sexta-feira, março 09, 2012

DESESPERO NO ENCLAVE DA RAPINA

Quero crer, embora com dificuldade, que uma coisa é o Partido Socialista e outra quem o usa ou usou para outros voos pessoalmente muito rentáveis, rapidamente rentáveis, enriquecendo ilicitamente, enquanto nós, cidadãos pobres de Portugal, naufragamos sem apelo nem agravo. Os derradeiros efeitos dessas garras em riste para outras rapinas associadas ao Poder sentimo-los bem hoje. Tais espécimens foram colocados muito além de nós mesmo pela obscura e suposta independência do Poder Judicial para todo o serviço: inacessíveis na sua intocabilidade de Aristocratas da Corrupção. Isto enquanto notícias fruto de exaustiva investigação documentam anos de sobejos lixos por desenterrar e esclarecer. Lello, Silva Pereira, Zorrinho, podem ser os homens de mão caninamente leais a quem quiserem, embora devam saber que certas lealdades sujam. Por isso tomar a peito as palavras definidoras com que Cavaco caracteriza Sócrates é fundir e confundir as coisas: o PS não pode ter nada a ver com a deslealdade do Freeport, com a deslealdade do conspirativo condicionamento mediático no Face Oculta, com a deslealdade rançosa da Licenciatura Falsificada, com a deslealdade anti-Portugal das múltiplas PPP urdidas criminosamente [porque esmagadoras do contribuinte agora, mais tarde e para sempre], com a deslealdade do caso Cova da Beira. Lealdade com o CEO pastante em Paris, personagem política principal de tanta lixeirada, não é, não pode ser, lealdade. Só pode ser burrice crassa.

2 comentários:

Silvares disse...

Concordo com o essencial do seu post mas será Cavaco o cidadão indicado para falar em "deslealdade institucional"? Quanto à personagem principal desta lixeirada não sei a quem entregaria o Oscar de Maior Coveiro. Cavaco é candidato bem colocado, mais capaz de receber o galardão que Guterres, Sócrates, Barroso ou qualquer outro.

Anónimo disse...

O melhor mesmo é partirmos o oscar e dar um pedacinho a cada um dos coveiros sem vergonha que afundaram/venderam/roubaram este País, quanto a mim em ficavam muito bem pendurados nuns candeeiros a servirem de "luminárias". Infelizmente aqui nesta terra de gente boa é tudo de boas famílias pelo que fazem sempre as coisas com a melhor das intenções, daí serem inocentes.