sábado, janeiro 31, 2009

COMMUNIQUÉS E FISIOGNOMONIA


De novo, Diógenes não encontraria, em plena luz do dia, um homem em Portugal, mas comunicados, communiqués, isso, sim, imensos. Os comunicados avolumam-se, sucedem-se, entrecruzam-se, confirmam versões, infirmam-nas, atropelam-se, sorriem, chegam tardios, ocultam e concentram em si as atenções tendo em conta o que se diz e não diz. Há rostos que se mantêm ocultos. Escondidos ao nosso olhar inquiridor. Se tais communiqués só documentais fossem gravados, filmados, poderíamos ler devidamente a fisiognomonia de Manuel Pedro, associado da Smith & Pedro, como lemos as de outros, o seu sorriso postiço, o seu ar sonso, o piscar infinito de pálpebras. Assim, resta um comunicado-papel no qual Pedro afirma que nunca procedeu a "pagamentos ilícitos" e que a única vez que se encontrou com José Sócrates foi no Ministério do Ambiente numa reunião pedida pela autarquia de Alcochete. "Nesse encontro e para além do Sr. Ministro do Ambiente, estiveram presentes os Sr. Secretário de Estado, dr. Rui Gonçalves, dois administradores do Freeport, Srs. Gary Russel e Jonathan Rawnsley; representantes do ICN e CCDR, e naturalmente o Sr. Presidente da Câmara de Alcochete, José Inocêncio", refere o empresário Manuel Pedro no seu comunicado. As palavras, as palavras. Os homens resistem com elas e com elas naufragam nos baixios dos factos, na sofreguidão com que desejam o sol e o negam a todos os demais. «Como começamos a cobiçar? Cobiçamos aquilo que vemos... todos os dias!». Não podia estar mais de acordo com o que escreve o meu caríssimo amigo João Severino: «O caso Freeport parece um polvo podre. Muitas pernas, tentáculos e cheiro nauseabundo. E alguma coisa é absurda. Partindo do princípio que não existiu nada de irregular, porque será que:- Sean Collidge, ex-patrão do Freeport, fugiu e escondeu-se?- Charles Smith, promotor do Freeport, esteve dois dias em parte incerta?- Manuel Pedro, promotor do Freeport, não aparece em lado algum?- Hugo Monteiro, primo de José Sócrates, intermediário, saiu do país?»

A SUSPEITA QUE ATERRA ALEGRE


Compreende-se que os pronunciamentos das personalidades mais circulantes no PS em geral procurem contornar o peso das graves revelações da imprensa [a casa da mamã off-shoreanamente paga, os e-mails bribe Pinocchio, etc.], cingindo-se ao aparente vácuo no lado judicial relativamente ao PM. É compreensível e natural. Porém, politicamente, o problema e o terror para Alegre é a possibilidade crua de constituir toda esta inquinada vexata quaestio um poderoso sopro de lucidez que varra e arruine a credibilidade de um PS plural e mesmo todas as negaças e hesitações que até ao momento Alegre encabeçava e simbolizava. Por outras palavras, alastrando, a peste não olha a quem, contamina e arrasa tudo. Por tudo isto, o histórico deputado do PS, Manuel Alegre, também ele, disse hoje no Porto, a banalidade neutra e prudente de que José Sócrates não é acusado de nada e expendeu o lugar comum de pedir empenho nas investigações para que a verdade seja esclarecida. Obviamente que a rua duvida de tudo francamente, viu a lentidão amorfa dos processos, viu o branqueamento e a mitigação arrastada de pedófilos de peso, viu o combate à corrupção obstaculizado, viu a inacção e o silêncio e por tudo isto, infelizmente, falar a PGR ou o Dr. Vitalino ou o Dr. ASS teme-se que seja, graças ao apetite de controlo que grassa no poder político, a mesmíssima coisa. Disse Alegre que “Segundo a única entidade competente, o procurador-geral da República, José Sócrates não é acusado de nada e, portanto, aquilo que eu desejo é que as coisas sejam esclarecidas, porque é muito ingrato para uma pessoa estar sujeita a ser julgada na praça pública”, disse Alegre em declarações aos jornalistas momento antes de proceder à inauguração da sede do Porto do MIC (Movimento de Intervenção e Cidadania), segundo o Público. Oxalá, a verdade e nada mais que a verdade faça o seu caminho a bem dos portugueses e de Portugal, aliás suficientemente linchados pela lisura nula com que a coisa pública tem sido administrada. «Parabéns a uma parte do jornalismo português no caso Freeport (ou “Fripór”, como se diz em “inglês técnico”). Essa parte do jornalismo provou que a liberdade de informar e ser informado é, nos putativos sistemas democráticos do século XXI, um bem crucial dos cidadãos. Por isso a têm atacado tanto. Ela nos separa dum novo tipo de ditadura. A parte dos media vendida ao poder começou por fornecer a música de violinos à propaganda e ao lodaçal que nos afunda. Mas nota-se que alguns ratos que serviam o governo já começaram a abandonar o barco. O sistema — a investigação, o PGR, a cândida Cândida, a justiça, o parlamento, os políticos, os partidos, até a constituição — funciona para alimentar o sistema. A normalidade do sistema que nos andam a vender em comunicados, comunicações e entrevistas é a mais absurda anormalidade para nós, os outros todos. O sistema político-administrativo-judicial-financeiro parece só servir para aguentar o poder e a mentira. À crise económico-financeira gerida pela pior política financeira da UE junta-se agora a pior crise moral das últimas décadas. O sistema mantém-se à tona enquanto o país vai ao fundo. Quantos mais dias, semanas, meses perdurará a presente crise moral?» Eduardo Cintra Torres, Público, via PdP.

PORTUGAL EM DECOMPOSIÇÃO



A catástrofe anunciada pelo profeta fácil Manuel Monteiro pode realmente cumprir-se, evidentemente. Não somos menos que a Islândia nem menos que a Grécia. segundo o Público «No diagnóstico negro que traçou sobre a qualidade do regime ao fim de mais 30 anos de democracia, o ex-líder da Nova Democracia agitou a iminência de um golpe de Estado militar se “existissem condições nas Forças Armadas” para o desencadear. Mas não tem dúvidas que “a corrosão que está a arrastar o Estado português para uma situação de catástrofe económica, social e política” rebentará nas ruas, caso ninguém trave a degradação do sistema. “Ninguém se admire que comecem a rebentar revoltas quando temos as famílias sem dinheiro para fazerem face às necessidades mais básicas”, declarou.» Do que discordo sinceramente é do dever do PR em demitir o Governo, mesmo quando o Regime, que começou com um crime e com o pé esquerdo, esteja a decompor-se e salte à vista a imoralidade, gestão danosa, a incúria mesmo sobre os cidadãos, sobre as quais tem assentado a alternância dentro do Centrão, sendo certo que por infinitamente menos viu-se ceifado Santana Lopes, o patinho feio e o bode expiatório da política nacional. Eixos do Regime, os partidos do Centrão, PS e PSD, basta crivar os casos BCP, BPN e BPP, Casa Pia, Freeport, têm sido o cerne de uma corrosão implacável da República e da mais tenebrosa caricatura da democracia em tempos sonhada. Uma crise económica, social e política sem precedentes põem de facto em risco a nossa liberdade e exigem uma exercício de transparência que finalmente não deixe pedra sobre pedra, nada dogmatize, nada deixe por questionar, inclusivamente se não é, segundo o Povo, a Monarquia o sistema que melhor nos preservará identitariamente e que melhor salvaguarde a res publica afinal malbaratada e infestada de cunhas, amiguismos e nepotismos de toda a ordem na decrépita República.

PINOCCHIO HAS LEFT THE BUILDING


Enquanto uma publicação, como o Jornal de Notícias, já enterrou a cabeça na areia e, porque passa ao lado de esta matéria, não só os seus exemplares deixam de ser comprados como os seus editoriais deixam de ser lidos, novas revelações deitam por terra a ideia de ignomínia e de campanha negra com que sorridentemente se procura lançar fumo sobre a questão Freeport. Nada podia ser mais negro que os factos e a realidade altamente familiar do caso Freeport. Tudo se revela altamente comprometedor do actual e ainda PM. A mãozinha controleira que ele pousa em tudo o que mexe, incluindo formas de legislar/informatizar sistemas que permitam permeabilizar o poder judicial, segundo o manifesto contestatário dos juízes relativamente ao CITIUS, começa a não ter mãos a medir nem mãos que cheguem. O animal feroz, como lhe chamam, e o 'determinado', conforme se apoda, ao que parece instila muito medo e muita pressão em muita gente. Mas o que significará para o primeiro-ministro, José Sócrates, dizer que está “preparado para resistir a todas as ignomínias da campanha” dos órgãos de comunicação à volta do empreendimento Freeport em Alcochete? Será não se mancar? Será não ter respeito pelas conclusões do povo português e não inferir o que a rua murmura a seu respeito? Será aguardar por que o incansável Eduardo Pitta continue, no seu belíssimo blogue, a relativizar salvificamente as questões levantadas pela investigação Freeport, dando-lhes um tratamento e uma desmontagem que alija para conspiradores e boateiros a soma de factos que elencam o PM como suposto co-beneficiário e mastermind de toda a questão? Dois técnicos do Instituto de Conservação da Natureza (ICN) que deram pareceres que chumbariam liminarmente o projecto do Freeport para Alcochete foram afastados do processo pela direcção daquele organismo em Setembro de 2001, noticiam a SIC e o semanário “Expresso” de hoje, em resultado de uma investigação conjunta.O mesmo aconteceu com técnicos da Reserva Natural do Estuário do Tejo (RNET), a quem o ICN deixou de pedir colaboração, conta o mesmo jornal. A esterqueira alastra. Se do ponto de vista judicial as coisas piam grosso em Portugal, no plano político começa a avolumar-se o peso imponderável de uma credibilidade a todos os títulos em rarefacção-hélio. Raciocina muito bem a propósito Octávio Ribeiro: «Quem atente no teor da carta rogatória enviada pelas autoridades britânicas e depois recorde as palavras da procuradora Cândida Almeida e o último comunicado da PGR fica com várias dúvidas que se podem verter numa só pergunta: estará a justiça portuguesa a fazer tudo o que lhe é constitucionalmente exigível para o esclarecimento cabal das suspeitas em torno da viabilização do projecto Freeport?». Leituras pedagógicas adicionais sobre o caso Freeport: Carta Rogatória negra, e-mails negros e negra alteração-relâmpago da Avaliação de Impacto Ambiental (AIA). A era do Pinocchio chegou ao seu estertor e qualquer nova comunicação autovitimizatória dirigida aos srs. jornalistas não será mais que perseguição canina da própria cauda.

