A CML COMO SAÍDA AIROSA AO PM

Esta transcrição do Sol acabadinha de sair do forno de nulo e coisa nenhuma parlamentar, onde o PM grita e dispara os derradeiros cartuxos de bazófia, tem imensa piada. Teria ainda mais piada ver o ainda PM a disputar a CML com Santana Lopes, derradeiro tira-teimas, agora que se conhece muito bem a peça que, antes de ascender milagrosamente às actuais funções, não tinha dado provas a não ser na gabinetagem esconsa de um ministério ainda mais esconso e nada recomendável, como o do Ambiente: «O líder parlamentar do PSD observou que não se espanta «que o presidente da Câmara de Lisboa às vezes queira fazer de primeiro-ministro ou de ministro da Administração Interna», mas que ficou surpreso por ver Sócrates a «fazer de presidente da Câmara Municipal de Lisboa». O primeiro-ministro contestou a resposta de Rangel, contrapondo que se trata de debater «a coerência nacional, a fronteira no debate político entre hipocrisia e coerência», e acusou o PSD de ter «duas caras». Paulo Rangel voltou a recusar debater o tema, observando que «o senhor primeiro-ministro está com ideias de ainda ir concorrer à câmara de Lisboa» e que isso «é capaz de ser uma saída airosa». «Não se disfarça a hipocrisia e o facto de se ter duas posições com graçolas de baixo nível», respondeu José Sócrates.O líder parlamentar do PSD pediu então a palavra para defesa da honra e devolveu a acusação: «Duas caras tem um Governo que promete 150 mil empregos e acaba com a taxa de desemprego que está, duas caras tem um Governo que promete subir os empregos e aumentou a carga fiscal em cinco pontos nestes quatro anos, duas caras tem um Governo que promete crescimento económico de três por cento e que vai ter um crescimento negativo dos mesmos três por cento durante este ano». «Essas é que são as duas caras que o senhor primeiro-ministro não quer mostrar ao país. Não quer discutir o país porque o país não lhe agrada. Teve vergonha de comemorar os quatro anos de Governo. Eu compreendo-o bem. Se estivesse no seu lugar também tinha vergonha de comemorar quatro anos de Governo», rematou Rangel.»
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