domingo, fevereiro 05, 2012

JUDITE E O SOCRATISMO-CHANTAGISMO

Nicolae Ceausescu, torneiras de ouro no seu palácio,
fome e miséria para o Povo.
O socratismo foi uma coisa chantagista à força toda. A chantagem mais chocante foi aquela exercida na véspera do referendo abortadeiro. Depois foi-se exercendo por telemóvel, apertando com directores de jornais em maratonas de coacção absolutamente lendárias; depois foi posta no terreno sobre banqueiros para a compra suicidária e infrene de dívida pública. Se houve ou não muitas pessoas que não tenham percebido por que é que a Judite andava a entrevistar banqueiros todos os dias, eu percebi muito bem. Estávamos nas vascas da intervenção externa. Era o socratismo a defender não Portugal [que Sócrates soundbyteava defender], atirado para a valeta, soterrado de dívidas socialistas e PPP socialistas e amiguismos socialistas e despesismo socialista e luxar socialista tipo Ceausescu, mas a defender heroicamente os tachos e vencimentos dos seus no Aparelho de Estado e nas posições gordurosas que a porca política criou para si ao longo das décadas. That's what it was all about. As entrevistas dos banqueiros entregaram e enterraram chantagisticamente também a estratégia de resistência «Isto pára aqui!» do Sócrates porque passámos todos a perceber quem é que comprava dívida pública e a que juros  descomunais.

4 comentários:

floribundus disse...

deste ceaucescu dizia-me um Romeno:
'o sapateiro cigano'

Daniel Santos disse...

da mesma forma que a Dona Judite disse que não tem tempo para ler blogues, eu não tenho tempo para ler o que ela diz.

Arquitecto disse...

Cada um pode atacar e defender o Sócrates ou o Passos Coelho como bem lhe der na gana. Mas se percebi este comentário, e é provavel que não tenha atingido a sua mensagem, por claras limitações intelectuais minhas, parece que o derrube do Sócrates se justifica, mesmo que o processo tenha passado pela "shô dona" Judite decidir em casa que ia derrubar o Governo, fazendo entrevistas não de acordo com o princípio do interesse público (que devia reger o jornalismo), mas sim de outros interesses. Ou então, por outro lado, ela acha que lhe delegamos o direito de decidir quando é que o Governo devia cair, instrumentanto entrevistas. Mas reafirmo as minhas limitações acerca do entendimento de como funciona este mundo...

Zé Luís disse...

Post brilhante de lucidez política enredada no conúbio mediático-freteiro.

Mas cuidado ao associar, aparentemente, Judite com vascas. Os ruminantes nem sempre são calmos...