sexta-feira, janeiro 30, 2009

E-MAILS: ESCROQUE TECNOLÓGICO


A realidade vale para as más políticas o mesmo que os piores factos revelados para os maus políticos: nunca mais darão descanso aos visados e contaminarão a confiança. Se há uma campanha negra contra alguém provinda de um submundo de adversários, ela alimenta-se nitidamente com factos altamente comprometedores e cada vez mais nítidos e independentes dos objectivos últimos de qualquer suposta campanha subterrânea ou lógica de esse tipo. Em última analise, talvez isto rebente de uma vez por todas com as gestões danosas e duvidosas, situações ambíguas e promíscuas, que perpassam toda a Administração e que em parte explica um estado de coisas que se avolumou injusto e empobrecedor para uma vasta maioria de portugueses e de portuguesas ou inelutáveis desempregados do sistema de cunhas ou derradeiros remetidos para a mais deprimente periferia social por vergonhosa, activa e passiva exclusão, sob a promoção dos agentes do Estado. Eis então que, quanto a factos novos do caso Freeport, alguns e-mails trocados entre responsáveis da Freeport e Charles Smith, sócio da consultora Smith & Pedro, falam da data ideal para que “tudo se resolva” e que, efectivamente, corresponde ao dia em que o “outlet” de Alcochete recebeu luz verde (14 de Março de 2002). Nas mensagens é ainda referido um suposto pagamento para que a Declaração de Impacto Ambiental, essencial ao licenciamento, fosse aprovada, noticia o semanário “Sol” na sua edição de amanhã. Definitivamente, a realidade e os factos são a espada de Dâmocles de José Sócrates e um cabelo é coisa frágil onde se suspenda seja o que for.

MANIFESTO ANTI-TIO (DO NILTON)


O apanhado seguinte do Nilton, no Corta-Fitas é do melhor que tenho lido e faz justiça à percepção que urge desenvolver na Psique Colectiva Nacional sobre um forma de funcionamento viciosa, bem simbolizada nos tios e sobrinhos do caso Freeport, e que não podemos continuar a tolerar no Estado Português. Tem sido tópico privilegiado por mim e o Nilton trata primorosamente assim: «Não sei se por culpa do distanciamento criado pelo Salazarismo ou por simples burrice, mas o Português tem alguma dificuldade em perceber que o Estado é uma empresa em que os accionistas somos todos nós. No pós 25 de Abril acrescem ainda mais dois péssimos hábitos, o de achar que o Estado tem dinheiro para pagar tudo e o de se impacientar com a burocracia, fazendo de tudo para arrepiar caminho em qualquer coisa que envolvesse decisões públicas. Começa assim a terrível mania das cunhas. Quem tenha um tio, primo, amigo ou conhecido que por sua vez é primo não sei de quem é favorecido em concursos, nomeações, adjudicações e demais despachos. Durante anos, a maioria dos empregos no estado eram decididos consoante o grau de parentesco entre o candidato e o decisor. Um tio bem colocado valia entrada directa para a tap, cp, rtp ou qualquer outra grande empresa Estatal. Uma boa cunha safava mancebos da tropa, da mesma forma que o número certo de notas permitia (o tempo verbal não invalida que não permita nos dias de hoje), qualquer construção mesmo que em cima da praia e a destruir a orla marítima. E vamos parar de falar do Algarve. Que atire a primeira pedra quem não conhece alguém que foi nomeado através de uma cunha ou quem nunca pensou “arranjo mas é um tacho no Estado e não tenho de me chatear mais”. O lado perverso disto é que se instaurou na sociedade a ideia de que é uma coisa boa ter um emprego no Estado. Acto contínuo baixa-se o grau de exigência, perde-se a iniciativa privada e abre-se caminho aos patos bravos sedentos de tirar proveito da situação. Se alguém pode ser gnr com a quarta classe por que razão irá estudar ou abrir uma empresa? A corrupção começa quando esse mesmo gnr (é apenas um exemplo, serve qualquer outra profissão onde se ganhe uns míseros 500€), começa a fazer contas e a ver que somente com o ordenado jamais conseguirá comprar uma jante do Ferrari que o seu jogador da bola preferido estampou numa manhã de nevoeiro. Em que falhámos nós como povo para que em apenas trinta e poucos anos de democracia tenhamos conseguido fazer com que os Pais das crianças que nascem hoje já não queiram que os filhos sejam médicos ou empresários inovadores, mas jogadores da bola? O efeito de toda a corrupção e más governações de que temos sido vítimas é ainda mais perverso. Parte-se do princípio de que se nos estão a assaltar a casa, corremos atrás dos ladrões, mas desenvolveu-se na cabeça do Português a ideia de que não liga à politica porque eles são todos iguais. Um grunho que diz isto devia ser automaticamente expulso do país, mas a verdade é que daí ao abstencionismo passa uma linha demasiado ténue. Aproveitando este desprendimento os decisores fazem lei o facto de que se forem sacados milhões em instituições públicas não é roubo, mas sim gestão danosa. E curiosamente neste país gestão danosa não faz ninguém ir para a cadeia. Vemo-nos assim num beco sem saída, a maioria dos políticos está no poder apenas para se servir a si ou para favorecer grandes grupos económicos que findo o mandato irão retribuir com um cargo altamente remunerado (como disse Almeida Santos “em Portugal o importante não é ser Ministro, mas ter sido”). Os outros, intercalam na dança das cadeiras entre o Governo, Parlamento Europeu e Empresas Públicas. O certo é que dá para todos, governo e oposição e raramente alguém fica de fora. As politicas são as mesmas e os cidadãos não percebem que está nas suas mãos mudar tudo isto. Os tios, primos e conhecidos são o cancro do burgo. Solução? Faça-se reset ao país porque nem todos temos tios».
lkj

