segunda-feira, março 12, 2012

PRIMADONNA 2012

Depois de ter visto o vídeo que está a fazer furor mundo fora, Kony 2012, é difícil não pensar em Portugal, onde, à parte a fantástica e fecunda mobilização por Timor, ninguém parece capaz de mobilização para coisa nenhuma que nos sirva, nos ajude e justifique. Cala-se. Come-se. Emigra-se. Morre-se. Mas não deveria ser assim. Qualquer de nós, contribuintes e cidadãos esmagados de Fisco e em dificuldades para viver com o mínimo, gente normal, gente que não seja doente dos cornos passionais, como esse abjecto robot socratista Val-de-Broches, deveria sentir-se literalmente assassinado e rigorosamente envilecido. Porquê? Porque o crime compensa largamente os reles, os sujos, os que estão indiciados por inúmeras irregularidades, no seu curto currículo de responsabilidade política e manobras obscenas. O crime é protegido ao mais alto nível e nada acontece a quem possui um rasto espesso de corrupção, mas se mantém no seu reduto de invulnerabilidade e ainda se dá ao luxo de conspirar à distância contra os interesses nacionais. Kony, o monstro do Uganda, rapta meninos e meninas. Para serem soldados implacáveis. Para se submeterem como escravas sexuais. Graças ao poder das redes sociais para revolucionar realidades distorcidas, alguém resolveu agir para mudar esse estado de coisas, começando por unir toda a gente no apoio à perseguição e prisão do mentor de tais actos desde há vinte e seis anos. Também em Portugal querer Justiça deveria significar poder obtê-la: na avidez da própria reeleição, garantia de mais proventos pessoais comissionistas por cada negócio ruinoso para o País, indubitavelmente o Primadonna cometeu crimes contra Portugal e contra os Portugueses. Crimes que não podem ter perdão nem a mesma atitude laxa e sorna de que beneficiaram os pides após o 25 de Abril, quando ir em paz e nada clarificar dos seus actos equivaleu a não ter aprendido nada nem ter podido ensinar nada à Memória ou à História, apenas para que se replicassem as estruturas corruptas do Estado Novo já sem Estado Novo, sob a capa enganosa da 'Democracia' de Mesmos, Triunfo de Suínos, conforme se viu. Cavaco comete erros e tem falhas. Narcisista e curto de coragem, finge que age e, por estes dias, o que escreveu sobre Sócrates repõe diante de nós a desonestidade crassa de um primeiro-ministro para lá do suportável: o Primadonna Palayboy Parisiense, que era uma figura esvoaçante e 'diva', flutuando nos perfume e nos tecidos mais etéreos e fofos Armani, foi-nos o Erro e a Falha rolando como uma avalancha pela encosta abaixo para soterrar de desgraça Portugal inteiro. E soterrou. Em Paris ou nas Fossas Marianas, processemo-lo! Chega de medos na Imprensa Covarde, basta de Silêncios nas Consciências Vendidas, acabem as covardias incompreensíveis no Governo Passos Coelho, cujo comando permanece minado graças a mais ingenuidade e condescendência cândidas com os socratistas-relíquia que ainda põem e dispõem nos seus tachos sobejantes, controlando conforme controlam o Aparelho de Estado. Não haverá paz para Portugal com um dia mais nessa impunidade parisiense vergonhosa. 

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