EDP, AS PLÁSTICAS DO MONOPÓLIO

A palavra lucro parece eufórica, mas pode ser somente um, entre muitos outros, passes de autopromoção. Para quem estiver interessado em ler aprofundadamente, cuidado com a maquilhagem dos lucros, às vezes uma plástica inteira, conforme demonstra a minudênica de monta pela qual justificadissimamente se demite Vítor Franco: «Um membro da comissão de auditoria da EDP - Energias de Portugal apresentou a demissão por discordar de alguns critérios utilizados nas contas da empresa de 2008. A autoridade de regulação dos mercados está já a olhar à lupa para o diferendo que se instalou no grupo de energia participado pelo Estado, e um dos pesos-pesados da Bolsa de Valores de Lisboa. No cerne estão opções contabilísticas que colocam um causa 405 milhões dos 1091,9 milhões de euros de lucros apresentados pela empresa. A demissão de Vítor Franco do conselho geral e de supervisão (CGS) da EDP e da comissão de auditoria interna, onde exercia funções desde 2006 como membro independente, foi apresentada na sexta-feira.»
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