SUBORNO MORAL, CLASSE E POSE



1. Caminho pela bloga como um pregador antigo, esbracejante, visitante mais silencioso, umas vezes, vociferante, outras, com certeza sempre indignado com o torpor covarde que perpassa muitos corações apertados por se salvarem a si mesmos, sem olharem para uma compreensão global das políticas deliberadas dos seus governos contra os mais débeis, sobretudo num momento em que o emprego desaba como um castelo de cartas por todo o Ocidente. Longe vai o tempo em que por longas décadas o Ocidente Norte-americano com as suas instituições de referência, FMI, por exemplo, pregava aos países do terceiro mundo sobre os caminhos desenvolvimentais a seguir e, como diz Lula, hoje estão quebrados. Nos meus comentários, não me poupo a um registo autêntico e lhano com as palavras fortes que forem necessárias. Por vezes, e pelo contrário, o que vejo em jornalistas-bloggers, com suposto estatuto reconhecido e classe atribuída e praticada, é um esforço por manter uma pose de isenção, de desafectação, uma pose de superioridade moral ou estilística relativamente a assuntos de pronunciamento moral e político obrigatório, dada a degradação evidenciada nas instituições da república portuguesa. É aí que me passo. Podem fazer-me muitas maldades, mas nunca por nunca ousem subestimar-me a mim e à minha inteligência, sobretudo quando sabemos que o nunca dito, o nunca nomeado, transforma-se no enunciado perfeito de uma certa bloga com 'classe' e 'estatuto' reconhecido assim como de de uma certa imprensosfera parcialística. Diz-me como e o quê silencias, dir-te-ei a soldo de quem laboras. Nunca nomear o peso de chumbo clientelar do Centrão, em Portugal, é grave. Nunca nomear a criminosa ausência de transparência, nas mordomias com que o Centrão tem cumulado o seu suporte clientelar, é crime. Não falar no regime de reformas abusivas atribuídas a muitos detentores de cargos e funções públicas, ainda em funções, é asqueroso. Olhos bem abertos, portanto. A insensibilidade social do governo Sócrates pelo aprimoramento da retórica do investimento, da retórica da acção, da retórica das preocupações sociais, o seu terraplanador de angústias e de sofrimentos mediante a propaganda, o seu centrar-me obcecado num magnífico Eu, torre de marfim ameaçada, chegam e sobram. Digam-me o que silenciam e ignoram, dir-vos-ei quem vos subornou moralmente. E talvez vos diga até porquê.
lkj
2. Um dos políticos e cidadãos que já passaram o prazo de validade no que tenham a dizer-nos ou nas suas peregrinas indignações facciosas é, por exemplo, ASS que vem agora, enquanto cidadão, mostrar-se indignado com aquilo que define como a "continuação de uma campanha política que visa o primeiro-ministro de Portugal e o secretário-geral do PS", José Sócrates, a propósito do caso Freeport. Dramatica, nervosa e aflitivamente, o cansativo ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, numa declaração aos jornalistas na Assembleia da República, diz-se ofendido com a campanha em curso, ignorando as dezenas de nomes investigados no caso entre os quais o de Sócrates e dos seus oportunos tio e primo, depois de ontem o Ministério Público, sabe Deus com quanta implorativa pressão por modalização linguística, "ter tornado claro [ambíguo no mínimo] que o engenheiro José Sócrates não estava sujeito a nenhuma investigação e que as autoridades policiais inglesas não carrearam nenhum facto relevante para o processo". O ministro da propaganda veio fazer o seu número circense canino ou pulguino, mas um pouco tarde, uma vez que a cortina de fumo tem nos factos profundos os limites que o bom senso impõe e é impossível ignorar vária ordem de inconsistências nas sucessivas comunicações e explicações sôfregas dadas pelo PM. Na medida também em que o suborno moral dos amigos e dos grandes manipuladores dos factos, da bloga e da imprensa ao serviço de quem manda, não resiste aos mesmos factos olhados desapaixonada e limpidamente.
lkj
3. É recente a chamada de atenção do PR para o modo de fazer as leis em Portugal, convidando à construção de leis mais justas e mais sábias, evocando o vício moral e a incompreensão que elas deixam à percepção imediata do cidadão. Sabemos que essas leis vêm seguindo nesta legislatura, também elas no CdPP, um critério economicista de fundo, por muito que se disfarce. O paradigma economicizante tem trilhado caminhos nunca vistos, deixando um sem número de aspectos da vida social destapados ou desprotegidos, nesta legislatura, o que a torna, à legislatura, em tantos aspectos falsificante da essência coesiva de um Estado supostamente solidário como o português. Não é por isso à toa que o presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, Armando Leandro, defende que nenhum jovem com menos de 16 anos possa ser criminalizado. "Há um aumento da participação de jovens em crimes graves mas isso não significa que se deve diminuir a idade da imputabilidade em Portugal", disse o juiz Armando Leandro, presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CNPCJR). Isto levanta o problema das instituições de enquadramento social, dos meios e recursos para fazerem o seu trabalho preventivo e formativo, sobretudo tendo em conta casos de assaltos e outros crimes perpetrados recentemente e que envolvem jovens com idade inferior a dezasseis anos, os quais carecem de um acompanhamento multidisciplinar parte do qual a Escola deveria estar apta a fazer.
lkj
4. O grande YesMan europeu, dócil à França, muito dócil à Alemanha, docilíssimo ao Reino Unido, Barroso, tem continuidade quase assegurada, uma vez que o Partido Popular Europeu (PPE) vai formalizar o apoio à recondução de Durão Barroso como presidente da Comissão Europeia no congresso desta família política europeia, agendado para Abril, em Varsóvia. O líder da formação, Wilfried Martens, apresentou esta manhã em Bruxelas o esboço do manifesto do PPE para as eleições europeias de Junho e insistiu que o nome de Durão Barroso é “consensual” no seio da bancada popular. Parecendo ter recebido este prémio pela resoluta abertura à invasão do Iraque, agora Durão poderá continuar a beber as suas cervejas e inefabilizar-se de experiência e de êxtase administrativo.
kjh
5. Agora que o consulado de Bush finda e é substituído por novas políticas e novos pocedimentos diplomáticos, podemos olhar com alguma esperança o futuro de vários conflitos internacionais, alguns dos quais nem são notícia e no entanto enfermam do mesmo tipo de injustiça clamorosa que perpassa o conflito israelo-palestiniana, onde aliás não faltam factos consumados territoriais. Assim, a questão curda e arménia também são gente. Nesta medida, será interessante ler a análise de Margarida Santos Lopes sobre o que espera o enviado do Presidente Barack Obama ao Médio Oriente, George Mitchell: «uma missão mais complicada do que o processo de paz na Irlanda do Norte do qual foi um dos principais artífices, entre 1995 e 1998. Embora o ex-senador norte-americano diga que “nenhum conflito é irresolúvel”, vai ter de provar aos israelitas e palestinianos que a solução de dois estados ainda é possível e – mais importante – é um desígnio estratégico de que os Estados Unidos não vão abdicar. A ler, portanto.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

THE EVIL WITHIN


Estaremos entregues aos bichos?! O Mal tem tenazes e está todo cá dentro, portugueses. Como lembra o advogado José Maria Martins no seu blogue: «Contrariamente à posição da senhora Procurador Geral Adjunta, Drª Cândida Almeida, do DCIAP, a prova obtida e que está no DVD é prova legal, valorável, mesmo em Portugal. Na verdade, vigora no Reino Unido a Convenção Europeia dos Direitos do Homem. Tal como vigora em Portugal. Assim, a prova obtida e que está no DVD só seria nula se o fosse face à Convenção Europeia dos Direitos do Homem, que tem valor superior ao Código de Processo Penal Português.» Por que motivo soa a tarde de mais e péssimo arremedo que a Procuradoria-geral da República tenha esclarecido hoje que a carta rogatória inglesa que recebeu a 19 de Janeiro "não contém nenhum facto juridicamente relevante" para a investigação do caso Freeport, reiterando que não há arguidos ou suspeitos no processo." A confusão está assim lançada porque nada mais pode inverter o facto de que as autoridades inglesas querem verificar as contas de José Sócrates. O resto é manobra de diversão e puro desespero que mete ao barulho quem se pode e não pode. Se judicialmente as coisas patinam que se farta em Portugal, do ponto de vista político é o descalabro na 'carreira' política do ainda-PM.

