerda Corrupta, neta do soarismo, filha do socratismo. Nada mais irritante para esse lastro imoral que alguma inteligência, algum sentido de humor, alguma capacidade de ironia e sarcasmo, procedendo à sátira para cima das merdas, problemas e atentados ao nosso futuro que as legislaturas anteriores pariram. Penso mesmo que se há ponto fraco na constelação baça socratista é precisamente a incapacidade para o humor, para o auto-ridículo, o que explica a extinção injusta e imediata do Contra-Informação, mal tal gentalha se viu Poder. À falta de argumentos e de alguma pedra para atirar ao jovem Ministro, esses cães da retórica pela retórica resolvem esquadrinhar a biografia de Luís Miguel Poiares Pessoa Maduro como se, pela biografia, resolvessem o problema que os antagoniza: Poiares tem eficácia comunicacional, pode espetar perfeitamente o punhal da sátira e da verdade bem fundo, rasgando as tripas maricas da tralha. Atacam-no porque Poiares ridicularizou o conceito de «narrativa política» com que o Playboy Parisiense se armou na tentativa de reescrita e branqueamento de actos e comportamentos passados bem documentados nos seus efeitos, não passíveis de reconstrução facial. Disse Poiares do comentador dominical na RTP: «Aqueles que nos levaram ao tapete procuram de novo fazer política – uma forma diferente, mas é fazer política – e criam de novo uma realidade alternativa. Agora, como estudaram filosofia, chamam-lhe narrativa. Passa-se por Paris e, subitamente, fica-se mais sofisticado. A narrativa, o que é um paradoxo para quem conhece filosofia, é a construção de uma realidade que não existe. A narrativa é uma realidade falsa que, constantemente repetida, procura passar pela verdade. O País não pode viver mais de narrativas.» O tapete é uma boa metáfora. Estendido no chão, pequeno, médio, grande. O pequeno tapete à entrada de casa, recebe e acumula o pó da rua, serventia da base dos nossos pés, do que pisamos e sacudimos, simboliza o que há de mais desprezível porque tornado desprezível. Depois há o tapete de parede ou de conforto onde até nos deitamos, mas não é a esse que somos levados, senão para os contemplar. Um Povo não é conduzido em dois anos à pobreza, à miséria e ao desespero. A Corrupção instalada há décadas, toda soaresiana, dos contratos ruinosos, das Lusoponte, das PPP Rodoviária absurdas urdidas por Governos Corruptos, das Swap, dos ajustes directos, do saltitar dos Governos para as Empresas de Construção que gerem PPP Rodoviárias, dos mega-gabinetes de advogados da Capital, da ruína, da gula, das decisões temerárias, contumazes, desvergonhadas, isso, sim, conduz em quinze anos um País ao desespero, à pobreza e à miséria. Em face desse tipo de caminhos, não há alternativas senão o rigor, a verdade, boas contas, sacrifícios incontornáveis, correcções duras e necessárias. José Sócrates deveria estudar filosofia prisional e martelar mil vezes a sua interpretação vil das próprias malfeitorias recorrendo às técnicas da narrativa para papalvos. A narrativa socratista, comunista, xuxalista obviamente tem sido uma realidade falsa que, constantemente repetida, procura passar por verdade, mas as narrativas que possibilitam um facínora disfarçar a realidade e gozar-se dos seus milhões distribuídos por familiares e amigos em offshores são luxo, desperdício, regabofe dos regabofes. Já não há dinheiro para brilhar em política. Falta dinheiro à saúde e à educação. Os juros que o Estado português paga pelas dívidas de estilo e de verve optimista do passado deu em que os salários sejam cortados e os subsídios amputados. A democracia tem resistido ao fingimento de governar em década e meia, máquina de fazer crises, tem resistido aos negócios chorudos à pala da política, tem resistido à avidez dos soares, dos jorge coelho, dos vara, dos loureiro, de quantos saltitam dos Governos para as Empresas Monopolistas das PPP e dos escritórios da Banca Privada para o Parlamento. Ora nós temos de começar a viver segundo o que pagamos. Temos de matar o fluxo de recursos orçamentais para os rendeiros corruptos do Regime e conduzir os gordos, os sujos, os habituais no enriquecimento ilícito do Regime Português, os seus políticos inefáveis cevados, aos efeitos das suas narrativas merdiferantes. Poiares Maduro tem uma longa sementeira pela frente e, se for corajoso, e perceber o topete daqueles que nos levaram ao tapete, demonstrará facilmente o que urge demonstrar sem descanso. A turbamulta está faminta por empandeirar políticos que enriqueceram e hoje continuam a rir, a comentar na RTP sem morrerem de vergonha, sem sufocarem de autonojo.

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