SINECURAS EUROPEIAS HONORÁRIAS


Marcadas que estão as eleições europeias, começa o combate pelos lugares e pela tentativa de relevar umas eleições que, ao contrário do que muitos pensam, provavelmente servirão de expressivo pretexto para o único sinal disponível, em alguns anos, a um eleitorado desejoso de se expressar. O partido do Rato, aquele que tem mais a perder, e certamente perderá imenso, talvez opte por cultivar implicitamente a desmobilização, a irrelevância ou indiferença do voto ou não voto. Todos os outros, farão o que puderem para que estas eleições de sete de Junho constituam a derradeira sondagem à governação a levar em conta, capaz de colocar em respeito e humildade democráticas um partido infelizmente nos seus antípodas. A abstenção é perigosa, não é construtiva e na verdade enfraquece a legitimidade democrática dos escrutínios, quando somente pouco mais ou pouco menos da metade de um todo que se pronuncia. Poderá ser alta nas Europeias, mas deve ser combatida. E ainda mais combatida nos demais escrutínios onde o que estará em causa é todo um País mais pobre e mais frágil, uma cultura democrática combalida e um desanuviamento da conflitualidade civil esterilmente patrocinada pela inépcia mobilizadora do Sr. Sócrates, primeiro-ministro não de Portugal, mas do PS, para o PS e pelo PS: «O Presidente da República, Cavaco Silva, marcou para 7 de Junho as eleições para o Parlamento Europeu, depois de ter ouvido o Governo e os diferentes partidos com assento na Assembleia da República, de acordo com um comunicado publicado no site da presidência. As eleições europeias terão de realizar-se em todos os Estados-membros da União Europeia entre 4 e 7 de Junho e a data escolhida por Cavaco era consensual tratando-se, assim, de uma confirmação formal.»

Comments

Perdão pela crueza, mas eles que se desenrasquem, para não dizer outra coisa...

Popular Posts