ESTE IMERGIR NO LETARGO E NO PERIGO


1. É preciso começar a pensar bem como enfrentar os contornos de uma Crise ainda imprecisa. Que solidariedades novas? Que precauções articuladas? Isto porque, na verdade, quem pouco tem pouco poderá perder, pois a crise já começou há muito para tais. O problema é quem, tendo alguma coisa ou até muito, de repente perca ou tenha muito a perder. O perigo é todo esse e é monstruoso. Entre convulsões sociais que não levam a coisa nenhuma e uma varredela cabal nas zonas sombrias do Poder por onde os Governos desonestificam os seus procedimentos, a oportunidade é ímpar. Sintomático parece ser o que se passa em França, onde caminhos-de-ferro, as linhas aéreas e o ensino são alguns dos sectores no dia de hoje atingidos por uma greve geral decretada pelas oito principais organizações sindicais francesas, numa autêntica “mobilização antisarkozista, tanto económica como social”, conforme se lhe refere o jornal "Libération" e reproduz o jornal Público.“Os assalariados, os que pedem emprego e os reformados são as principais vítimas desta crise”, diz a convocatória da greve, que fez cancelar muitos comboios e um terço dos voos que tinham início num dos aeroportos de Paris, o de Orly. Os exemplos de má governança, de esbulho e de toda a sorte de procedimentos abusivos para com os cidadãos, de que esta legislatura e este governo têm dado tantos e tais deprimentes exemplos, deverão conduzir a uma ampla e corajosa reflexão que tenha o Regime, tal como está, apodrecido e decandente mesmo quando ostenta o nome mentiroso de democracia, no centro. Devido à rapidíssima degradação da fiabilidade e lisura dos nossos actores políticos, à vergonha internacional daí decorrente, podemos estar perante um cenário de caos iminente político e social em Portugal capaz de nos africanizar o Regime ainda mais.
kj
2. Dentre as mentiras e os oportunismos cínicos do poder socratesista, ninguém atingiu maiores requintes de sádico que Maria de Lurdes Rodrigues. Durante algum tempo iludiu acerca da bondade de algumas medidas até ficar provado à saciedade o descalabro espiritual e o retrocesso civilizacional que a esmagadora maioria das suas alterações visa promover e que redundam neste submeter e subverter a docência pelo prato de lentilhas que constituem propósitos reles de mera finança reles. Forçar o desprestígio e a estupidificação anuladora dos professores é uma linha de acção política que só pode ter como escopo uma maior docilidade social à deriva mentirosa dos nossos governos ao longo de esta democracia de fachada e péssima governança, hábil apenas a sustentar e a cevar uma clientela cada vez mais sôfrega. Senão que rigor e que critérios para a escolha pela ME de João Pedroso, assistente da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, por ela contratado, em 2005 e 2007, para sistematizar, em regime de profissão liberal, a legislação sobre Educação publicada nas últimas décadas?! Ao promover a sua contratação por um total de 287.980 euros, a ministra teve em conta o currículo profissional de Pedroso, mas não que este estava sujeito ao regime de exclusividade enquanto professor de uma universidade pública, como noticia o Público. Ou não quis ter. Casos como este nas administrações públicas dão bem conta que os escrúpulos com os cidadãos não têm paralelo quando comparados com a falta deles entre os agentes e actores políticos. Não se admirem com rebeliões. São sinais de africanização. São sinais de letargo e parte das razões para a paz social pública estar em grave perigo.
lkj
3. É já irrelevante que o silêncio ensurdecedor se faça ouvir nas mais variadas instâncias, por exemplo também no gabinete britânico para fraudes graves que se escusou, segundo o Público, a comentar hoje notícias segundo as quais teria pedido às autoridades portuguesas para apurar se José Sócrates "facilitou, pediu ou recebeu" dinheiro para licenciar o Freeport. Contactada pela Lusa, fonte do Serious Fraud Office (gabinete de fraudes graves) manteve a opção de recusar comentar todas as notícias difundidas pela imprensa portuguesa sobre o caso Freeport, não assumindo sequer que tenha em curso qualquer tipo de investigação. Compreensivelmente. Neste momento, por todas as vias, o esforço que se percebe no círculo do PM é o de contenção de danos porque o PM sabe bem que a sua carreira política está irremediavelmente comprometida, aliás, é possível que com ele, outros tropecem caso tais outros não resolvam usar o seu tremendo poder para o ajudar. Amplificado por razões políticas ou não, mais uma vez a verdade e a realidade nuas fazem o seu caminho de única Oposição sólida e credível.
klj
4. Sintomaticamente, sabe-se que o Partido Socialista fez algumas alterações, na sua página de Internet, a um texto sobre o dito relatório da OCDE sobre educação, alterando-o para o formato apresentado na passada segunda-feira e no qual é elogiada a “resistência” da ministra da Educação, indica o “Jornal de Notícias”. De acordo com o JN, no texto original, “ainda disponível no 'site' dos socialistas às 11h24”, o título da notícia era ‘Relatório da OCDE elogia política de Educação do Governo PS’. Porém, às 16h00, já durante o debate quinzenal no Parlamento, com a presença do primeiro-ministro, a página do PS mostrava um novo título, "José Sócrates elogia resistência da ministra da Educação". Não interessa nada a verdade. Não interessa nada a insatisfação e o desgosto que recobrem a vida escolar, a pressão burocratizante bizantina e estúpida, não interessa o assédio à sanidade mental dos professores e as vítimas mortais de uma estresse induzido e completamente desnecessário. O que interessa é a Propaganda, dobrar os factos e a realidade com propaganda. Com um muito pequeno esforço de imaginação, compreenderemos que esta cosmética de última hora a documentos é toda uma lógica procedimental de legislatura: mentir, demagogizar, manipular, dividir, oprimir, usar a Propaganda para ferozmente consolidar uma imagem falsa. Instilar o desânimo e a desmobilização.
lkj
5. Não negando o facto de ser cómodo contestar no contexto actual os orçamentos, deve sublinhar-se que por sistema esta legislatura tem no currículo a prática sistemática da argentinização, isto é, da manipulação dos números e dos indicadores económicos com finalidades políticas, daí que o líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, tenha classificado ontem à noite o Orçamento Suplementar para 2009 como “extremamente negativo e totalmente irrealista”, antecipando o voto “claramente contra” da sua bancada.“, criticando o facto de o Orçamento Suplementar ter sido feito com base em projecções macroeconómicas que já estão “desacreditadas”, o líder da bancada social-democrata considerou que o documento não é mais do que uma “reprise” do Orçamento do Estado para 2009. O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, vai hoje ao Parlamento defender as novas previsões económicas e as medidas de resposta à crise, tendo o próprio ministro admitido já a possibilidade de tudo ser revisto de novo. Claramente, a Crise sob o prisma governamental e os instrumentos para a debelar são servidos a conta-gotas. Quanto a uma visão estratégica ousada e a medidas antecipatórias, a um alívio inteligente das PME em situação de estrangulamento? Zero.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

PORTUGAL VISTO POR UM SIAMÊS


Em tempos de descalabro moral e de servilismo reles em vez de espírito de serviço, de autoritarismo ignorante em vez de colegialidade e multilateralismo reflexivo na construção de Portugal, tempos de plenitude daquele andar metida a Pátria no «gosto da cobiça e na rudeza D'hua austera, apagada e vil tristeza», deveríamos ter estamina para reponderar o nosso caminho na história recente. Cem anos, em mais de mil, entre o acrisolar de uma língua e o processo de redefinição política da Reconquista, é nada. Se o não fazemos, obrigue-nos ao menos o olhar outro de Povos e Culturas sobre o que fomos e só não somos, em telúrica força, também pela pastosa mediocridade instalada nos paços do Poder:
kjh
«Vocês, que tiveram o mais longo império, os primeiros a chegar e os últimos a abandonar as possessões que tinham em África, na América, na Ásia e na Oceania, gente tão orgulhosa do passado grandioso que tiveram, país tão pequeno que tem uma das línguas mais faladas no mundo...»
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FREEPORT: YES WE HIT THE VAN!


Obama faz a diferença e deixa saudade quanto ao futuro que sonhamos para Portugal porque começou por dar o exemplo, cortando nos honorários dos funcionários da Casa Branca, tendo em conta a maré negra de desemprego e dificuldades que recobre a sua grande nação. Nós nem de longe nem de perto pressentimos medidas semelhantes de moralização verdadeira a quem indevidamente se anda a abonar com a penúria de uma grande massa de pessoas em Portugal. Não vemos nem percebemos que alguma coisa se faça por que a solidariedade se faça ver e rasgue de alto a baixo a forma de pensar caquética a política no País. Por exemplo, e sem qualquer festividade parva por isso, o suspeito, pelo menos segundo revela a Sábado e a Visão para a Polícia Inglesa, facto divulgado há pouco, e primeiro-ministro, José Sócrates, porque subtilmente interpelado bem tentou esclarecer hoje durante o debate quinzenal na Assembleia da República, que “a alteração da ZPE [Zona de Protecção Especial] nada teve a ver com o licenciamento do empreendimento Freeport”. As declarações vieram na sequência de uma intervenção do líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, que introduziu subtilmente a polémica do “outlet” de Alcochete, ao referir questões relacionadas com a Constituição da República Portuguesa. Acontece que, por mais voltas que se dêem e argumentos novos que se aduzam, a coisa permanecerá extremamente estranha, conforme explica, no seu Estrago da Nação, Pedro Almeida Vieira: «José Sócrates, Rui Gonçalves e Pedro Silva Pereira - respectivamente, entre Outubro de 1999 e Março de 2002, ministro do Ambiente, secretário de Estado do Ambiente e secretário de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza - têm garantido que o processo de aprovação do estudo de impacte ambiental (EIA) do Freeport, depois do primeiro chumbo, seguiu um procedimento normal, e que a inusitada passagem de um chumbo para uma aprovação (três meses) se devia singelamente ao facto de os serviços já conhecerem o projecto. Será mesmo assim? A minha experiência, empírica, fez-me torcer o nariz, mas quis tirar a prova dos nove. Assim, dei-me ao trabalho (algumas horas) a ver todos - repito, todos - os EIA que, durante o mandato de José Sócrates como ministro do Ambiente, foram chumbado, e depois saber nesses que evolução registaram. A fonte foi a base de dados da Agência Portuguesa do Ambiente, que pode ser consultada aqui. Os resultados revelam-se mui interessantes e esclarecedores.»

BOMBOCAS? SÓ HÁ ESTAS. SÃO PARA MIM!


Acompanhei hoje a marralhação na Lota de Peixe do Parlamento através do Twitter/parlamentoglobal, com o qual podemos interpelar directamente os deputados a ele agregados, e de esta coisa aparentemente mais directa e democrática. Estava sempre no meu espírito a obra ilustre, ancestral e modelar em Portugal dos irmãos Metralha e dos irmãos Dalton da alta finança impune e da alta política igualmente impune e a salvo graças ao servilismo de alguma opinião "qualificada" [Lino, Silva Pereira, Luís Filipe Menezes, Freitas do Amaral, o prof. Vital e a dra. Ana Gomes] e de algum jornalismo servil e forrado com bons fardos de palha. Depois, perante esta foto de Luiz Carvalho, do Expresso, que me epigrafa a posta, pensei em Bombocas. Para além disso, percebe-se que há muito espírito atento às fugas e aos reais beneficiários do sacrifício geral: «[Comentário de Maria da Graça Pereira] Políticas sociais...? Sim, aumentar o desemprego e esbanjar dinheiro para compensar o menor lucro do mercado (sim, menor lucro, porque prejuízo não, bem longe disso.) O dinheiro dos contribuintes anda a compensar os menores lucros dos bancos e multinacionais 16:38 [Comentário de Sandra Freitas] Lamento, mas a verdade é que para ela, é um interrogatório. Onde andam as medidas? Qual a lógica em investir nas grandes obras publicas? Quais os bolsos que se vão encher? Por que não diminuir o salário desses senhores e dar as famílias mais carenciadas? Por que não talões de desconto em supermercados?» Vale a pena mergulhar nos fora e nas redes sociais. Há que parar de gritar para o televisor e insultá-lo. Faça-se ouvir! Façamo-nos levar em conta. Não é tempo de nos deixarmos enganar pela esmagadora propaganda excelentíssima do PM.

