UMA CADEIRA, MIL CONTRADIÇÕES

A irrelevância do assunto, em face de outras matérias de gravidade crassa, é enorme. A sabujice mais primária e pressurosa em enlamear a jornalista Dina, abundou também e manifestou-se incansável. As versões do Incidente da Cadeira essas multiplicam-se e contradizem-se ad infinitum, agora com o contributo/versão adicional da também blogger Margarida Conde, que implicita ter entrevistado duas pessoas-chave no imbróglio, mas cuja versão não pode ser mais caucionável e acima de qualquer suspeita só por isso: «faltava ouvir outras pessoas que também estiveram no dito acontecimento: o empregado e a dona do restaurante, D. Aida, que também assistiu à cena». A leitura dos acontecimentos nunca poderia ser linear nem as inferências isentas de erróneo, passando porventura a convicção antes de devidamente crivadas e contrastadas, mas o registo de esse poderzinho oprimente e vexatório, insultuoso e persecutório da jornalista Dina, nas palavras de muitos anónimos de retórica larga, cínica, curial e covarde, sintomatiza um Portugal inerme nas mãos gulosas dos agentes do regime.
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Em quem acreditar? Para mim entre a verdade e a lenda, publique-se a lenda!