sábado, março 10, 2012

LUSOPONTE-MOTA-ENGIL SOB A TETA ESTATAL

Os mais esquecidos devem refrescar a memória selectiva e buscar informação actualizada, ainda que datada de Março, 2011 para re-perceberem quem nos anda a encornar e a reencornar sem que nada, nadinha, lhes aconteça, acontecendo-nos pela certa privação, fome, miséria. Por cada negócio ruinoso que esmaga as contas públicas, quantas comissões abicharam os políticos sebosos que as patrocinaram?!: «O Estado firmou com a Lusoponte, que tem hoje na Mota Engil o seu principal accionista, um contrato que contemplava a construção da ponte Vasco da Gama e a exploração de portagens nesta ponte e na ponte 25 de Abril. Este contrato já sofreu, até à data, sete alterações, que implicam um custo acrescido de 410 milhões de euros para o erário público. [...] Esta prorrogação representa para a Lusoponte um encaixe bruto na ordem dos 560 milhões de euros a preços constantes. Somando a este valor uma compensação directa de 250 milhões e mais 100 milhões pela dispensa de comparticipação da Lusoponte na manutenção da ponte 25 de Abril, obtemos os contornos de um negócio ruinoso, conduzido a partir do governo de Portugal por quem hoje gere os benefícios privados obtidos pelos accionistas da Lusoponte. Apesar de o Estado assegurar à Mota-Engil um investimento com riscos reduzidos face ao contrato inicial, mantém-se inalterada a sua taxa interna de rentabilidade accionista (11,43%).»

1 comentário:

Mentiroso disse...

Não sejamos tão parvos e chupas-no-dedo como os hipócritas de todas as oligarquias nos crêem com muita razão e fundamento.

Afinal, não foi o próprio Cavaco quem «durante dez anos de política de terra queimada, em que destruiu agricultura, pescas, siderurgia, indústria do têxtil e do vidro, e se tornou Portugal num casebre de importações e amigalhaços da função pública.»? (A frase não é minha, mas tem autenticidade.)

O sentido do que o Cavaco escreveu e que constitui o objecto principal deste bom post, quer ter outro alcance que, ao que parece, ainda quase ninguém descobriu. Pelo menos não foi mencionado. Pense-se e conclua-se, recordando que o mesmo Cavaco que finge insurgir-se contra algumas coisas que ele próprio assinou sem pestanejar, aprovou também sem hesitação todas decisões dos dois governos no mesmo sentido. Ou seja, as suas acções desmentem o seu palrar. Tudo aprovou e o resto é puro blá-blá-blá. Que será, pois, o motivo da sua espampanante hipocrisia?