FREITAS E O FRETE, SPRAY OF SHIT


O Ministério da Propaganda tem recursos e estratagemas espantosos. Dentre as figuras falsamente venerandas de uma democracia da treta, membro destacado do velho clube filantrópico Acima de Tudo a Minha Pochete, Freitas do Amaral, a par de Mário Soares, leva a palma.Trinta e quatro anos depois, dali não podemos esperar nada de bom, a não ser servilismo, frete ao chefe, bajulatoriedade ajustando as suas competências maleáveis de jurista aos interesses a que obedece e nada mais. Foi um expectáculo deprimente e despoletador de raiva que este ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de José Sócrates tenha dito ontem à noite, na SIC Notícias, que não houve, porque o disse, ilegalidades administrativas no licenciamento do Freeport de Alcochete. Isto é, Freitas, enfrentando o Mundo, emite a sua opinião, spray de caca, contra a Opinião Fundamentada de um jornalismo com dois palmos de testa. Mas por que nos testam a paciência estes Bonzos, pá?! Por que persistem em aparecer papais estes Budas Sentados que falharam o País, pá?! E como querem caucionar debaixo das nossas barbas situações nublosas, aparentando Elefantes Marinhos a atravessar com as suas barrigas um tapete de carne, quando querem chegar ao mar ou à fêmea. É horrível ter de lhes suportar o grande desprezo pelo cidadão comum e a sua inteligência. Foi quando Freitas falou numa campanha de “raiva” contra o PM que se chegou ao clímax e ao ponto: as autoridades judiciais inglesas estão neste momento a promover uma campanha de raiva contra o PM, o homem imaculado da licenciatura amparo, dos trambolhos da Covilhã, do caos nas escolas?! Claro. Disse Freitas, desenvolvendo o seu frete servil que “Do ponto de vista do direito administrativo, não encontro nada que possa ser considerado ilegal, a menos que a partir de amanhã surjam dados novos que não conheço”, e acrescentou também que, em relação ao âmbito criminal, não existem provas. Pois, mas bastam os indícios e as trapalhadas reveladas para que o cargo de PM esteja ferido nos pressupostos da sua lisura e isto o Freitas, venal como é, nem sequer aflorou. Há coisas no antigo líder do CDS-PP que o definem: a raiva contra Cavaco será eterna; o desprezo pela inteligência do cidadão um traço; o sentido si mesmo como parte de uma certa aristocracia pseudo-democrática intocável em Portugal, outro traço. Mas é preciso que Freitas do Amaral compreenda que não conta para o planeta realidade portuguesa e que aquilo a que ele chama coragem em José Sócrates foi covardia soez contra a parte mais fraca da sociedade portuguesa, confrontando e dividindo classes profissionais, congelando-lhes progressões e assediando o bolso de todos, explorando fiscalmente cidadãos empobrecidos com leis retroactivas injustas e obscenas, [com a grande excepção do grande abrir de pernas aos Camionistas, quando foi preciso]. E para quê?! Para estourar-nos de dívidas com novas Pirâmides Tumulares?! Para que a despesa pública tenha explodido em 32% em dois ou três anos nesta legislatura?! Outro tipo de coragem urgia: a coragem de moderação salarial de gestores públicos. A coragem de decência nas mordomias de Estado, nas compras de carros e nos gastos supérfluos ao serviço do Estado. Está tudo errado. Sócrates e Freitas, seu servo, escolheram a parte fraca e foi com ela que foderam, mal se viram no poder. E para nada. Não é com mais um homem do sistema, mais um beneficiário do simulacro de democracia em vigor, um servo obediente e agradecido, como Freitas, que o Portugal limpo da trampa pode contar. Pode estranhar hipocritamente que um projecto que passou pelas mãos de diversos partidos esteja agora a ser usado contra o PM pela justiça inglesa: Freitas já não conta e a sua palavra vale o que vale: um real spray of shit.

terça-feira, janeiro 27, 2009

MENEZES, O MEU DEFUNTO POLÍTICO


Hoje, o Dr. Luís Filipe Menezes morreu para mim politicamente. Pensei que ziguezagues era uma matéria mais da especialidade do Dr. Marcelo. Mas não. O Dr. Menezez é muito dado a coisas insólitas, a maluqueiras opinativas, a grandes rancores aselhas e a grandes tomadas de posição que começam a meter nojo. Para ele, que os clientes do PS e do PSD mamem à fartazana é perfeitamente normal e até era desejável que o bolo fosse dividido irmãmente, conforme vimos nos seus prognósticos relativos ao caso da nova administração do BCP. Assim como, por ser amigo do Sr. Armando Vara, também não vê mal nenhum no prémio de produtividade de que foi alvo, a título excepcional, quando saltou do tacho sistémico na CGD para o tacho sistémico no BCP, rebentando com a escala retributiva, um mês depois de ter saído da primeira instituição. Depois, ficamos a saber que o Dr. Menezes, na sua omnisciência infalível, sabe, porque sabe e ele é que sabe, que o PM é irrepreensível eticamente e está inocente nesta questão do licenciamento esquisito do Freeport de Alcochete. Irrepreensível como?! Como Valentim Loureiro?! Como Fátima Felgueiras?! Como Oliveira e Costa?! Como os arguídos da Casa Pia?! A credibilidade e a seriedade são coisas que se esfumam com tomadas de posição e escolhas que nós percebemos que são inconsistentes e forçadas e que nos ofendem o desejo acima de tudo de uma Justiça que funcione e não esteja na mão controleira que é esse soutien maçónico da plenitude da nossa Democracia, célebre a sentenciar o pequeno delito e nunca condenando quem deve condenar, a não ser o bode expiatório perfeito, Vale e Azevedo. As posições políticas do Dr. Menezes de âmbito nacional doravante para mim enfermarão de aselhice crónica, não passarão de um modo velho, gasto, ronceiro e sorna de fazer política. Está na hora de Verdade, Honestidade e Justiça. Está na hora de suscitar toda a transparência que é possível, de revelar toda a verdade aos portugueses. Nós podemos aguentar com a verdade toda. Venha ela. Podemos encaixar o benefício próprio e a protecção recíproca que a lógica do Poder pelo Poder socialista envolve. Mas queremos mudar todos esses fundamentos putrefactos da nossa Democracia. Agora, pactuar com a Máfia Socialista [claro que também há socialistas de boa fé, mas, de tão calados, não se notam e certamente são silenciados pela disciplina acefalizante que vemos tão zelosa no Parlamento do Dr. ASS...] e com o incomensurável poder que tem de bloquear e opacizar Portugal, isso é moralmente reprovável. Portanto, Dr. Menezes, esteja calado e cale-se. Também, se falar, não será mais escutado ou levado em conta, o que vai dar no mesmo. E para grossa desilusão, voltei a escrever de mais.

MAIS UM HOMEM DO SISTEMA


Júdice, o ex-bastonário e ex-gestor? ex-patrão? ex-presidente da Nova Alcântara, não é flor que se cheire. Raciocina bem, mas abastardiza a razão e os argumentos ao serviço dos poderes que lhe interessam ou do que é simplesmente do seu interesse. Assim foi, não sei se vai sendo, nas longas e abundantes linhas bajulatórias dedicadas subliminarmente ao Querido Líder e que esta legislatura testemunhou em tantos artigos de opinião invertebrados no seu escopo pragmático. Uma argumentação aparentemente razoável pode cumprir um reles serviço propagandístico e sustentar linhas de actuação reles e chavistas de um Líder Iluminado: eis Júdice, no seu papel de opinador ao longo de toda esta legislatura. Quando imprecou Marinho Pinto candidato e depois eleito bastonário da Ordem dos Advogados, defendi o segundo, desconfiado do primeiro. Hoje, porém, vê-se bem que são farinha do mesmo saco de gatos. Quanto ao actual bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, o desapontamento só pode ser grande. Cultiva uma certa fanfarronice que leva a nada, além do facto de ser dado ao respeitinho e a vexar sem necessidade pessoas livres no uso livre da palavra, como foi o caso de um célebre Prós&Contras, onde corrigiu grosseiramente um divertido usufrutuário da palavra. Tem sido bombástico no uso de pólovra seca denunciatória e recorre a hipérboles que me ficam bem a mim, mas são-lhe completamente impróprias a ele: falou ontem em “terrorismo de Estado” devido à realização de buscas com “mandados em branco”, numa entrevista concedida à rádio TSF, denunciando que o Ministério Público e a polícia vão a “escritórios de advogados” sem que haja suspeitas sobre eles, “unicamente para recolher elementos que possam interessar a algumas investigações”, o que constitui uma “prática própria de estados terroristas”, disse o bastonário dos advogados, citado no “site” da TSF. Curioso, práticas próprias de um Estado Terrorista?! Um Estado Terrorista não é aquele que faz uma justiça de linchamentos e tem juízes-fantoche ao serviço de tudo o que se quiser, menos da Justiça?! Não será aquele onde os casos se arrastam e se arquivam por sistema ou quando é tudo delicado de mais para os interesses do sistema?! O lado mais notório de Marinho Pinto não tem sido precisamente o do sistema ao basicamente corroborar, com os seus generalismos injustos, para a deterioração tantas vezes de uma certa imagem geral já fragilizada dos juízes e de outros agentes no terreno?! Enfim, o desgaste típico do menino e do lobo, das grandes bocas inconsequentes está aí a fazer os seus efeitos. Relata o Público que o bastonário, naquela entrevista, considerou inaceitáveis as buscas a escritórios de advogados, como a que ocorreu no escritório de Vasco Vieira de Almeida, um dos maiores do país, a propósito do caso Freeport bem como da necessidade de “se salvaguardar os princípios basilares do Estado de Direito” e acusou o Ministério Público e as polícias de alimentarem um clima de promiscuidade com a Comunicação Social. Na sua opinião, há “uma promiscuidade entre os maus investigadores e o mau jornalismo em Portugal”, sem qualquer preocupação de que “a manutenção deste estado de coisas crie um nevoeiro de suspeita terrível sobre a dignidade e inocência das pessoas”. Eis Marinho Pinto no seu melhor, bombástico e aparentemente desassombrado, embora muitos lhe assaquem somente irresponsabilidade e precipitação, gosto de pressionar e desassossegar mediaticamente os que cumprem com o seu trabalho. Só ele mesmo para ditar os critérios de mau e de bom e, como se vê, para falar, hiperbolizando, em Estado de Direito nesta questão fedorenta Freeport, lançando pedras na engrenagem, questionando metodologias e estratégias, tratando-se de uma busca da verdade que em Portugal é, vezes de mais, miragem e enguia esguia que o dinheiro sabe comprar, silenciar e anular. Há, sim, um terrorismo da inconsequência e da atoarda em Portugal e, sem dúvida, há também homens que estão ao serviço do sistema, da lógica nevoeirenta e promíscua que impera no País e esses, por mais que vociferem o contrário, suspeitamos que se estejam a cagar para a Justiça, um pouco dentro da lógica de Ferro Rodrigues que terá dito numa chamada telefónica uma das mais célebres frases da política e da justiça portuguesas contemporâneas: «Estou-me cagando para o segredo de justiça».

