ASNEIRAS SEM SAL DO BISPO TORGAL

D. Torgal gosta de holofotes e de ser especial, nem que seja para dizer aquelas banalidades perfeitamente superficiais que outros, quase todos, dizem de acordo com a cultura dominante da irrelevância. Se quer usar preservativos e aconselhá-los, que o faça por sua conta e risco, sendo que a mensagem da Igreja não é nem o proibitismo vesgo nem o facilitismo relativista promiscuo nem cauciona simplismos. Portanto, se D. Torgal, na sua vaidade fabulosa, diverge, que faça o papel de terapêuta sexual, aconselhe a posição missionário ou à canzana, que se multiplique acerca das considerações místicas do sexo oral e da beleza sanitária. Pensei que devia isentar-se de ser popularucho e banal, mas isso não está ao alcance de todos: «D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas considerou hoje que proibir o preservativo é consentir em muitas mortes e criticou a imprensa por não aproveitar bem o poder do Papa para denunciar a corrupção em África. Aproveitou ainda para criticar os conselheiros de Bento XVI que, nesta matéria, deviam ser mais cultos."Toda a gente sabe o que é que eu penso acerca disso", afirmou D. Januário Torgal Ferreira à Agência Lusa, quando questionado sobre a sua discordância em relação ao Papa Bento XVI, que em África reiterou ser contra a utilização do preservativo, nomeadamente na luta contra a Sida. »
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