MEU COLO TEU NINHO


Muitas vezes, durante o dia, durante a noite, pela madrugada,
dou por dois olhinhos perscrutadores, pupilas espertas,
postos em mim, enquanto digito com uma das mãos banalidades brilhantes
e seriíssimas. É a minha bebé, escondida no amplexo perfeito de estes braços,
no meu calor que a acalenta: palra já e fita-me como se me estudasse a atenta desatenção.
Interrompo-me então pelo silêncio sereno da sua bebécidade
em esgares gorgolejantes de um sorriso luminoso e sem dentes.
ljj
Quando uma luz mais generosa nela incide, brilham melhor esses grandes piscas.
Pupilinha dilatante, pupilinha contraente, pálpebra aberta, pálpebra fechada,
há em tais olhos uma cor verde que aflora,
talvez alga, talvez couve, e uma paz segura que me atinge,
baque em assombro com que me digo:
«Podia eu morrer já que me era doce por te ter visto!».
Peço então que me dure este tempo, meu milagre absoluto e contemplado.
Peço que este meu colo, quão bem a aquenta!, lhe não falte.
Quaisquer glórias são imundas em face de ela, quase três meses.
Quaisquer liberdades de Pássara e arroubos de Letras são inefável imbecilidade.
lkj
E, no entanto, estes dois corações colados num embalar sagrado,
sublime ventura, já não figuram nas ementas modernas da arte de gozar.
Parece um luxo supérfluo ou um empecilho que vos seja pura epifania
um par de olhinhos como estes à espera de quem apaixonadamente
lhes queira, entrega telúrica e intensa
de corações-fornalha.

PRÉMIO DARDOS



O blogue amigo porquemedizem atribuiu-me o prémio Dardos pelo que me sinto humildemente grato. «Com o Prémio Dardos se reconhece o valor que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras, entre as suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à web.» Quem recebe o Prémio Dardos e o aceita deve: escolher quinze outros blogs a quem entregar o Prémio Dardos; Linkar o blog pelo qual recebeu. Exibir a distinta imagem. Aqui ficam os meus premiados, sem me responsabilizar pelos que me esqueci e nos quais, obviamente, não consta nenhum dos quais participo ou o que me nomeou. Assim, e de modo aleatório:
1. Pleitos, Apostilas e Comentários
2. Portugal dos Pequeninos
3. Pau Para Toda a Obra
4. Da Literatura
5. Em 2711
6. A Natureza do Mal
7. Estado Sentido
8. Risco Contínuo
9. Em Livro
10. No Sentido...
11. O Afilhado
12. 5 Dias
13. Despertar da Mente
14. Jacarandá
15. Notas Soltas, Ideias Tontas


Faço votos de longa vida a todos eles, desejo-lhes as maiores felicidades e, fazendo minhas as palavras do blogger que me precede, também agradeço o facto de existirem.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

TWITTER, UMA ARMA ELEITORAL



Muitos amigos e co-bloggers se interrogam ainda sobre o que é o Twitter à medida que mais e mais aderentes a ele se referem e nele se filiam. Certo é que o trabalho e a dedicação de um blogger passam claramente por esse famoso sistema de microblogging, que tem já três anos, e que coloca virtualmente em contacto e em relação qualquer ser humano no planeta, notável ou comum, com um mínimo de literacia comunicacional. Por exemplo, só agora os políticos portugueses deram por ele, talvez depois de repararem no facto de o próprio Obama e o candidato McCain terem cada qual o seu, sendo o primeiro seguidor de cento e sessenta e oito mil cidadãos norte-americanos e do mundo e é seguido por cento e quarenta e quatro mil cidadãos norte-americanos e do mundo. Refere o Público que no início de Janeiro sete deputados e a Presidência da República iniciaram-se nesta rede social e que as primeiras mensagens - "Teste"; "Primeiro Post"; "I've just joinned Twitter" - serviram de aquecimento, mas por pouco tempo, pois os debutantes rapidamente se ajustaram ao ritmo e começaram a usar o espaço, adaptando-o aos seus interesses: "Presidente oferece almoço em honra de Embaixadores Ibero-Americanos" anunciava já o Twitter da Presidência da República na sua segunda mensagem e Jorge Seguro Sanches, do PS, já disparava "Manuela Ferreira Leite desafiou Sócrates para um debate. O PSD terá finalmente propostas?". Estava feita a introdução à Twittosfera pelos primeiros agentes políticos portugueses. Certamente, à medida que o fenómeno for crescendo e se implementando, todas as questões mais prementes de cidadania deixarão este suporte ao rubro, num funcionamento imparável, pois ainda é residual e olhado com alguma reserva. O certo é que na grande arena do mundo apresentar conteúdos e manifestar claramente propostas e sinais de vida é determinante. Talvez o Twitter represente aquele instrumento de contacto mínimo e essencial entre pessoas que fará pela transparência sucinta do pensamento, pelo imediatismo informativo e pela constitutiva necessidade fisiológica do ser humano pelo Alto ou Baixo Rumor, pelo Mexerico de Qualidade ou sem ela - o que outros suportes não podem prover. Eu já estou, vivo e bem aberto ao Mundo. Nada mais fácil que aderir e tirar o devido partido, começando desde logo a microblogar.

ESTADO DE ESTUPOR


1. Evidentemente que a manipulação mediática em decurso não permite que se faça agora mesmo a devida justiça à foma como se traduz o trabalho de este galheteiro do ME para as estatísticas assim como o de todo o Governo. A Propaganda pode muito e gera muito zelo. Pode mesmo branquear o uso de violência e de abuso sobre as pessoas, mesmo dourar a negritude de ter a razão exclusivamente, mesmo rasurar as vítimas que o impô-la, à razão exclusiva, semeou, mesmo o urdir de quantas tropelias há para que seja imposta. Há quem chame à reacção contra isto, espernear. E tudo isto parecerá valer a pena só a cretinos. Do mesmo modo 'resistir' da ME, resistir porque os dez mil euros de vencimento fazem falta para pagar o crédito imobiliário e a razão bem pode ficar perdida, a credibilidade e a confiança bem ficar perdidas. O lugar ministerial permanecerá intacto. Para conservar uma coisa tão prosaica como dez mil euros, qualquer um resiste, não é demitido como deveria e faz por não desistir, contra tudo e contra todos, qualquer um de esta estirpe nova de políticos-lapa com ventosas e sem semancol, faz por enfrentar as dificuldades que basicamente são a voz do bom senso e o grito sentido de aviltamento e de indignação cilindrados em mais de cem mil na rua e nas escolas. Assim é fácil. Ignorar o clamor das pessoas, é fácil. Passar por cima de ele, tem de pasmar-nos na facilidade evidenciada. A democracia assim subvertida enche-nos de um estupor inesperado. Ante a falência da Justiça e do valor da participação cívica das pessoas e dos grupos só nos resta o estupor que vem imediatamente antes da rebelião provavelmente raivosa. O caminho para o sucesso não é esta mentira e esta violência que a odiosa Maria de Lurdes Rodrigues simboliza e pratica cada vez mais ocultamente, gasta e queimada que está. Se interessa ao Governo denegrir o prestígio da Standard and Poor's para manter viva a deriva despesista e endividatória, cabe-nos igual legitimidade ara desconsiderar o relatório da OCDE sobre política educativa para o primeiro ciclo (2005-2008) em Portugal: há relatórios que são favoráveis com a oferta de um bom SPA, umas atenções e simpatias, sobretudo quando governamentalmente se atravessa o deserto a caminho do Inferno. Os rasgados elogios que se possam fazer à ministra da Educação, vindos da boca de onde vêm, a do primeiro-ministro, valem o que valem dentre a já vasta enciclopédia do verbo de encher, da deflacção completa da palavra, da demagogia pespegada com que quer agora dourar as "dificuldades" de Maria de Lurdes. Resolvidas como?! Resolvidas a torturar de burocracia insana as escolas e a ignorar a experiência no terreno. É preciso não ter vergonha para vir agora resgatar as incompreensões sofridas por Maria de Lurdes. Resolvidas como?! Resolvidas com o esmagamento da discordância e com indiferença perante todas as demais vozes. Na verdade, as políticas unilaterais e sem futuro de Sócrates, pelas quais Maria de Lurdes Rodrigues deu a pior cara que podia, têm enfrentado e vão continuar a enfrentar uma oposição cabal e espiritual dos professores e de quantos para tanto tenham suficiente isenção e sensibilidade. Não pode ter perdão a impenitente guerra desencadeada pelo ME, o imponderável de conflitualidade, de caos, semeados pelo ME, o clima de desnorte lançado pelo assédio legislativo inundatório do ME. Se o objectivo era destruir os fundamentos espirituais da Escola Portuguesa e reduzir a escombros a dignidade docente, missão cumprida. 'Valeu a pena'.
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2. Por experiência, sei que a generalidade das pessoas seguirá indiferente ao facto de mais de 963 milhões de pessoas continuarem a ter fome ou a passar graves carências alimentares, o que representa uma “grave crise alimentar” que tende a agravar-se e para a qual é necessário um esforço global. Há um princípio de alheamento dos problemas a não ser que eles nos perfurem a paz directamente. Um longínquo desemprego e uma longínqua fome serão sempre dos outros até se tornarem dos mais próximos ou até transformarem espíritos saudáveis em eternos inseguros, desconfiados, indispostos à reedição da amargura da precaridade. Foi e vai sendo assim que o tal paradigma Madoff e BPN destrói e anula, longe de a promover, a dignidade inalienável das pessoas. Bebedeira da desonestidade sôfrega, esse paradigma fez com que, por exemplo, o Estado Português sossegasse o Buraco no BPN, agora desaparecido milagrosamente das notícias, caucionando com toda a certeza oa actos e os ganhos de esses ladrões ocultos que medraram no seu seio. Sim, a fome, o desemprego, a miséria. Sim, a mais completa e fria indiferença também. Sim, claramente a iniquidade grassando e medrando sob o pulso abafador de um enorme e eucalíptico berluscão.
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3. Há alguns meses, quem ouvisse uma reportagem na TSF sobre a vida dos e nas Polícias, depoletada pelos sucessivos suicídios até então ocorridos entre jovens agentes de ambos os sexos ficaria inteirado acerca do que a legislatura pratica. Quase sempre os suicídios eram devidos a dificuldades económicas deprimentes no exercício da profissão levando a situações familiares igualmente deprimentes e, por isso mesmo, viam-se aqueles jovens de repente atirados para uma irredutível depressão de onde se resvala imediatamente para o desejo de morrer. O desejo de morrer medra bem na solidão mórbida, no desenraizamento e na confiança traída entre pares, amplificadas pela angústia de ganhar mal de mais em face de incontáveis agruras. Ora, estes problemas e angústias são abafados pela Propaganda, pelo Estado de Propaganda. Mas conviria que todos os cidadãos ficassem inteirados sobre a estratégia seguida por esta legislatura no modo como encara as pessoas e o seu bem estar no exercício da profissão. Que confiança poderemos ter nos prestadores de serviços importantíssimos para o Estado se a angústia por razões económicas reveste a sua acção?! A estratégia seguida é um nado morto. A nada levará empobrecer e roubar dingnidade, direitos e regalias, banalizando-os, aos funcionários púbicos. A história honesta das chamadas Reformas está por fazer porque mais parece uma redestribuição, tirando a quem ganha e tem pouco para premiar e acrescentar mais quem já ganha pornograficamente para um país como o nosso. Cada qual a seu tempo, professores, polícias, enfermeiros e médicos, foram comprimidos e espremidos nos seus direitos e regalias, mas o Estado não ganhou nada com isso, a despesa pública explodiu literalmente com a socratura e a dívida pública estrebuchou e esperneou em mais 32%. Algo está muito mal explicado. Não é difícil demonstrar que enquanto esta legislatura assim processida com a base, no topo o que se passava era a rebaldaria do costume que faz de Portugal um país atrasado e o seu desempenho económico um riso triste: se alojadas no seu cerne temos funções e funcionários a fazerem-se pagar indecorosos honorários e obscenas comissões, em vão desmoralizará o Governo os seus polícias, os seus professores, enfermeiros e médicos. Como diz um amigo e muito bem, é bom e obrigatório que haja sectores que não sejam lucrativos: a Saúde não pode ser lucrativa. A Educação não pode ser lucrativa. A perversão está toda aqui. Ser político e vampirizar o Estado por dentro com essas Directorias Gerais que engordam indevidamente a clientela política do PS/PSD condena Portugal, desmoraliza-nos a todos e descredibiliza esta fachada grotesca de democracia. Em vão tentarão atirar as pessoas para outros bodes expiatórios. Por isto mesmo, é muito natural que a Comissão Coordenadora Permanente das Forças de Segurança (CCPFS) tenha estabelecido o dia 15 de Fevereiro como data limite para que o Governo faça chegar a cada uma das cinco forças policiais os estatutos que regulamentam as respectivas actividades. A decisão será anunciada amanhã, durante uma reunião a realizar em Lisboa, com a ameaça de que, caso a data limite não seja cumprida, as forças de segurança irão marcar nova assembleia e, no cenário de a votação assim o determinar, poderão convocar acções de protesto conjuntas, entre as quais se incluem manifestações. Algo de muito adiantadamente putrefacto medra nas estruturas do Estado. Quando formos a ver, nem com cadáver removido de cena nos livraremos do fedor.

1956: IKE AND NIXON, THE FUCKHEAD


Ninguém poder compreender o insuportável de me tolherem
ir mais além e por mais tempo, agora que resigno, 9 de Agosto, 1974.
Sairia vencedor, tenho a certeza, mas tinha medo e a insónia da perda, agi.
Sempre alberguei dentro um pegajoso desprezível, rastejante e sorna, vómito-vietname.
Mais um mandato. Interrompido, maldição!
A inscrição do meu nome-lesma na história de este portentoso povo,
grande desbravador na ciência e na tecnologia, nas armas e na medicina,
refúgio dos melhores cérebros dessa Europa tacanha
nos seus despotismos idealistas experimentais de utopias uniformes aplicadas à bala.
O Poder. O Poder, ainda que em doses regradas e parcimoniosas,
corrói, corrompe, instila-nos um desejo de permanecer e fazer-nos prevalecer
que de saciável nada tem. Ver com que determinação
recusarei obstinado o meu procedimento desonesto mais tarde.
Até que os factos do meu terror em perder se materializem,
recusarei ter trangredido, terei mentido, terei transpirado como um cavalo no circuito
e terei confrontado e lutado corpo a corpo com o meu detractor e a sua verdade livre,
o seu ardor pela fama, pela glória e pela minha capitulação.
Derrotado, resignarei. Não podia ter arriscado a derrota
e saio derrotado, com todos os meus demónios, resignando,
ao menos com a nobreza reles de não admitir abertamente that I've fucked it all.
ljj
Entretanto, 1956, pura e simplesmente it's not my time, yet. Posso rir.
Cabrões inauditos haverá no futuro, porém, pelo mundo inteiro,
de uma estirpe incapaz de resignar quando mais deveriam
e incapaz de imitar o meu «ao menos com a nobreza reles
de não admitir abertamente that I've fucked it all, me, the fuckhead»!
Narizes de Batata e Cabeças de Foda nunca se enxergam
de pescoço bem esticado à tona do seu esterco abusivo
boiando em remoinhos ao encontro do próprio nariz grotesco
e da própria boca falsária, entrando pelos ouvidos selectivos
e, ainda assim, sorrindo.

domingo, janeiro 25, 2009

SOUTIEN: UM PENSAMENTO DOMINICAL


A estupidez e a anomia gerais parecem concorrer favoravelmente aos desígnios perpetuístas do actual berlusconi do Regime. O Regime, por sua vez, cheira terrivelmente mal, graças a ele-berlusconi-chávez cá do sítio e graças também ao que ele sabe de estas notícias, que têm tendência a morrer, como morreram por esgotamento de agenda e de obstaculização tentacular, a podridão da licenciatura de aviário e as habilidades projectistas da Covilhã. Mais a mais, com a imprensa servil e podre que tutela, tudo é possível acobertar e atenuar. Portugal tornou-se coutada de uma praga de lebres que aprenderam a devastar o interesse público com jogadas de benefício próprio semelhantes às do insaciável Mário Soares, o mestre em tirar vantagens absolutas da 'democracia', por alguma razão, entre todas as que quiser aduzir, amigo do auto-exilado e corrupto Craxi, em Tunes. O PS e a Maçonaria, ambos eventualmente tão nobres, altruístas e filantrópicos algures num passado bem longínquo e mítico, são hoje nada mais que a Máfia mais Obscena e Podre, no cerne do Estado Português, a lesá-lo por todas as formas combinadas, a obstruir a Justiça bloqueando-a infamemente, a servir de soutien de interesses instalados na Banca, a controlar a verdade e os factos brutos da economia e a correlação de forças nos media. Ao ponto de as pessoas darem por si a pensar o que eles querem que elas pensem. Lembrem-se do Zelo Admirável do ASS [Augusto Santos Silva] por que o seu rebanho dócil de deputados pense igual, sendo naturalmente Alberto Martins somente o Serra da Estrela auxiliar. Era preciso remover este Podre, limpar esta Merda que dana Portugal. Sorrindo, sorrindo muito em explicações pategas, o PM sabe, foi-lhe ensinado, como é que estas coisas sérias se esbatem e morrem em matéria de mediatismo. Por isso respira fundo e sorri meio aliviado de as gentes o tomarem por garantido, de as gentes no seu primarismo não pensarem em mais nada e o preferirem assim, podre, cheio de suspeitas impendendo sobre si, que a outro qualquer sério e probo. Esta insídia e este veneno de preferir uma certa esperteza sem escrúpulos de estar na Política têm sido inoculados na opinião pública, convidando-a a ser uma verdadeira merda mole, sem músculo, reacção ou iniciativa de repúdio do que lhe pareça ser ou afinal seja provadamente intolerável. Se houve uma fraude pegada após o 25 de Abril de 1974 foi chamarem Democracia a esta coisa assim deprimente, onde a corrupção campeia e o corrupto, o aventureiro-mor sai ou pretende sair impune e não se enxerga com o seu sorriso metrossexual e as suas ilusões de Poder a qualquer preço. Por exemplo, o primeiro juiz de instrução do caso Freeport também estranhou a “celeridade invulgar” e “um andamento inusitado” no processo, segundo o que escreveu num despacho de Fevereiro de 2005: “O processo que conduziu à construção e funcionamento do complexo industrial apresenta várias irregularidades e um andamento inusitado”, escreve o magistrado do Tribunal do Montijo no despacho datado de Fevereiro de 2005 e salientou que, quando o projecto obteve o parecer pretendido, o desenvolvimento do processo “conheceu uma celeridade invulgar, decorrendo em 20 dias e não nos 100 dias usuais”. Apesar de não ter licença de utilização, o Freeport foi inaugurado em Setembro de 2004. Bem, qual é a novidade?! Isto é Portugal. Estes políticos que se têm de explicar com licenciaturas forjadas, casas feia e indevidamente projectadas ou como tal assinadas sem habilitações devidas, processos obscuros de licenciamento, esses sugam e dão a sugar Portugal aos seus amigos Vara, corrompem-no, mentem-lhe, abusam da sua confiança, são grunhos, incompetentes, desabridos mentirosos, opressores dos fracos, porém, parece ser lei que é melhor suportar estes, com tais pútridos processos, que quaisquer outros sem tais métodos de ascender na cadeia. É grave quando o pudor se perde nas altas responsabilidades de serviço público. Muito mais grave ainda é um Povo decadente de encolhidos e de covardes, preferindo comer trampa a fazer-se liderar e servir por quem realmente o respeite e ame o seu bem acima de quaisquer interesses pessoais e ganhos próprios. D. Duarte Pio e Jerónimo de Sousa, assim como tantos outros portugueses com vocação de liderança podem ter defeitos, dúvidas, fraquezas e fragilidades, podem humanamente ser fáceis de satirizar, mas com toda a certeza têm bem mais amor a Portugal e aos portugueses que esta corja de devoristas PS-Maçónicos que o bem cevado Dr. Mário Soares, democrata por fora e vulperino freelancer por dentro explorando o Estado Português, ensinou e tutelou e a quem naturalmente deve apoiar as derivas oportunistas ou não fosse límpido para si que fora de Sócrates é o Abismo. Não era a primeira vez que nos venderia gato por lebre e falsário por honesto. Deveria auscultar-nos. Saberia que, para nós, Sócrates é, desde o primeiro momento histérico no Parlamento onde histeriza por sistema, forma hábil de fugir, o Abismo em Figura de Gente, o Pato Bravo da Política, o Político Profissional que das pessoas e da vida sabe Nada.

sábado, janeiro 24, 2009

PAÍS DOS QUATRO FFFF


Apesar do influxo de esperança trazido por Obama, esta semana foi ominosa para o mundo e em especial para Portugal pela simples razão de estar a fazer razia o problema do desemprego, e, por essa Europa, de rebeliões populares espontâneas deflagrarem em países ordeiros e briosos, como a Islândia, confrontados muitos cidadãos com dificuldades inesperadas e com factos consumados nas muito discutíveis opções económicas dos seus governos, rastilho do que promete vir por aí e alastrar. Em Portugal, as coisas do poder absoluto berlusconizado que se concentrou em Sócrates apodrecem a olhos vistos. Nem o controlo mediático que reunido nas suas mãos poderá agora livrá-lo quer do estigma, quer das mais legítimas dúvidas levantadas pela Bruma Freeport. Claro que este espécimen, como já vimos nos podres da licenciatura e nos projectos abéculas de moradias horrendas na Guarda ou Castelo Branco, nunca se manca e faz sempre o seu número circense que consiste em seguir em frente, contra tudo e contra todos, vitimizando-se de uma suposta cabala político partidária, ele cujos neurónios funcionam precisamente segundo esses vícios conspirativos de aparelhismo partidário, que passam por promover A, queimar T, silenciar Y, sublimar P. Vimo-lo ou não a jogar esse jogo reles com o PR a propósito do Estatuto Político-Administrativo dos Açores?! Cabe-lhe defender-se obviamente. Mas, dada a gravidade da situação económica, da óbvia incapacidade de o Governo salvar as Qimondas que se propõe salvar, dos limites impostos ao crédito e ao endividamento no exterior com a revisão do rating pela Standard & Poor's, tal é feito à custa de Portugal e apesar dos portugueses. O espírito democrático e o sentido de pudor ali sairam mirrados e a grandeza moral não é moda nem faz escola nas lideranças modernas: o líder trucida o adversário, fode com os grupos profissionais, rompe com as lealdades institucionais, mói a legalidade constitucional, consome de fisco uma economia rastejante, oprime e desconsidera os pobres e fracos, sobrevive pelo espectáculo, esmaga a concorrência, impõe trambolhos legislativos. Talvez mesmo só a justiça inglesa nos valha, um país entregue aos bichos, ao controleirismo hegemónico de um partido, o PS-Maçónico, um Estado dentro do Estado, um país atolado, carcomido e atrasado, abafado de demagogia, entregue aos delírios de uma forma chavista de estar. Pais agora dos quatro ffffs. O quarto é de Filhos, Freeport. Filhos da Puta.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

NO PARAÍSO DAS ASNEIRAS


Admito perfeitamente, com o primeiro-ministro José Sócrates, que a oposição usa de “oportunismo” na questão da pseudo-avaliação dos professores que teimosamente o Governo mantém, trambolho legislativo que é mais um filtro vesgo de empatar vidas e uma máquina trucidatória de onde saem as salsichas de coisa nenhuma. É pacífico que todos os esforços são de menos para abolir uma máquina de criar desânimo e desistência em massa de uma carreira que não conduz ninguém a lado nenhum a não ser a um garantido encravanço. Mas há que entender que toda a questão da ADD engendrada por este ME e por este Governo é que é de um oportunismo, de uma malícia e de uma demagogia incomensuráveis. E é somente por isto que não nenhuma autoridade deveria assistir ao PM para falar em oportunismo já que dele usa e abusa a propósito de quantas matérias seja. Ora, um trambolho como o actual ADD imposto pelo Governo, óbice de humanidade mínima nas escolas e de um sentido ou escopo que se reconheçam válidos e úteis, carece de ser corrigido com urgência. Depois, só numa Coreia do Norte poderia ser criticável, conforme critica o PM, que alguns deputados socialistas tenham votado, segundo o seu espírito e consciência, a favor da proposta do CDS-PP: "Vejo muita gente do PS a achar que não devemos fazer alianças com o CDS, mas vi agora alguns elementos do PS a votar com o CDS, e não gostei", terá dito hoje o Querido Líder, à margem da apresenção do futuro complexo hidroeléctrico do Alto Tâmega, em Chaves. E prossegue demagogizando muito nas suas críticas aos partidos da oposição, esquecido de que se não são as medidas pensadas pelas oposições para o OE 2009, em final de Novembro último, e rejeitadas pelo PS, o recente rectificativo e os que se lhe seguirão estariam vazios de ideias próprias, já que a hora é de plágio governamental, de apropriação pelo governo de todas as boas ideias que lhe não pertencem, fazendo-as suas, e assim de não olhar a meios para sobreviver às próximas eleições. Por isso, o PM acrescenta, esquecido de que mais valia estar calado nesta questão consensual de que o ADD é um erro e uma falácia há muito moribunda: "Acho lamentável que no país a única instituição que quer a avaliação seja o Governo. Todos os partidos votam as moções uns dos outros apenas para impedir o processo de avaliação. Lamento ver tanto oportunismo de todos os partidos com o único objectivo de se oporem ao Governo". Sócrates ainda não se apercebeu que a sua ADD [Avaliação do Desempenho Docente] foi rejeitada amplamente, transversalmente entre docentes e espíritos informados, que não serve para avaliar. Prefere, porém, conservar-se obstinadamente no seu erro solitário e persistir nele, nesse «para Angola e em força» obtuso e recusa-se a ver o desastre e o atoleiro em que se meteu. Se houvesse bondade na sua ADD, certamente não se multiplicariam em catadupa as suspensões unilaterais nem tão-pouco o estado natural nas escolas seria o de guerra como é. Falhou. Há que admiti-lo em boa hora. Suspender esta pseudo-avaliação significaria um avanço e um ganho na área da educação maltratada e vergastada de estupidez por esta legislatura. E nada mais falso que dizer Sócrates que "o que o Governo quer é melhorar o sistema educativo”. Isso não se faz com a violência avulsa e com a rasura do bom senso e das mais elementares regras de acordo e de progresso multilateral. O Governo Sócrates nada mais fez que transformar as Escolas e os professores em membros excelentes de um novo Ghetto ao serviço dos seus propósitos pouco unilaterais, rígidos e nada transparentes.